Quase todo mês tenho essa fase em que tudo fica confuso e eu não sei bem para onde olhar, e para onde olho, nem sempre enxergo as coisas como elas realmente são.
Entendam como quiser, mas eu odeio a minha falta de controle sobre essa tal de TPM.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Depoimento
Sabe quando a gente é criança e tem hábitos engraçados, que ninguém realmente dá muita bola, e um dia, depois de crescidos, nos lembramos deste hábito e vemos o quanto aquilo foi importante na nossa vida?
A minha ficha caiu cerca de três anos atrás, em um dia em que eu estava lembrando das viagens que fazia quando pequena com meus pais. Quando íamos de carro, meu passatempo preferido era ficar lendo o Guia 4 Rodas e comparando as cidades e, principalmente, os hotéis.
Descobri uma grande paixão por hotelaria. Por vários motivos, nunca havia trabalhado na área, mas já era um plano me especializar após terminar a graduação, e quem sabe um dia abrir o meu próprio hotel - numa cidadezinha de interior, estilo o hotel que a Lorelai é gerente, em Gilmore Girls.
Mas este mundo exige o sacrifício de finais de semana, feriados, dias santos e ocasiões especiais. Em dias e situações específicos, é difícil saber quando você terá folga, ou que horas vai sair do trabalho. E isto me trouxe a um dos maiores paradoxos da minha vida: hotelaria definitivamente não é o que quero para a minha vida - sinceramente, prefiro ser hóspede que gerente de um hotel; mas eu estou simplesmente APAIXONADA pelo meu trabalho.
Eu não sei explicar direito o que sinto. Nunca me senti assim com relação a trabalho nenhum. Mesmo com as chateações que acontecem, mesmo eu trabalhando sábado e domingo e folgando na terça, mesmo sabendo que querem que eu trabalhe no ano novo e no meu aniversário, eu simplesmente estou com o coração despedaçado de ter que sair de lá.
É como a bebida púrpura do livro O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder: você deve provar apenas uma gota, e depois nunca mais deve tomar a bebida na sua vida - exatamente por ela ser muito, muito, extremamente, inexplicavelmente maravilhosa.
E a explicação do livro é simples: o estado constante de êxtase, no ser humano, emburrece. A felicidade contínua impede o raciocínio, que é tão fértil nos momentos de adversidade.
A minha ficha caiu cerca de três anos atrás, em um dia em que eu estava lembrando das viagens que fazia quando pequena com meus pais. Quando íamos de carro, meu passatempo preferido era ficar lendo o Guia 4 Rodas e comparando as cidades e, principalmente, os hotéis.
Descobri uma grande paixão por hotelaria. Por vários motivos, nunca havia trabalhado na área, mas já era um plano me especializar após terminar a graduação, e quem sabe um dia abrir o meu próprio hotel - numa cidadezinha de interior, estilo o hotel que a Lorelai é gerente, em Gilmore Girls.
Mês passado surgiu a oportunidade, me empolguei, porque não fazia idéia de que eles pagavam tão bem e... comecei, dia 17 de novembro, no meu novo emprego em um dos hotéis de uma grande rede multinacional.
O mundo da hotelaria de situa em outro planeta. Quando entro no hotel todos os dias para trabalhar, o mundo lá fora morre, e eu entro neste ambiente maravilhoso - com uma estrutura espetacular, uma sincronia absurda de milhares de pessoas, de criaturas maravilhosas e seres humanos interessantes - as criaturas são os hoteleiros, e os seres humanos, os hóspedes.
Cada dia é um dia diferente, não importa a sua rotina de trabalho. Saber lidar com gente é um dom, que eu possuo e amo. Todos os dias me surpreendo com uma personalidade diferente, com fatos engraçados, com situações específicas que ensinam.
Eu não sei explicar direito o que sinto. Nunca me senti assim com relação a trabalho nenhum. Mesmo com as chateações que acontecem, mesmo eu trabalhando sábado e domingo e folgando na terça, mesmo sabendo que querem que eu trabalhe no ano novo e no meu aniversário, eu simplesmente estou com o coração despedaçado de ter que sair de lá.
E a explicação do livro é simples: o estado constante de êxtase, no ser humano, emburrece. A felicidade contínua impede o raciocínio, que é tão fértil nos momentos de adversidade.
E não quero ficar burra, ou acomodada, com a satisfação social e monetária que a hotelaria me proporciona. Acredito que o choque da saída deste emprego possa ser comparada a um parto - a saída de um ser frágil de sua redoma de proteção e conforto - mas é o melhor para mim.
E para quem tem garra e não é tão estupidamente apegado aos descansos semanais, vida social fora do trabalho, e datas comemorativas, eu digo: não existe melhor lugar para se trabalhar, do que um hotel.
sábado, 20 de novembro de 2010
Yesterday
Vinha me perguntando, especialmente nos últimos meses, como seria te encontrar, caso isso ocorresse.
No começo, o coração ainda batia forte, o arrependimento aparecia junto com os ataques de gastrite e eu ficava confusa. Mas ontem, eu estava controlada e decidida.
Dois meses atrás, eu iria ao seu encontro, tentaria conversar com você, talvez até te abraçaria para impedir alguma atitude impensada sua. Um abraço que ia doer, como todos os abraços que nos demos após o mês de maio - talvez até mais.
Confesso que, ao parar para pensar na minha atitude - não ir ao seu encontro, e sim ao dele, - me veio uma enxurrada de consciência. A consciência de que o passado passou e não volta, que não dá para viver hoje uma realidade totalmente diferente em nome do que foi bom, mas se foi - o que, afinal, sempre foram as razões para tudo ter acabado.
E o que me atormentaria algum tempo atrás se tornou uma confirmação dos meus sentimentos, tanto da falta deles por você, quanto da veracidade e da força dos que sinto por ele. E o momento de tensão que durou menos de cinco minutos e me fez desperdiçar uma cerveja inteira, e sair de um lugar aconchegante, se tornou um papo divertido em outro lugar, que me trouxe à memória tudo de bom que aconteceu entre mim e ele, enquanto nós éramos apenas raios e trovões.
Me falaram: "você tinha muito a perder com a atitude que tomou". Ao que eu respondi: "o que eu tinha a perder já havia sido perdido, antes mesmo de eu tomar qualquer decisão ou fazer qualquer coisa".
Na verdade, eu não estava tão certa, porque perdi uma família, e é o que mais me faz falta hoje em dia, principalmente ao apreciar as luzes de natal e lembrar dos presentes, de um gato brincando com as bolinhas da árvore de natal, da caça ao ovo de páscoa e tantas outras coisas - que com certeza vou repetir daqui alguns anos, quando estiver pronta para isto novamente.
Como uma filha que finalmente entende a morte da mãe (e você sabe que eu sei do que estou falando), entendo e aceito o fim, e desejo o melhor a você, onde quer que você vá.
Eu te amei de uma forma inimaginável e inexplicável, e mesmo tendo achado, no começo, que nunca amaria e seria amada como fui, descobri que isso é possível, pois o amor também se escolhe e se constrói. Espero que você aprenda isso também, e seja muito feliz.
Cuida daquele gato laranjado que atende pelo nome de Bóris, porque eu ainda amo muito ele. :)
No começo, o coração ainda batia forte, o arrependimento aparecia junto com os ataques de gastrite e eu ficava confusa. Mas ontem, eu estava controlada e decidida.
Dois meses atrás, eu iria ao seu encontro, tentaria conversar com você, talvez até te abraçaria para impedir alguma atitude impensada sua. Um abraço que ia doer, como todos os abraços que nos demos após o mês de maio - talvez até mais.
Confesso que, ao parar para pensar na minha atitude - não ir ao seu encontro, e sim ao dele, - me veio uma enxurrada de consciência. A consciência de que o passado passou e não volta, que não dá para viver hoje uma realidade totalmente diferente em nome do que foi bom, mas se foi - o que, afinal, sempre foram as razões para tudo ter acabado.
E o que me atormentaria algum tempo atrás se tornou uma confirmação dos meus sentimentos, tanto da falta deles por você, quanto da veracidade e da força dos que sinto por ele. E o momento de tensão que durou menos de cinco minutos e me fez desperdiçar uma cerveja inteira, e sair de um lugar aconchegante, se tornou um papo divertido em outro lugar, que me trouxe à memória tudo de bom que aconteceu entre mim e ele, enquanto nós éramos apenas raios e trovões.
Me falaram: "você tinha muito a perder com a atitude que tomou". Ao que eu respondi: "o que eu tinha a perder já havia sido perdido, antes mesmo de eu tomar qualquer decisão ou fazer qualquer coisa".
Na verdade, eu não estava tão certa, porque perdi uma família, e é o que mais me faz falta hoje em dia, principalmente ao apreciar as luzes de natal e lembrar dos presentes, de um gato brincando com as bolinhas da árvore de natal, da caça ao ovo de páscoa e tantas outras coisas - que com certeza vou repetir daqui alguns anos, quando estiver pronta para isto novamente.
Como uma filha que finalmente entende a morte da mãe (e você sabe que eu sei do que estou falando), entendo e aceito o fim, e desejo o melhor a você, onde quer que você vá.
Eu te amei de uma forma inimaginável e inexplicável, e mesmo tendo achado, no começo, que nunca amaria e seria amada como fui, descobri que isso é possível, pois o amor também se escolhe e se constrói. Espero que você aprenda isso também, e seja muito feliz.
Cuida daquele gato laranjado que atende pelo nome de Bóris, porque eu ainda amo muito ele. :)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
"I'm gonna love you like I've never been hurt before...
I'm gonna love you like I'm indestructible."
Isso vale para todos vocês em quem deposito minhas esperanças e expectativas.
Sigo sem a influência de traumas, a partir de agora.
Isso vale para todos vocês em quem deposito minhas esperanças e expectativas.
Sigo sem a influência de traumas, a partir de agora.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Finalmente começo a trabalhar, amanhã.
Das 11h às 19h, seis dias por semana, com folgas não necessariamente aos fins de semana.
Pelo menos o horário não me exige sacrifício da vida social.
Das 11h às 19h, seis dias por semana, com folgas não necessariamente aos fins de semana.
Pelo menos o horário não me exige sacrifício da vida social.
Enfim, começo a organizar a cabeça, os hormônios, acalmar a gastrite e as TPM's, e tudo começa a voltar ao normal...
domingo, 7 de novembro de 2010
Solidão
Tem dias que você não quer nada além de uma companhia para ficar quietinho do lado, sem conversar, vendo um filme, ou jogando algum jogo de tabuleiro.
Ouvindo música, ou mesmo indo pra balada, fechar o olho e dançar sem se preocupar com nada, mas saber que tem alguém ali do lado que quando você quiser vai te dar um abraço e dançar com você.
Alguém que talvez fique tagarelando sem parar do seu lado, coisas úteis e inúteis também, e que não vai te deixar falar, ou sequer pensar, nos seus problemas, com tantas distrações.
Nesse dia eu percorri minha modesta lista de 98 contatos do celular, e consegui contar nos dedos de uma mão quantos, a meu ver, estariam dispostos a fazer isso por mim.
Mas cada um tem seus dias, suas preocupações, seus planos, e para alguns eu cheguei tarde. Para outros, eu fui a segunda opção.
E a companhia que vai falar por horas ao meu lado, vai me distrair, talvez me fazer rir com algo bobo que eu encontrar, vai me por para ouvir música, jogar um jogo de tabuleiro, enfim, deixar eu fazer o que quiser – menos me dar um abraço, haha - , é o meu fiel companheiro:
O notebook.
Ouvindo música, ou mesmo indo pra balada, fechar o olho e dançar sem se preocupar com nada, mas saber que tem alguém ali do lado que quando você quiser vai te dar um abraço e dançar com você.
Alguém que talvez fique tagarelando sem parar do seu lado, coisas úteis e inúteis também, e que não vai te deixar falar, ou sequer pensar, nos seus problemas, com tantas distrações.
Nesse dia eu percorri minha modesta lista de 98 contatos do celular, e consegui contar nos dedos de uma mão quantos, a meu ver, estariam dispostos a fazer isso por mim.
Mas cada um tem seus dias, suas preocupações, seus planos, e para alguns eu cheguei tarde. Para outros, eu fui a segunda opção.
E a companhia que vai falar por horas ao meu lado, vai me distrair, talvez me fazer rir com algo bobo que eu encontrar, vai me por para ouvir música, jogar um jogo de tabuleiro, enfim, deixar eu fazer o que quiser – menos me dar um abraço, haha - , é o meu fiel companheiro:
O notebook.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Denominações
A maioria de nós, seres humanos, tem a mania de denominar as pessoas por suas características.
- Nossa, a Carol estava tão mal arrumada naquela festa!
- Carol? Que Carol?
- Aquela, baixinha, do cabelão!
Essa é uma definição minha. Mas as vezes denominamos as pessoas por traços da personalidade, que identificamos em algumas situações... e eis uma história particular sobre isso.
Era uma sexta-feira e ela e um pequeno grupo de amigos (3, para ser mais exata) ficaram sabendo que haveria um show de uma banda de metal que eles gostavam, na cidade.
Compraram algumas cervejas num supermercado e foram para o local antes do horário previsto, na intenção de beber antes e entrarem no evento mais animados. Mas eles não eram os maiores especialistas em cerveja. Na verdade, todos eles tinham acabado de completar 18 anos. Chegando lá, a cerveja já estava praticamente quente.
O show serviu para mostrar ao grupo que seus gostos musicais eram muito refinados e interessantes para ficar dentro de casa, mas não para se misturar com as pessoas que também gostam (se é que vocês me entendem). Saindo de lá, resolveram afogar suas decepções num buteco conhecido pelo mau atendimento, mas que é famoso entre os universitários, PDS.
Um dos meninos do grupo encontrou alguns amigos de infância no bar e começou uma conversa longa, animada, e totalmente fora da compreensão do resto do grupo, afinal, ninguém da mesa o conheceu naquela época. O atendimento estava péssimo e a cerveja vinha de meia em meia hora. Eles estavam com fome e o bar não estava fazendo nenhum petisco.
Ao lado do bar, a salvação: uma pizzaria. Ela foi com a amiga lá. Pediu ao caixa, que anotou o pedido, cobrou, e avisou que as chamariam quando a pizza ficasse pronta. Com o estoque de paciência quase no fim, elas esperaram pacientemente, até começarem a ver que estavam chamando pessoas que foram atendidas depois delas para pegar as pizzas, e a delas não saía.
Foram questionar o atendente responsável por entregar as pizzas. Ele, num momento de iluminação, ficou radiante e disse:
- Aaaah! Vocês provavelmente são as donas dessa pizza! Já estava aqui parada há um tempo, eu já ia devolver...
- Como assim? Por que você não nos chamou?
- É porque aqui, nós chamamos a pessoa pelo nome que está no papelzinho colado na caixa pizza, só que não tinha o nome de vocês...
- Como não? Me dá o papelzinho para eu ver!
O atendente, meio sem graça, entregou a pizza, com o papelzinho colado. Onde era para ter o nome do cliente, estava escrito: "meninas mau humoradas".
- Nossa, a Carol estava tão mal arrumada naquela festa!
- Carol? Que Carol?
- Aquela, baixinha, do cabelão!
Essa é uma definição minha. Mas as vezes denominamos as pessoas por traços da personalidade, que identificamos em algumas situações... e eis uma história particular sobre isso.
Era uma sexta-feira e ela e um pequeno grupo de amigos (3, para ser mais exata) ficaram sabendo que haveria um show de uma banda de metal que eles gostavam, na cidade.
Compraram algumas cervejas num supermercado e foram para o local antes do horário previsto, na intenção de beber antes e entrarem no evento mais animados. Mas eles não eram os maiores especialistas em cerveja. Na verdade, todos eles tinham acabado de completar 18 anos. Chegando lá, a cerveja já estava praticamente quente.
O show serviu para mostrar ao grupo que seus gostos musicais eram muito refinados e interessantes para ficar dentro de casa, mas não para se misturar com as pessoas que também gostam (se é que vocês me entendem). Saindo de lá, resolveram afogar suas decepções num buteco conhecido pelo mau atendimento, mas que é famoso entre os universitários, PDS.
Um dos meninos do grupo encontrou alguns amigos de infância no bar e começou uma conversa longa, animada, e totalmente fora da compreensão do resto do grupo, afinal, ninguém da mesa o conheceu naquela época. O atendimento estava péssimo e a cerveja vinha de meia em meia hora. Eles estavam com fome e o bar não estava fazendo nenhum petisco.
Ao lado do bar, a salvação: uma pizzaria. Ela foi com a amiga lá. Pediu ao caixa, que anotou o pedido, cobrou, e avisou que as chamariam quando a pizza ficasse pronta. Com o estoque de paciência quase no fim, elas esperaram pacientemente, até começarem a ver que estavam chamando pessoas que foram atendidas depois delas para pegar as pizzas, e a delas não saía.
Foram questionar o atendente responsável por entregar as pizzas. Ele, num momento de iluminação, ficou radiante e disse:
- Aaaah! Vocês provavelmente são as donas dessa pizza! Já estava aqui parada há um tempo, eu já ia devolver...
- Como assim? Por que você não nos chamou?
- É porque aqui, nós chamamos a pessoa pelo nome que está no papelzinho colado na caixa pizza, só que não tinha o nome de vocês...
- Como não? Me dá o papelzinho para eu ver!
O atendente, meio sem graça, entregou a pizza, com o papelzinho colado. Onde era para ter o nome do cliente, estava escrito: "meninas mau humoradas".
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O que tenho a dizer sobre o feriado prolongado é:
1. Eu tenho amigos lindos e os amo, mesmo os mais chatos, cabeça-dura e doceiros.
2. É bom me encontrar e jogar conversa fora com pessoas que escolhem não estar tão próximas, mas que uma vez ou outra me permitem ter o privilégio da companhia delas por algumas horas.
3. Eu preciso começar a trabalhar e sair dessa vida! (risos)
4. Eu consigo viver e ser feliz mesmo com pouco dinheiro, e acho que até certos programas ficam mais divertidos (mas só se todo mundo tá sem dinheiro também :P)
5. Eu SEMPRE deixo as coisas para a última hora, e isso me prejudica um pouco. Mas funciono bem sob pressão e na última hora me viro mesmo.
6. Estou aprendendo devagarzinho como me entregar aos relacionamentos. E está sendo bom.
7. Preciso regular meu relógio biológico (acordei 14h hoje).
8. Adoro Administração Financeira e Orçamentária.
9. Facebook definitivamente é a melhor rede social dos últimos tempos.
10. Tenho que ter mais paciência com algumas pessoas.
1. Eu tenho amigos lindos e os amo, mesmo os mais chatos, cabeça-dura e doceiros.
2. É bom me encontrar e jogar conversa fora com pessoas que escolhem não estar tão próximas, mas que uma vez ou outra me permitem ter o privilégio da companhia delas por algumas horas.
3. Eu preciso começar a trabalhar e sair dessa vida! (risos)
4. Eu consigo viver e ser feliz mesmo com pouco dinheiro, e acho que até certos programas ficam mais divertidos (mas só se todo mundo tá sem dinheiro também :P)
5. Eu SEMPRE deixo as coisas para a última hora, e isso me prejudica um pouco. Mas funciono bem sob pressão e na última hora me viro mesmo.
6. Estou aprendendo devagarzinho como me entregar aos relacionamentos. E está sendo bom.
7. Preciso regular meu relógio biológico (acordei 14h hoje).
8. Adoro Administração Financeira e Orçamentária.
9. Facebook definitivamente é a melhor rede social dos últimos tempos.
10. Tenho que ter mais paciência com algumas pessoas.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Óculos Escuro
A música vêm de dentro dela. A toma, e ela não sabe se dança, se canta ou se fica parada, e na verdade não sabe exatamente qual destas coisas está fazendo, pois não tem pleno controle de todas as suas ações.
A fumaça que entra em sua boca faz o caminho até os seus pulmões a refrescando, e ela quer que aquele momento dure para sempre. Mas também quer viver outros momentos. Minutos de indecisão sobre qual das várias sensações maravilhosas escolher.
Os olhos dela captam tantas informações que ela se confunde, e os fecha. Ao fechá-los, os outros sentidos se aguçam e a música novamente toma o seu corpo; seu tato se torna incomparável e novamente ela se perde no tempo e no espaço.
Por isso o dia seguinte às vezes é triste. Porque ela sempre encarou tudo como um momento, algumas horas felizes e surreais em sua vida pacata.
E no dia seguinte a este dia maravilhoso em que ela não se conforma em se recolher à sua depressão, e sai para ver a vida com uma companhia maravilhosa, ela vê que o dia seguinte não precisa ser depressivo. Não será igual ao anterior, mas não precisa ser triste.
Afinal, a alegria e o amor existem, e ela já consegue enxergá-los.
A fumaça que entra em sua boca faz o caminho até os seus pulmões a refrescando, e ela quer que aquele momento dure para sempre. Mas também quer viver outros momentos. Minutos de indecisão sobre qual das várias sensações maravilhosas escolher.
Os olhos dela captam tantas informações que ela se confunde, e os fecha. Ao fechá-los, os outros sentidos se aguçam e a música novamente toma o seu corpo; seu tato se torna incomparável e novamente ela se perde no tempo e no espaço.
Por isso o dia seguinte às vezes é triste. Porque ela sempre encarou tudo como um momento, algumas horas felizes e surreais em sua vida pacata.
E no dia seguinte a este dia maravilhoso em que ela não se conforma em se recolher à sua depressão, e sai para ver a vida com uma companhia maravilhosa, ela vê que o dia seguinte não precisa ser depressivo. Não será igual ao anterior, mas não precisa ser triste.
Afinal, a alegria e o amor existem, e ela já consegue enxergá-los.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Philosophy
Hoje eu descobri o que há em comum nos lugares que mais amo em Brasília. Todos esses lugares fazem com que eu me sinta viva, me abrem os olhos para os detalhes da vida, permitem que eu me sinta surpresa com o canto de um pássaro, com o formato das nuvens no céu, e até mesmo com a minha respiração.
Hoje é tão comum vivermos no "piloto automático", que achamos que a nossa rotina é a nossa vida. Mas não é. A rotina, o trabalho, a família, os estudos, são parte da nossa vida. A vida é o conjunto dos fenômenos naturais, os animais, de tudo que está e acontece a nossa volta independente das nossas escolhas.
Quando crescemos, perdemos a capacidade de nos surpreender. Acostumamo-nos com o que achamos que é a vida, e deixamos de admirá-la. Quando foi a última vez que você parou para ver o formato das nuvens, ouvir um passarinho, esquecer do tempo e deixar de reparar no óbvio (pessoas, carros, música)?
Para isso é que servem os lugares prediletos. Eles nos lembram que há uma vida acontecendo além das nossas rotinas diárias. Lembram que é bom e é preciso esquecer de tudo por alguns instantes.
Sem lugares assim, ou tempo para fazer coisas assim, a vida passa enquanto achamos que estamos vivendo, e no final, vemos que fomos apenas robozinhos em busca do que a sociedade nos impôs: dinheiro, marido/esposa, diploma, um bom emprego, e deixamos de pensar, e morremos sem saber, qual é o real sentido da vida, o que há de bonito nela, e por que estamos aqui.
Praça dos Cristais
Vista da Torre de TV
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Them
Ele não me deixou postar no Facebook, mas aqui é o meu espaço, não tem como ele reclamar! =D
Eu fiquei brava porque eu estava toda amorzinho, inspirada para escrever uma super homenagem para eles, e ele veio me cortando, dizendo que tínhamos que tirar uma foto "mais bonita". Mas o legal dessa foto é exatamente a espontaneidade, nossas caras de bêbados felizes que não tem nada para fazer no sábado (o que não era exatamente verdade, né).
Eu só queria mesmo dizer que vocês são parte muito importante e especial na minha vida, Fred e Cainã!
Eu fiquei brava porque eu estava toda amorzinho, inspirada para escrever uma super homenagem para eles, e ele veio me cortando, dizendo que tínhamos que tirar uma foto "mais bonita". Mas o legal dessa foto é exatamente a espontaneidade, nossas caras de bêbados felizes que não tem nada para fazer no sábado (o que não era exatamente verdade, né).
Eu só queria mesmo dizer que vocês são parte muito importante e especial na minha vida, Fred e Cainã!
Da esqueda para a direita: Cainã, Carol (yeah, meu cabelo está levemente rosa) e Fred, na festinha mais estranha que já dei na minha casa, dia 12.03.10 (coincidência ou não, amanhã completam 7 meses!).
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tem um garoto com quem estudei na 5ª série, e apenas na 5ª série. R.A. Ele tem uma irmã gêmea. Nós fomos bons amigos naquela época, mas depois que eu mudei de colégio perdemos um pouco o contato... que, na verdade, nunca é perdido totalmente graças às redes sociais.
A mãe de um outro amigo canta no coral da UnB. Fui em uma apresentação do coral há uns dois ou três meses, onde vi este meu amigo de longe, após tanto tempo. Não consegui me encontrar com ele esse dia.
Semana passada eu estava no Conjunto Nacional, na praça de alimentação, e ele passou rápido do meu lado. Não deu para abordá-lo.
Terça-feira eu estava no ônibus, indo para a aula de francês, e quando o ônibus parou em certo lugar, lá estava ele, caminhando, com um caderno na mão e fones no ouvido.
Esta noite sonhei que finalmente conseguia abordá-lo, e comentava sobre todas as ocasiões em que eu o vi de longe.
Será que devo entrar em contato com ele, saber se ele está bem?
A mãe de um outro amigo canta no coral da UnB. Fui em uma apresentação do coral há uns dois ou três meses, onde vi este meu amigo de longe, após tanto tempo. Não consegui me encontrar com ele esse dia.
Semana passada eu estava no Conjunto Nacional, na praça de alimentação, e ele passou rápido do meu lado. Não deu para abordá-lo.
Terça-feira eu estava no ônibus, indo para a aula de francês, e quando o ônibus parou em certo lugar, lá estava ele, caminhando, com um caderno na mão e fones no ouvido.
Esta noite sonhei que finalmente conseguia abordá-lo, e comentava sobre todas as ocasiões em que eu o vi de longe.
Será que devo entrar em contato com ele, saber se ele está bem?
Auto-puxão-de-orelha
Uma das coisas mais importantes que sempre me foi ensinada pelo meu pai, e por vários dos livros que li em toda a minha vida, e que hoje posso dizer que é o um dos principais valores da minha vida, é: todos tem algo a ensinar, e você tem sempre o que aprender.
E por mais óbvio que seja este valor, o que mais vejo hoje em dia são pessoas que acham que já sabem de tudo, ou mesmo que reconheçam sua ignorância em certos aspectos da vida, não fazem absolutamente nada para mudar sua situação.
Não quero dar lição de moral em ninguém, aqui. Esta postagem é para mim mesma. Pois percebi que às vezes negligencio o conhecimento e as experiências de vida de algumas pessoas, por algum preconceito enraizado no meu mapa mental. E com muito mais frequência, absorvo em um dado momento o que a pessoa tem para me ensinar, mas simplesmente não aplico na minha vida.
Descobri isso hoje, motivada por uma conversa que tive com um colega de sala com quem nunca havia conversado. Na fase inicial de uma conversa com um estranho, tenta-se descobrir pontos em comum falando sobre nossas rotinas diárias, e foi assim que aconteceu.
Este meu colega de classe trabalha durante o dia, faz faculdade à noite e lá no campus, possui uma venda de salgados, onde ele fica antes das aulas, no intervalo e no final. E o ponto em comum que descobrimos e sobre o qual estávamos conversando, era o aprendizado de línguas. Além de tudo o que citei, ele faz inglês duas vezes por semana no horário de almoço, e estuda espanhol por conta própria com livros e video-aulas que comprou.
Um método de aprendizagem que ele tem usado para o inglês é o seguinte: todos os dias ele entra em um site (não sei ainda qual é - perguntarei), e olha uma lista de verbos. Ele escolhe dois verbos que o agradam, alimenta uma planilha onde coloca a tradução do verbo e faz as devidas conjugações no presente, passado e futuro. No dia seguinte, ele faz uma frase para cada tempo verbal de cada verbo que aprendeu no dia anterior, além dos anteriormente aprendidos - tarefa acumulativa.
Achei o método interessante, e me propus a executá-lo. Mas no dia seguinte, pensando sobre isso, lembrei do meu esquecido caderno oficial de francês, no qual nunca termino de transcrever o conteúdo do caderno de rascunho. Também lembro dos trabalhos da faculdade que deixo para o dia anterior à entrega, e todos os assuntos que tenho deixado para resolver "amanhã".
E esta postagem é um puxão de orelha em mim mesma, para que todo o meu público internauta veja um grande defeito meu, que pretendo corrigir. Preciso deixar de ser preguiçosa e fazer as coisas que tem que ser feitas, no dia em que elas aparecerem, não no final do prazo de resolução.
E preciso deixar de ignorar o conhecimento que adquiro com as outras pessoas. Admirar a forma de vida dos outros é tão fácil, não é? O que mais vejo são pessoas comentando da "inveja boa" que têm daquelas pessoas que praticam esportes ou fazem academia, lêem um ou mais livros por mês, comem salada, estão sempre de bem com a vida, enfim, que possuem hábitos física e psicologicamente saudáveis. Mas adotar esses hábitos, é sempre uma meta do check-list do "amanhã" que nunca chega.
Eu só posso esperar e me empenhar para que a última coisa que eu abandone seja exatamente esta mania de abandonar tudo no meio do caminho.
E por mais óbvio que seja este valor, o que mais vejo hoje em dia são pessoas que acham que já sabem de tudo, ou mesmo que reconheçam sua ignorância em certos aspectos da vida, não fazem absolutamente nada para mudar sua situação.
Não quero dar lição de moral em ninguém, aqui. Esta postagem é para mim mesma. Pois percebi que às vezes negligencio o conhecimento e as experiências de vida de algumas pessoas, por algum preconceito enraizado no meu mapa mental. E com muito mais frequência, absorvo em um dado momento o que a pessoa tem para me ensinar, mas simplesmente não aplico na minha vida.
Descobri isso hoje, motivada por uma conversa que tive com um colega de sala com quem nunca havia conversado. Na fase inicial de uma conversa com um estranho, tenta-se descobrir pontos em comum falando sobre nossas rotinas diárias, e foi assim que aconteceu.
Este meu colega de classe trabalha durante o dia, faz faculdade à noite e lá no campus, possui uma venda de salgados, onde ele fica antes das aulas, no intervalo e no final. E o ponto em comum que descobrimos e sobre o qual estávamos conversando, era o aprendizado de línguas. Além de tudo o que citei, ele faz inglês duas vezes por semana no horário de almoço, e estuda espanhol por conta própria com livros e video-aulas que comprou.
Um método de aprendizagem que ele tem usado para o inglês é o seguinte: todos os dias ele entra em um site (não sei ainda qual é - perguntarei), e olha uma lista de verbos. Ele escolhe dois verbos que o agradam, alimenta uma planilha onde coloca a tradução do verbo e faz as devidas conjugações no presente, passado e futuro. No dia seguinte, ele faz uma frase para cada tempo verbal de cada verbo que aprendeu no dia anterior, além dos anteriormente aprendidos - tarefa acumulativa.
Achei o método interessante, e me propus a executá-lo. Mas no dia seguinte, pensando sobre isso, lembrei do meu esquecido caderno oficial de francês, no qual nunca termino de transcrever o conteúdo do caderno de rascunho. Também lembro dos trabalhos da faculdade que deixo para o dia anterior à entrega, e todos os assuntos que tenho deixado para resolver "amanhã".
E esta postagem é um puxão de orelha em mim mesma, para que todo o meu público internauta veja um grande defeito meu, que pretendo corrigir. Preciso deixar de ser preguiçosa e fazer as coisas que tem que ser feitas, no dia em que elas aparecerem, não no final do prazo de resolução.
E preciso deixar de ignorar o conhecimento que adquiro com as outras pessoas. Admirar a forma de vida dos outros é tão fácil, não é? O que mais vejo são pessoas comentando da "inveja boa" que têm daquelas pessoas que praticam esportes ou fazem academia, lêem um ou mais livros por mês, comem salada, estão sempre de bem com a vida, enfim, que possuem hábitos física e psicologicamente saudáveis. Mas adotar esses hábitos, é sempre uma meta do check-list do "amanhã" que nunca chega.
Eu só posso esperar e me empenhar para que a última coisa que eu abandone seja exatamente esta mania de abandonar tudo no meio do caminho.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ela chega no posto de gasolina, são 1h da manhã de terça-feira.
- Ooooi! Eu queria uma cerveja.
- Não estamos mais vendendo cerveja.
- POR QUE? Vocês eram o único posto da cidade a vender de madrugada!
- O posto foi notificado, porque não é permitido vender cerveja a partir das 22h, e nós vendíamos... Ah! Também não temos Twix, nem Lucky Strike preto.
- Hã?! Ah...
Quando o vendedor do posto, do turno da madrugada, durante a semana, começa a saber exatamente o que você vai comprar, é hora de rever os seus hábitos alcoólicos-noturnos.
- Ooooi! Eu queria uma cerveja.
- Não estamos mais vendendo cerveja.
- POR QUE? Vocês eram o único posto da cidade a vender de madrugada!
- O posto foi notificado, porque não é permitido vender cerveja a partir das 22h, e nós vendíamos... Ah! Também não temos Twix, nem Lucky Strike preto.
- Hã?! Ah...
Quando o vendedor do posto, do turno da madrugada, durante a semana, começa a saber exatamente o que você vai comprar, é hora de rever os seus hábitos alcoólicos-noturnos.
sábado, 2 de outubro de 2010
"O problema não é você...
...sou eu.”
O jargão romântico atual, que tantos ouvem e que eu tanto falo.
Esse post tem um único objetivo, que é explicar aos broken-hearted de plantão que infelizmente não sabemos dizer o porquê somos o problema. Simplesmente somos.
Aceite, não desenvolva nenhuma síndrome de perseguição e siga a sua vida. Você ainda ouvirá isso algumas vezes e quem sabe, um dia, talvez até use essa frase.
E quando usar você verá que realmente, o problema não é o outro. Ele é perfeito, vocês juntos são perfeitos, o problema simplesmente é... você.
O jargão romântico atual, que tantos ouvem e que eu tanto falo.
Esse post tem um único objetivo, que é explicar aos broken-hearted de plantão que infelizmente não sabemos dizer o porquê somos o problema. Simplesmente somos.
Aceite, não desenvolva nenhuma síndrome de perseguição e siga a sua vida. Você ainda ouvirá isso algumas vezes e quem sabe, um dia, talvez até use essa frase.
E quando usar você verá que realmente, o problema não é o outro. Ele é perfeito, vocês juntos são perfeitos, o problema simplesmente é... você.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Três meses
Três meses constroem uma amizade.
Iniciam um romance.
Deixam pessoas depressivas pela falta de alguma coisa.
Custam dinheiro. Muito.
Viram a vida de cabeça para baixo.
Colocam a vida no lugar denovo.
Faltam menos de três meses para o natal, a época dos meus sonhos de menina que até hoje me enche os olhos d'água e me faz ficar feliz e radiante sem motivo.
Três meses exatos para o início de um novo ano, que com certeza será beeeem diferente desse que está passando.
Três meses e um dia para eu completar 20 anos. A idade que não marca oficialmente o início da vida adulta, mas que muda a forma como as pessoas te enxergam quando você fala.
Até agora o meu balanço-geral do ano está com saldo positivo. E para quem gosta de fazer resoluções de ano-novo e vive se arrependendo dia 31 de dezembro, aviso que está na hora de desenterrar a listinha feita em janeiro e correr atrás dos seus objetivos, sonhos e planos para 2010.
Ainda temos três meses.
Iniciam um romance.
Deixam pessoas depressivas pela falta de alguma coisa.
Custam dinheiro. Muito.
Viram a vida de cabeça para baixo.
Colocam a vida no lugar denovo.
Faltam menos de três meses para o natal, a época dos meus sonhos de menina que até hoje me enche os olhos d'água e me faz ficar feliz e radiante sem motivo.
Três meses exatos para o início de um novo ano, que com certeza será beeeem diferente desse que está passando.
Três meses e um dia para eu completar 20 anos. A idade que não marca oficialmente o início da vida adulta, mas que muda a forma como as pessoas te enxergam quando você fala.
Até agora o meu balanço-geral do ano está com saldo positivo. E para quem gosta de fazer resoluções de ano-novo e vive se arrependendo dia 31 de dezembro, aviso que está na hora de desenterrar a listinha feita em janeiro e correr atrás dos seus objetivos, sonhos e planos para 2010.
Ainda temos três meses.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
The life pursuit
"I always loved you
You always had a lot of style
I'd hate to see you on the pile
Of 'nearly-made-it's'
You've got the essence, dear
If I could have a second skin
I'd probably dress up in you"
É bom ouvir das pessoas que você está aparentando estar muito bem e mais feliz, mesmo que o principal motivo seja porque
Eu finalmente estou fazendo as coisas certas na minha vida. Tomando as decisões certas após pensar bastante e considerando os sentimentos dos outros, investindo na minha vida social e nas amizades que eu realmente quero preservar a vida toda, correndo atrás do que eu quero para a minha vida.
E isso, além da ajuda dos anjinhos que eu tenho na minha vida, está realmente me deixando mais
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Amar é...
Me perguntaram o que é amor.
Amor, para mim, é indefinível. Não sou um dicionário, mal sei explicar o que é uma bola. Uma bola é uma bola. Sei dizer o que ela faz, suas utilidades, mas para mim, é difícil definir a coisa.
[Sim, estou comparando bola com amor. E sim, eu sou a mestre das comparações absurdas. Ouvi isso três anos da minha vida já assumi para mim mesma a situação. Apenas acompanhe o raciocínio. ;)]
O fato é que da mesma forma que não sei dizer exatamente o que é uma bola, mas sei dizer o que ela faz, eu não sei explicar o que é o tal do amor. Mas tenho as minhas convicções sobre o que ele representa, o que ele causa (ou deveria causar) nas pessoas. Por isso o título da postagem não é “amor é”, e sim “amar é”...
Amar é pensar na pessoa amada a cada tempinho livre. É querer ficar junto, não só para satisfazer a sua carência, é querer sanar as necessidades da outra pessoa antes das suas.
Amar é não esperar que a sua felicidade seja despertada pela outra pessoa. É fazer de tudo para deixar a outra pessoa feliz, e ficar feliz apenas por isso.
Amar é pensar no outro antes de tomar as decisões, das mais bobas às mais importantes. Realmente considerar a pessoa como parte da sua vida e demonstrar isso nas suas ações.
Quando amamos, fazemos planos para o futuro. Queremos um futuro com a pessoa amada, não pensamos apenas no presente e nos nossos impulsos imediatos. É buscar crescer junto com a outra pessoa e construir algo maior e único, exclusivo dos dois.
Amar é estar disposto vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para ouvir, abraçar, beijar, acalmar, ajudar e acrescentar algo na vida do outro. É buscar acrescentar algo na vida do outro, ser útil de alguma forma, estar ali quando preciso.
Envolve, às vezes, disfarçar um mau momento por saber que a pessoa está pior que você e ajudá-la antes de procurar ajuda, deixar passar uma atitude besta e talvez impensada para evitar uma discussão, engolir o ego e o ciúmes para não sufocar o outro, deixar o orgulho de lado e ser mais humildes do que realmente estamos dispostos a ser, para não incomodar demais a outra pessoa.
Amar é maximizar os momentos felizes com a pessoa amada, inventar brincadeiras idiotas só dos dois, estar sempre disposto a se divertir com o outro, mesmo em situações onde a diversão não é muito aceita ou fácil de ser conseguida.
É estar disposto e querer conquistar a pessoa amada todos os dias, mesmo que ela já tenha sido de fato conquistada.
Mas, para mim, o principal sintoma do amor, é dizer que ama. Isso foi uma amiga que me ensinou, e não faz muito tempo – faz algumas semanas, para ser sincera. “Se você não diz todo dia que ama, se não reafirma seus votos com o coração todos os dias, é porque você não ama de verdade”, ela disse. E eu assino embaixo.
Não que assumir que ama seja fácil. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com isso. Desde um namorico malsucedido na segunda série, quando eu gostava do menininho mais do que ele de mim, decidi só falar “eu te amo” depois de ter ouvido. Isso magoou alguns indivíduos que aparentemente me amaram, ao longo da minha vida. Mas é um escudo invisível que vesti em mim.
Na verdade, acredito que o amor não se expressa só em palavras.
Aceito a expressão do amor mais e melhor do que as três palavrinhas, que em certos momentos chegam a me assustar. Pois também demonstro mais do que falo. O dia de falar “eu te amo” pela primeira vez sempre chega. É como meu pai gosta de falar sobre fazer sexo: “Minha filha: certas coisas, depois que a gente começa a fazer, a gente não pára mais”. Falar “eu te amo” é uma delas.
Amor, para mim, é indefinível. Não sou um dicionário, mal sei explicar o que é uma bola. Uma bola é uma bola. Sei dizer o que ela faz, suas utilidades, mas para mim, é difícil definir a coisa.
[Sim, estou comparando bola com amor. E sim, eu sou a mestre das comparações absurdas. Ouvi isso três anos da minha vida já assumi para mim mesma a situação. Apenas acompanhe o raciocínio. ;)]
O fato é que da mesma forma que não sei dizer exatamente o que é uma bola, mas sei dizer o que ela faz, eu não sei explicar o que é o tal do amor. Mas tenho as minhas convicções sobre o que ele representa, o que ele causa (ou deveria causar) nas pessoas. Por isso o título da postagem não é “amor é”, e sim “amar é”...
Amar é pensar na pessoa amada a cada tempinho livre. É querer ficar junto, não só para satisfazer a sua carência, é querer sanar as necessidades da outra pessoa antes das suas.
Amar é não esperar que a sua felicidade seja despertada pela outra pessoa. É fazer de tudo para deixar a outra pessoa feliz, e ficar feliz apenas por isso.
Amar é pensar no outro antes de tomar as decisões, das mais bobas às mais importantes. Realmente considerar a pessoa como parte da sua vida e demonstrar isso nas suas ações.
Quando amamos, fazemos planos para o futuro. Queremos um futuro com a pessoa amada, não pensamos apenas no presente e nos nossos impulsos imediatos. É buscar crescer junto com a outra pessoa e construir algo maior e único, exclusivo dos dois.
Amar é estar disposto vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para ouvir, abraçar, beijar, acalmar, ajudar e acrescentar algo na vida do outro. É buscar acrescentar algo na vida do outro, ser útil de alguma forma, estar ali quando preciso.
Envolve, às vezes, disfarçar um mau momento por saber que a pessoa está pior que você e ajudá-la antes de procurar ajuda, deixar passar uma atitude besta e talvez impensada para evitar uma discussão, engolir o ego e o ciúmes para não sufocar o outro, deixar o orgulho de lado e ser mais humildes do que realmente estamos dispostos a ser, para não incomodar demais a outra pessoa.
Amar é maximizar os momentos felizes com a pessoa amada, inventar brincadeiras idiotas só dos dois, estar sempre disposto a se divertir com o outro, mesmo em situações onde a diversão não é muito aceita ou fácil de ser conseguida.
É estar disposto e querer conquistar a pessoa amada todos os dias, mesmo que ela já tenha sido de fato conquistada.
Mas, para mim, o principal sintoma do amor, é dizer que ama. Isso foi uma amiga que me ensinou, e não faz muito tempo – faz algumas semanas, para ser sincera. “Se você não diz todo dia que ama, se não reafirma seus votos com o coração todos os dias, é porque você não ama de verdade”, ela disse. E eu assino embaixo.
Não que assumir que ama seja fácil. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com isso. Desde um namorico malsucedido na segunda série, quando eu gostava do menininho mais do que ele de mim, decidi só falar “eu te amo” depois de ter ouvido. Isso magoou alguns indivíduos que aparentemente me amaram, ao longo da minha vida. Mas é um escudo invisível que vesti em mim.
Na verdade, acredito que o amor não se expressa só em palavras.
Aceito a expressão do amor mais e melhor do que as três palavrinhas, que em certos momentos chegam a me assustar. Pois também demonstro mais do que falo. O dia de falar “eu te amo” pela primeira vez sempre chega. É como meu pai gosta de falar sobre fazer sexo: “Minha filha: certas coisas, depois que a gente começa a fazer, a gente não pára mais”. Falar “eu te amo” é uma delas.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Waka-waka
Centésima postagem, e uma iluminação sobre como diminuir a nostalgia do meu blog.
Vou tentar, a partir de agora, dar prosseguimento a uma série de postagens com a tag "Aconteceu Comigo". Só com histórias engraçadas, ou pelo menos divertidas, que aconteceram comigo (ou não - por isso vou tentar fazer a narrativa em terceira pessoa) e que valham a pena compartilhar.
Era 4 horas da manhã e ela tinha saído de uma festa de 15 anos. Voltando para casa com o seu namorado, tiveram a idéia de passar no mercado para comprar algumas cervejas, pois bêbados nunca se satisfazem - quanto mais bêbados, mais vontade tem de beber.
Na entrada do Pão de Açúcar do Lago Norte, uma van, de onde saíam várias pessoas muito mais bem arrumadas que nós. A última pessoa sai da van carregando uma réplica em tamanho real de um casal. Isso me deu uma idéia perfeita para o meu próprio casamento: transporte de convidados. Todo mundo pode beber, curtir a festa, e só vão embora quando todo mundo quiser, e todo mundo junto na van. Enfim.
Enquanto ela paga a cerveja, ele vai até o banheiro para lavar as latinhas - ele é quase um maníaco por limpeza, o típico guardanapo não serve para limpar latinhas. Ela termina de pagar e já vai saindo, quando a pessoa atrás dela na fila a segura pelo braço, e ela se vira.
- Shakiiiiiiiiiira!
- Hã?
- Você, Shakira! Que canta "waka waka ê, ê!"
- Não sou não.
- É sim! Me dá um abraço, Shakira!
- Não.
- Por que não? Você está com o namorado?
- Exatamente.
- Que pena. Mas você é tão linda, Shakira!!! Eu sou seu fã!
- Humm. Obrigada.
O namorado se aproxima e ela vai de encontro a ele, na esperança de que ele não perceba. Ao passar pelo caixa onde o feliz-bêbado-convidado-do-casamento estava, uma última frase:
- Ei! Você é que é o namorado da Shakira?!
Vou tentar, a partir de agora, dar prosseguimento a uma série de postagens com a tag "Aconteceu Comigo". Só com histórias engraçadas, ou pelo menos divertidas, que aconteceram comigo (ou não - por isso vou tentar fazer a narrativa em terceira pessoa) e que valham a pena compartilhar.
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Era 4 horas da manhã e ela tinha saído de uma festa de 15 anos. Voltando para casa com o seu namorado, tiveram a idéia de passar no mercado para comprar algumas cervejas, pois bêbados nunca se satisfazem - quanto mais bêbados, mais vontade tem de beber.
Na entrada do Pão de Açúcar do Lago Norte, uma van, de onde saíam várias pessoas muito mais bem arrumadas que nós. A última pessoa sai da van carregando uma réplica em tamanho real de um casal. Isso me deu uma idéia perfeita para o meu próprio casamento: transporte de convidados. Todo mundo pode beber, curtir a festa, e só vão embora quando todo mundo quiser, e todo mundo junto na van. Enfim.
Enquanto ela paga a cerveja, ele vai até o banheiro para lavar as latinhas - ele é quase um maníaco por limpeza, o típico guardanapo não serve para limpar latinhas. Ela termina de pagar e já vai saindo, quando a pessoa atrás dela na fila a segura pelo braço, e ela se vira.
- Shakiiiiiiiiiira!
- Hã?
- Você, Shakira! Que canta "waka waka ê, ê!"
- Não sou não.
- É sim! Me dá um abraço, Shakira!
- Não.
- Por que não? Você está com o namorado?
- Exatamente.
- Que pena. Mas você é tão linda, Shakira!!! Eu sou seu fã!
- Humm. Obrigada.
O namorado se aproxima e ela vai de encontro a ele, na esperança de que ele não perceba. Ao passar pelo caixa onde o feliz-bêbado-convidado-do-casamento estava, uma última frase:
- Ei! Você é que é o namorado da Shakira?!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Sonhos e pesadelos
Esta noite sonhei que eu voltava ao Hopi Hari, sozinha. Lá tinha uma montanha russa nova, que em certos momentos saía do trilho e a gente ficava flutuando. Só quando cheguei lá em cima e senti o frio na barriga foi que me lembrei que tenho que passar pelo menos seis meses longe desse tipo de coisa, mas fui mesmo assim. Eu estava com o boné de um amigo meu, que caiu enquanto a montanha russa andava.
Quando eu saí de lá e fui tentar resgatar o boné, estava escuro, e eu percebi que haviam vários militares no lugar, com suas roupas de gala. Olhei em volta e percebi que não estava mais no parque, estava em um daqueles casarões dos anos 60 onde as pessoas davam festas, e era uma festa de militares, e havia várias mulheres bonitas. E é o que me lembro.
Ontem sonhei que duas pessoas do meu antigo trabalho morreram. Registro aqui só para constar, não quero falar sobre isso.
Quando eu saí de lá e fui tentar resgatar o boné, estava escuro, e eu percebi que haviam vários militares no lugar, com suas roupas de gala. Olhei em volta e percebi que não estava mais no parque, estava em um daqueles casarões dos anos 60 onde as pessoas davam festas, e era uma festa de militares, e havia várias mulheres bonitas. E é o que me lembro.
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Ontem sonhei que duas pessoas do meu antigo trabalho morreram. Registro aqui só para constar, não quero falar sobre isso.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Esta noite sonhei que eu havia tatuado uma borboleta no ombro esquerdo, e estava com medo de voltar para casa, porque sei que o meu pai teria um ataque.
E também sonhei que eu ficava no portão de casa esperando a minha irmã junto com a van que leva ela ao colégio, e ela demorou mais de uma hora para aparecer.
E, aproveitando a postagem, quero dividir a minha ansiedade com quem visita este blog: segunda-feira eu tenho a entrevista dos meus sonhos, em um banco (onde sempre quis trabalhar), para trabalhar 6 horas e ganhar o que eu ganhava trabalhando 8. Me mandem bons pensamentos, eu PRECISO conseguir esse emprego.
E também sonhei que eu ficava no portão de casa esperando a minha irmã junto com a van que leva ela ao colégio, e ela demorou mais de uma hora para aparecer.
E, aproveitando a postagem, quero dividir a minha ansiedade com quem visita este blog: segunda-feira eu tenho a entrevista dos meus sonhos, em um banco (onde sempre quis trabalhar), para trabalhar 6 horas e ganhar o que eu ganhava trabalhando 8. Me mandem bons pensamentos, eu PRECISO conseguir esse emprego.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Californication
Confesso que o que me chamou a atenção para este seriado foi uma propaganda que vi na televisão, que mostrava o personagem principal com cerca de 20 mulheres diferentes - um sedutor nato. Fiquei curiosa para saber como ele lidava com a situação e como ele fazia para não deixar uma mulher encontrar a outra (já que, na vida real, a coisa não é assim tão fácil, vamos combinar). Na falta do que fazer em certos momentos ultimamente, resolvi baixar e começar a assistir.
O personagem principal deste seriado é Hank Moody, um escritor que saiu da inspiradora cidade de New York para ir fazer um filme sobre seu último livro na Califórnia.
A história gira entorno dos relacionamentos sexuais de Hank com as várias mulheres que cruzam o seu caminho de escritor que perdeu sua musa inspiradora - já que após o término do relacionamento com o amor de sua vida, ele simplesmente não conseguiu mais escrever.
Entre as muitas mulheres que passam pela vida de Moody, as mais frequentes são Becca, sua filha extremamente precoce de 12 anos - precoce ao ponto de cuidar mais do pai do que ele da filha - e Karen, a mãe de sua filha, com quem viveu durante muitos anos sem se casar, e com quem divide a guarda da pimpolha metida a adulta.
Devo dizer que as cenas de sexo são o ponto alto da série, já que o humor fica mais raro à medida que a série se desenvolve e os dramas aparecem - bem como a verdadeira vida de Hank, que ele esconde atrás de peitos, bundas, cigarros, maconha e vodca (e me acreditem, isso não é tão divertido quanto parece).
As tramas paralelas dos outros personagens são do típico estilo californiano: um agente de livros e filmes que é demitido e começa a agenciar filmes pornô, uma depiladora viciada em cocaína, um astro do rock cinquentão que vive como um adolescente em sua mansão, e uma adolescente que tenta parecer adulta.
Indico a série para quem gosta desse tipo de drama - já que não posso realmente considerar a série uma comédia - tipo "odeio a Califórnia mas já que estou aqui, minha vida é uma merda e tenho dinheiro, vou aproveitar!"
Defeitos
Eu tenho zilhões de defeitos. O mais recentes, que afetaram alguém, foram:
1. Ficar "guardando" as coisas e depois despejar de qualquer jeito minha coleção de mágoas em cima da pessoa.
2. Não saber lidar com as coisas que me acontecem, especialmente com as pessoas, não sabendo balancear meu tempo com elas.
3. Minha extrema valorização da solteirice, que recebe esse nome apenas de fachada, pois na verdade o que tenho é um puta medo de me relacionar e ser magoada, coisa que não to a fim agora, definitivamente. Além de achar que um relacionamento não deve ser criado na base da conveniência. Não amo, pra que me comprometer?
4. Gostar e me preocupar demais com alguém a ponto de achar difícil me afastar, mesmo sabendo que é o melhor.
5. Estar em um momento da minha vida em que olhar para mim é essencial, o que acaba parecendo egoísmo, e no fundo é um pouco. Eu preciso resolver minhas coisas, não posso viver a mercê das birras de ninguém.
6. Deixar de lado algumas pessoas. A justificativa é simples: eu investi na amizade enquanto pude. Quando precisei, não recebi nada do investimento de volta. Sim, eu racionalizo até as minhas amizades. Mas me ajudou a separar pessoas que realmente se importam comigo de pessoas que só estavam lá nos bons momentos. Quero amigos de verdade para a vida toda. Porque a vida toda eu consigo companheiros de boteco fácil, fácil.
Ok, tornei meu blog um confessionário. Mas se eu confesso meus erros, é porque os conheço bem. E sei que hipocrisia não é um deles. Eu tenho os meus momentos de liberar meu veneno, além de acordar de vez em quando com o ovo virado, mas posso afirmar que falsa eu só sou com exatamente duas pessoas, que nem são tão importantes assim na minha vida, pessoas que vejo uma vez a cada dois meses no mínimo, e que exigiram essa postura de mim por uma boa convivência.
Na minha opinião, isto é muito melhor do que criar barreiras contra as pessoas e não gostar de ninguém e ser considerado chato, ou ser superficial ao ponto de conseguir se relacionar com o mundo inteiro, mas não ser capaz de criar relacionamentos verdadeiros e duradouros, se tornando uma pessoa rodeada de gente, porém só.
1. Ficar "guardando" as coisas e depois despejar de qualquer jeito minha coleção de mágoas em cima da pessoa.
2. Não saber lidar com as coisas que me acontecem, especialmente com as pessoas, não sabendo balancear meu tempo com elas.
3. Minha extrema valorização da solteirice, que recebe esse nome apenas de fachada, pois na verdade o que tenho é um puta medo de me relacionar e ser magoada, coisa que não to a fim agora, definitivamente. Além de achar que um relacionamento não deve ser criado na base da conveniência. Não amo, pra que me comprometer?
4. Gostar e me preocupar demais com alguém a ponto de achar difícil me afastar, mesmo sabendo que é o melhor.
5. Estar em um momento da minha vida em que olhar para mim é essencial, o que acaba parecendo egoísmo, e no fundo é um pouco. Eu preciso resolver minhas coisas, não posso viver a mercê das birras de ninguém.
6. Deixar de lado algumas pessoas. A justificativa é simples: eu investi na amizade enquanto pude. Quando precisei, não recebi nada do investimento de volta. Sim, eu racionalizo até as minhas amizades. Mas me ajudou a separar pessoas que realmente se importam comigo de pessoas que só estavam lá nos bons momentos. Quero amigos de verdade para a vida toda. Porque a vida toda eu consigo companheiros de boteco fácil, fácil.
Ok, tornei meu blog um confessionário. Mas se eu confesso meus erros, é porque os conheço bem. E sei que hipocrisia não é um deles. Eu tenho os meus momentos de liberar meu veneno, além de acordar de vez em quando com o ovo virado, mas posso afirmar que falsa eu só sou com exatamente duas pessoas, que nem são tão importantes assim na minha vida, pessoas que vejo uma vez a cada dois meses no mínimo, e que exigiram essa postura de mim por uma boa convivência.
Na minha opinião, isto é muito melhor do que criar barreiras contra as pessoas e não gostar de ninguém e ser considerado chato, ou ser superficial ao ponto de conseguir se relacionar com o mundo inteiro, mas não ser capaz de criar relacionamentos verdadeiros e duradouros, se tornando uma pessoa rodeada de gente, porém só.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Há dois dias, quando estava na parada esperando o ônibus para ir para a faculdade, vi a van que eu costumava pegar para ir para o Colégio Militar. Era o mesmo motorista, R.
À noite sonhei com uma pessoa relacionada a esta van, que eu não vejo há cerca de 3 anos e 9 meses. Fui na casa dela (que é na quadra do lado da que eu moro) a convite de um amigo em comum, e lá eu a vi. Acordei com uma saudade boa.
À noite sonhei com uma pessoa relacionada a esta van, que eu não vejo há cerca de 3 anos e 9 meses. Fui na casa dela (que é na quadra do lado da que eu moro) a convite de um amigo em comum, e lá eu a vi. Acordei com uma saudade boa.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Naqueles dias
Tudo que sei foi que meu pai foi quem teve todas as conversas tensas comigo. Não me lembro do momento, é como se eu tivesse nascido sabendo.
Mas naquela bela manhã de sábado de 2001, quando eu tinha aulas aos sábados para passar no concurso do Colégio Militar, na minha fria sala de aula em um dia em que eu resolvi usar uma calça de lycra branca e uma blusa do Smiliguido, esqueci os papos com o velho e não soube como agir quando a coisa aconteceu.
Eu fui a primeira de todas as minhas amigas a ficar menstruada. A menstruação, como todos sabem, é um grande marco na vida de todas as meninas. É a hora de virar mulher. Mas eu tinha 10 anos e além de usar um absorvente todo mês eu teria que passar a usar sutiã todos os dias, pois a menstruação dá início às mudanças do corpo.
Minhas mudanças precoces no corpo também trouxeram certos avanços psicológicos com os quais convivo até hoje. Mas hoje não tenho mais medo de menstruar. Aquela primeira vez horrorosa, na cadeira da sala de aula não foi um trauma, e hoje consigo falar sobre isso quase que abertamente.
E tudo o que tenho a dizer sobre os meus sentimentos sobre isso, hoje, é: o milagre da menstruação! O incômodo mensal que até certa idade não entendemos a importância, mas que após certos anos, e após certas situações, torna-se o incômodo mais bem-vindo do mês.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Apatia
Muitas coisas têm tomado proporções enormes na minha vida. Não entendo porque tudo tem que ser tão intenso e imediato, mas sei que não estou totalmente preparada para conviver com toda a situação, embora não tenha escolha.
Tentativas de afastamento não têm funcionado e eu não sei se acho isso bom ou ruim. É ruim e é bom ter as pessoas por perto, mas também pode ser bom tê-las longe, ou às vezes isso pode ser terrível.
Sei que não adianta falar que meus sentimentos diferem das minhas atitudes, afinal, quantas pessoas preferem ouvir a razão em detrimento dos sentimentos? Se ajuda de alguma forma, posso jurar que pensar sobre isso faz muito mais mal a mim mesma, pois ouvir o coração me agradaria muito mais.
E então chegamos à tão discutida questão do 10-10-10. E o que em 10 minutos me faz feliz, infelizmente não é o melhor para mim em 10 meses e 10 anos. Eu quero poder pensar nos 10 anos, sabe? E não consigo enxergá-lo da forma que querem.
Então escolho mergulhar numa apatia forçada, onde os meus sentimentos e o dos outros não me toquem e eu não sofra por nenhum deles, e apenas viva a minha rotina, como deveria ter sido desde sempre.
I wish I could really do this.
Tentativas de afastamento não têm funcionado e eu não sei se acho isso bom ou ruim. É ruim e é bom ter as pessoas por perto, mas também pode ser bom tê-las longe, ou às vezes isso pode ser terrível.
Sei que não adianta falar que meus sentimentos diferem das minhas atitudes, afinal, quantas pessoas preferem ouvir a razão em detrimento dos sentimentos? Se ajuda de alguma forma, posso jurar que pensar sobre isso faz muito mais mal a mim mesma, pois ouvir o coração me agradaria muito mais.
E então chegamos à tão discutida questão do 10-10-10. E o que em 10 minutos me faz feliz, infelizmente não é o melhor para mim em 10 meses e 10 anos. Eu quero poder pensar nos 10 anos, sabe? E não consigo enxergá-lo da forma que querem.
Então escolho mergulhar numa apatia forçada, onde os meus sentimentos e o dos outros não me toquem e eu não sofra por nenhum deles, e apenas viva a minha rotina, como deveria ter sido desde sempre.
I wish I could really do this.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Vou postar algo que estava nos rascunhos do meu e-mail desde o dia 29 de novembro de 2009. Hoje nem tudo faz tanto sentido, mas explicarei.
"Quer saber como me sinto a respeito das segundas-feiras?
Sinto como se tudo estivesse começando denovo. Como se fosse novamente meu primeiro dia de trabalho, meu primeiro dia na faculdade, meu primeiro dia de amizade com você...
E eu sinto medo.
Medo de que tudo tenha mudado de sexta pra cá, medo de que as pessoas tenham esquecido as coisas boas que aconteceram na semana anterior, medo de que tenha acontecido algo no fim de semana, que eu ignore, mas que mude totalmente o meu destino...
E eu me sinto totalmente insegura com tudo isso, como se os cinco dias que passei construindo algo sejam destruídos em dois míseros dias que saí da minha rotina."
Hoje o meu medo se refere mais especificamente ao fim de semana. Dois dias para sair com três ou quatro grupos, preocupações infinitas sobre se estou agradando a todos. Medo de que um furo ou uma saída separada de algumas pessoas mude o relacionamento por completo.
Mas segunda está aí para provar que as amizades não acabam por uma balada perdida, e que as preocupações vêm do ócio e da depressão-pós-fim-de-semana-quase-perfeito. ;)
"Quer saber como me sinto a respeito das segundas-feiras?
Sinto como se tudo estivesse começando denovo. Como se fosse novamente meu primeiro dia de trabalho, meu primeiro dia na faculdade, meu primeiro dia de amizade com você...
E eu sinto medo.
Medo de que tudo tenha mudado de sexta pra cá, medo de que as pessoas tenham esquecido as coisas boas que aconteceram na semana anterior, medo de que tenha acontecido algo no fim de semana, que eu ignore, mas que mude totalmente o meu destino...
E eu me sinto totalmente insegura com tudo isso, como se os cinco dias que passei construindo algo sejam destruídos em dois míseros dias que saí da minha rotina."
Hoje o meu medo se refere mais especificamente ao fim de semana. Dois dias para sair com três ou quatro grupos, preocupações infinitas sobre se estou agradando a todos. Medo de que um furo ou uma saída separada de algumas pessoas mude o relacionamento por completo.
Mas segunda está aí para provar que as amizades não acabam por uma balada perdida, e que as preocupações vêm do ócio e da depressão-pós-fim-de-semana-quase-perfeito. ;)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Faculdade
Parece que foi ontem que entrei por aquele portão, passei pela catraca e pensei: "e agora?" Procurando alguém que eu conhecesse, fui para o auditório, onde haveria um palestra para os iniciantes antes das aulas. Me lembro com clareza sobre a palestra do dono do Super Maia, que também estudou onde eu estudo, sobre como a faculdade formou quase tudo o que ele é hoje, profissionalmente.
Na primeira semana as integrações e os grupinhos sempre começam. Eu nunca fui de grupinhos, acabei socializando com um aqui outro acolá. Na segunda semana, como se fôssemos peritos em relações interpessoais, fomos colocados contra a parede para uma candidatura, votação e escolha dos representantes de turma. Foi uma guerra para fazer três se levantarem, e de alguma forma fui eleita para vice. Não que isso signifique algo, vices nunca fazem muita coisa na escola e na faculdade, haha.
Mais rápido do que eu imaginava descobri que aquele era o curso perfeito para mim. Eu tinha tomado minha decisão baseada em opiniões de pessoas próximas que afirmavam que eu tinha um feeling administrativo, além de boas perspectivas de crescimento na empresa onde eu trabalhava na área operacional; poderia mudar para a área administrativa.
No meu segundo semestre fui reconhecida pela empresa mas descobri que auxiliares administrativos estão bem longe de serem administradores de fato, do ponto de vista hierárquico. O trabalho honroso do famoso POC3 (Planejar, Organizar, Coordenar, Controlar e Comandar) é das mais altas patentes empresariais! Mas pude colocar algumas coisas em prática e adquiri uma boa bagagem, a partir de observações de como funcionam certos setores da empresa, e comparando o que me estava sendo ensinado com a realidade (e acredite, é completamente diferente! - pelo menos lá).
De fevereiro de 2009 até hoje aprendi como a administração evoluiu da revolução industrial até os dias de hoje, a montar e compreender balanços patrimoniais e dre's, conceitos básicos de marketing, a utopia da "correta" gestão de pessoas e muitas outras coisas que formaram parte da minha bagagem teórica de Administração de Empresas.
Agora, no semestre que vai marcar a metade do meu curso, sinto o cerco se fechando. A partir de agora, só ficam os melhores. E esses melhores é que vão concorrer comigo (pois quero e serei uma das melhores) às mais cobiçadas vagas de emprego nas mais renomadas empresas. O momento de decidir uma ênfase, uma especialização está chegando e quem não souber qual o seu "quadrado" pode perder ótimas oportunidades.
Não se chega a um lugar satisfatório sem saber onde se quer chegar. E planejamento eu faço de sobra. Tenho visão de futuro. E agora o que eu quero é um emprego onde eu possa praticar o que já aprendi, aprender novas coisas e crescer. Não quero mais ser vista como "a menina de 19 anos que está no primeiro emprego", como eu fui vista antes. Quero e vou me mostrar competente e profissional, pois mesmo tendo pouca experiência, eu já tenho alguma e sei mais ou menos como as coisas funcionam dentro de uma empresa.
E que venham os próximos dois anos que me formarão uma verdadeira e ótima administradora!
Na primeira semana as integrações e os grupinhos sempre começam. Eu nunca fui de grupinhos, acabei socializando com um aqui outro acolá. Na segunda semana, como se fôssemos peritos em relações interpessoais, fomos colocados contra a parede para uma candidatura, votação e escolha dos representantes de turma. Foi uma guerra para fazer três se levantarem, e de alguma forma fui eleita para vice. Não que isso signifique algo, vices nunca fazem muita coisa na escola e na faculdade, haha.
Mais rápido do que eu imaginava descobri que aquele era o curso perfeito para mim. Eu tinha tomado minha decisão baseada em opiniões de pessoas próximas que afirmavam que eu tinha um feeling administrativo, além de boas perspectivas de crescimento na empresa onde eu trabalhava na área operacional; poderia mudar para a área administrativa.
No meu segundo semestre fui reconhecida pela empresa mas descobri que auxiliares administrativos estão bem longe de serem administradores de fato, do ponto de vista hierárquico. O trabalho honroso do famoso POC3 (Planejar, Organizar, Coordenar, Controlar e Comandar) é das mais altas patentes empresariais! Mas pude colocar algumas coisas em prática e adquiri uma boa bagagem, a partir de observações de como funcionam certos setores da empresa, e comparando o que me estava sendo ensinado com a realidade (e acredite, é completamente diferente! - pelo menos lá).
De fevereiro de 2009 até hoje aprendi como a administração evoluiu da revolução industrial até os dias de hoje, a montar e compreender balanços patrimoniais e dre's, conceitos básicos de marketing, a utopia da "correta" gestão de pessoas e muitas outras coisas que formaram parte da minha bagagem teórica de Administração de Empresas.
Agora, no semestre que vai marcar a metade do meu curso, sinto o cerco se fechando. A partir de agora, só ficam os melhores. E esses melhores é que vão concorrer comigo (pois quero e serei uma das melhores) às mais cobiçadas vagas de emprego nas mais renomadas empresas. O momento de decidir uma ênfase, uma especialização está chegando e quem não souber qual o seu "quadrado" pode perder ótimas oportunidades.
Não se chega a um lugar satisfatório sem saber onde se quer chegar. E planejamento eu faço de sobra. Tenho visão de futuro. E agora o que eu quero é um emprego onde eu possa praticar o que já aprendi, aprender novas coisas e crescer. Não quero mais ser vista como "a menina de 19 anos que está no primeiro emprego", como eu fui vista antes. Quero e vou me mostrar competente e profissional, pois mesmo tendo pouca experiência, eu já tenho alguma e sei mais ou menos como as coisas funcionam dentro de uma empresa.
E que venham os próximos dois anos que me formarão uma verdadeira e ótima administradora!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Parque de diversões
Falei muito pouco de São Paulo aqui, mas pretendo falar direitinho sobre meu roteiro mais para frente. Hoje quero falar sobre a primeira vez que fui a um verdadeiro parque de diversões.
Em Brasília temos um parque de diversões dentro do Parque da Cidade, cujas atrações que dão mais adrenalina são duas montanhas russas, uma delas fazendo um loop. É legal, mas não é a coisa mais emocionante do mundo.
De vez em quando vêm alguns parques para cá. Quando eu era pequena e corajosa meu pai não me deixava ir, e agora eu tenho juízo e não confio em parques de diversão que podem ser montados em qualquer descampado.
Em São Paulo, por indicação e muita insistência de algumas pessoas, e também por vontade própria, claro, fui ao Hopi Hari. É MARAVILHOSO! É uma cidade a parte. Pessoas com fantasias andam pelo parque a todo momento. Tem uma parte chamada "Wild West" cuja arquitetura e todo o restante lembra o velho oeste dos Estados Unidos (pelo menos o que vemos nos filmes, hehe).
Depois dos dois segundos, um "tec" e um balanço de leve no assento. E caímos a 94 km/h dos 69,5 metros. Eu já sonhei muito na minha vida que estava caindo, e a sensação de desespero é parecida. Mas as outras sensações não tem como explicar. É um misto de medo, desespero, realização, vontade de que acabe logo.
Fui três vezes para afirmar para mim e para todos que enfrentei meus medos, mas ao sair do brinquedo a terceira vez, com dor de cabeça, falei para mim mesma que valeu a experiência. Nunca mais vou num brinquedo desses na minha vida!
E me surpreendi com meu sonho de ontem (de domingo para segunda). Sonhei que estava no Beto Carrero e ia na torre de lá. Eu não posso fazer comparações, pois a torre do Hopi Hari já me traumatizou. Mas depois de ter sonhado que eu ia na do Beto Carrero e chegava lá embaixo em estado de choque (juro! eu não conseguia andar, e só me lembrava de estar lá em cima e da dor na barriga que foi descer), eu fui pesquisar.
A torre do Beto Carrero é chamada de Big Tower, e de acordo com o site (fiquei impressionada), é a maior torre do mundo. São 100 metros (no meu sonho, eram 120 - haha, menos pior!), e a velocidade da queda chega a 120 km/h.
Não sei se foi a cirurgia de retirada da minha vesícula que me traumatizou a parte abdominal do corpo, mas só de pensar não sinto frio na barriga não, sinto dor mesmo.
Meu sonho me assustou. Me apaixonei por parques de diversão e pretendo ir assim que juntar uma graninha ao Beto Carrero (que dizem, aliás, ser a Disney brasileira - se o Hopi Hari é uma cidade, lá é um país). Mas mesmo recuperada da cirurgia, não sei se terei coragem de descer de uma torre novamente - e 30 metros maior do que a que eu fui! Me chamem do que quiser. Trauma é trauma! Quando for ao Beto Carrero, digo aqui se tive coragem ou não.
Em Brasília temos um parque de diversões dentro do Parque da Cidade, cujas atrações que dão mais adrenalina são duas montanhas russas, uma delas fazendo um loop. É legal, mas não é a coisa mais emocionante do mundo.
De vez em quando vêm alguns parques para cá. Quando eu era pequena e corajosa meu pai não me deixava ir, e agora eu tenho juízo e não confio em parques de diversão que podem ser montados em qualquer descampado.
Em São Paulo, por indicação e muita insistência de algumas pessoas, e também por vontade própria, claro, fui ao Hopi Hari. É MARAVILHOSO! É uma cidade a parte. Pessoas com fantasias andam pelo parque a todo momento. Tem uma parte chamada "Wild West" cuja arquitetura e todo o restante lembra o velho oeste dos Estados Unidos (pelo menos o que vemos nos filmes, hehe).
Um dos cenários do Wild West
Tem uma parte que lembra o antigo Egito, onde há múmias e templos. E fora a arquitetura e a cenografia do lugar, tem a melhor parte: os brinquedos!
Essa postagem é para falar de um brinquedo específico: La Tour Eiffel. Com a base imitando a torre francesa, é um brinquedo com 69,5 metros de altura. As pessoas sentam em assentos que sobem cinco metros por segundo. Chegando lá em cima, temos dois segundos para apreciar a vista (que é linda!).
Uma das vistas do parque (não, não tirei essa foto da torre. foi da roda gigante :P)
La Tour Eiffel, Hopi Hari
Fui três vezes para afirmar para mim e para todos que enfrentei meus medos, mas ao sair do brinquedo a terceira vez, com dor de cabeça, falei para mim mesma que valeu a experiência. Nunca mais vou num brinquedo desses na minha vida!
E me surpreendi com meu sonho de ontem (de domingo para segunda). Sonhei que estava no Beto Carrero e ia na torre de lá. Eu não posso fazer comparações, pois a torre do Hopi Hari já me traumatizou. Mas depois de ter sonhado que eu ia na do Beto Carrero e chegava lá embaixo em estado de choque (juro! eu não conseguia andar, e só me lembrava de estar lá em cima e da dor na barriga que foi descer), eu fui pesquisar.
A torre do Beto Carrero é chamada de Big Tower, e de acordo com o site (fiquei impressionada), é a maior torre do mundo. São 100 metros (no meu sonho, eram 120 - haha, menos pior!), e a velocidade da queda chega a 120 km/h.
Big Tower, Beto Carrero
Não sei se foi a cirurgia de retirada da minha vesícula que me traumatizou a parte abdominal do corpo, mas só de pensar não sinto frio na barriga não, sinto dor mesmo.
Meu sonho me assustou. Me apaixonei por parques de diversão e pretendo ir assim que juntar uma graninha ao Beto Carrero (que dizem, aliás, ser a Disney brasileira - se o Hopi Hari é uma cidade, lá é um país). Mas mesmo recuperada da cirurgia, não sei se terei coragem de descer de uma torre novamente - e 30 metros maior do que a que eu fui! Me chamem do que quiser. Trauma é trauma! Quando for ao Beto Carrero, digo aqui se tive coragem ou não.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Pesadelo
Fazia tempo que não tinha um pesadelo com tanta riqueza de detalhes. O dito-cujo me apareceu na manhã de ressaca de sábado, quando após acordar para beber água, voltei a dormir o sono não dormido a noite.
Eu tinha viajado para Goiânia e ido a uma das últimas sessões de cinema em um shopping. Quando saí do cinema, senti vontade de ir ao banheiro mas o único aberto ficava no andar da garagem. Desci a escada rolante, fui ao banheiro, mas quando voltei, percebi que não havia escada rolante para subir de volta. Usei um daqueles telefones de informação e a pessoa me indicou um lugar no fundo da garagem, onde eu deveria apertar um botão no chão e esperar um elevador que apareceria.
Quando me abaixei para apertar o botão, dois homens vestidos com roupas estilo lanchonete de filme americano começaram a me chamar e falaram que ali não tinha elevador nenhum, para eu desistir de apertar o botão. Eu falei para eles que aquela tinha sido a informação que recebi e ignorei, e eles ficaram meio aturdidos, e tentaram me tirar de lá.
Neste momento meu amigo que estava me esperando em cima apareceu e disse que estava preocupado, pois eu estava demorando, e como o carro dele estava na garagem mesmo, ele resolveu vir me procurar. Fomos para o carro e os dois homens nos seguiram. Quando já estávamos saindo, vários carros ligaram os faróis e nos cercaram, e os homens falaram para seguirmos os carros.
Fomos levados a uma pizzaria, em uma quadra onde havia vários fast-foods. Eu estava com fome e nem me preocupei tanto com os carros que nos conduziram até lá, já que o local estava cheio. A pizzaria tinha um estacionamento grande. Uma grade dava acesso a uma área descoberta onde haviam várias mesas com guarda-sol, e desta área tinha-se acesso a parte interna, onde eram feitos os pedidos.
Entramos na pizzaria e a grade que dava para a área descoberta foi trancada. O lugar tinha um sistema de som, do qual veio uma voz que falou que todos que estavam ali iam morrer. Três homens com aquelas roupinhas de lanchonete começaram a jogar álcool no chão e nas pessoas, enquanto a voz do som falava que haveria um belo incêndio no lugar, naquele momento.
Entrei em desespero. Após nos assustar, a voz do som falou "já que esses são seus últimos momentos de vida, aproveitem a festa!" e colocou um dance. Neste momento saíram vários garçons distribuindo pizza e bebidas, e a maioria das pessoas parecia que nem estava se importando, e começaram a "se divertir". Eu fiquei em estado de choque com a atitude das pessoas, e sentei em um canto para observar. Enquanto isso, a cozinha da pizzaria começou a pegar fogo, e a intenção era que o fogo fosse aumentando aos poucos e chegasse até os outros lugares.
Uma mulher de mais ou menos 20 anos entrou em desespero e foi pular a grade que separava a pizzaria do estacionamento. Pulou, mas em volta do local tinham colocado vários cabos pretos, fazendo um círculo. Ela foi de encontro a esses cabos e, quando encostou, ficou tremendo durante alguns segundos e logo depois caiu no chão, morta eletrocutada. Eu comecei a chorar, pois nunca vi ninguém morto (muito menos morrendo) na minha frente, e percebi que o fogo já estava chegando ao balcão de pedido dentro da pizzaria.
Lá dentro tinha mais ou menos 30 pessoas. Meu amigo sumiu de perto de mim e um cara sentou do meu lado e ficou tentando me animar, falando "nós vamos morrer mesmo, vamos dançar, fica comigo!" e eu só conseguia ficar mais desesperada. Encontrei meu amigo e comecei a sacudi-lo e a gritar: "JL, eu não quero mais ver esse filme! A gente tá vendo um filme, não tá? Ou eu to sonhando? Eu não quero mais ver isso, JL, eu quero acordar!!!" E logo depois acordei, lembrando de todos os detalhes desse que foi um dos meus piores pesadelos do ano.
Eu tinha viajado para Goiânia e ido a uma das últimas sessões de cinema em um shopping. Quando saí do cinema, senti vontade de ir ao banheiro mas o único aberto ficava no andar da garagem. Desci a escada rolante, fui ao banheiro, mas quando voltei, percebi que não havia escada rolante para subir de volta. Usei um daqueles telefones de informação e a pessoa me indicou um lugar no fundo da garagem, onde eu deveria apertar um botão no chão e esperar um elevador que apareceria.
Quando me abaixei para apertar o botão, dois homens vestidos com roupas estilo lanchonete de filme americano começaram a me chamar e falaram que ali não tinha elevador nenhum, para eu desistir de apertar o botão. Eu falei para eles que aquela tinha sido a informação que recebi e ignorei, e eles ficaram meio aturdidos, e tentaram me tirar de lá.
Neste momento meu amigo que estava me esperando em cima apareceu e disse que estava preocupado, pois eu estava demorando, e como o carro dele estava na garagem mesmo, ele resolveu vir me procurar. Fomos para o carro e os dois homens nos seguiram. Quando já estávamos saindo, vários carros ligaram os faróis e nos cercaram, e os homens falaram para seguirmos os carros.
Fomos levados a uma pizzaria, em uma quadra onde havia vários fast-foods. Eu estava com fome e nem me preocupei tanto com os carros que nos conduziram até lá, já que o local estava cheio. A pizzaria tinha um estacionamento grande. Uma grade dava acesso a uma área descoberta onde haviam várias mesas com guarda-sol, e desta área tinha-se acesso a parte interna, onde eram feitos os pedidos.
Entramos na pizzaria e a grade que dava para a área descoberta foi trancada. O lugar tinha um sistema de som, do qual veio uma voz que falou que todos que estavam ali iam morrer. Três homens com aquelas roupinhas de lanchonete começaram a jogar álcool no chão e nas pessoas, enquanto a voz do som falava que haveria um belo incêndio no lugar, naquele momento.
Entrei em desespero. Após nos assustar, a voz do som falou "já que esses são seus últimos momentos de vida, aproveitem a festa!" e colocou um dance. Neste momento saíram vários garçons distribuindo pizza e bebidas, e a maioria das pessoas parecia que nem estava se importando, e começaram a "se divertir". Eu fiquei em estado de choque com a atitude das pessoas, e sentei em um canto para observar. Enquanto isso, a cozinha da pizzaria começou a pegar fogo, e a intenção era que o fogo fosse aumentando aos poucos e chegasse até os outros lugares.
Uma mulher de mais ou menos 20 anos entrou em desespero e foi pular a grade que separava a pizzaria do estacionamento. Pulou, mas em volta do local tinham colocado vários cabos pretos, fazendo um círculo. Ela foi de encontro a esses cabos e, quando encostou, ficou tremendo durante alguns segundos e logo depois caiu no chão, morta eletrocutada. Eu comecei a chorar, pois nunca vi ninguém morto (muito menos morrendo) na minha frente, e percebi que o fogo já estava chegando ao balcão de pedido dentro da pizzaria.
Lá dentro tinha mais ou menos 30 pessoas. Meu amigo sumiu de perto de mim e um cara sentou do meu lado e ficou tentando me animar, falando "nós vamos morrer mesmo, vamos dançar, fica comigo!" e eu só conseguia ficar mais desesperada. Encontrei meu amigo e comecei a sacudi-lo e a gritar: "JL, eu não quero mais ver esse filme! A gente tá vendo um filme, não tá? Ou eu to sonhando? Eu não quero mais ver isso, JL, eu quero acordar!!!" E logo depois acordei, lembrando de todos os detalhes desse que foi um dos meus piores pesadelos do ano.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
“Laissez faire, laissez passer, lê monde va de lui même”
Embora eu no fundo, beeem lá no fundo realmente goste da dinâmica da minha vida, não consigo deixar de invejar um pouquinho as pessoas cujas vidas não têm dinâmica nenhuma. A vida delas é simplesmente sempre a mesma coisa! Semana: acorda-trabalho-almoço-faculdade-casa-dormir. Fim de semana: estudar-passear no shopping-almoçar com a família-igreja-descansar para começar a semana. Nada de novo. Nenhum amor, nenhuma catástrofe, nenhuma decisão gigantesca para tomar.
Eu sempre tenho que decidir alguma coisa. Sempre tenho um planejamento a fazer. Nenhuma semana da minha vida é igual a outra. E eu me pego pensando a dinâmica maluca da minha vida não é feita por mim. Não é uma coisa fácil de se admitir, mas eu acho que eu as vezes crio situações imaginárias que acabam se tornando reais e me colocam em xeque e não me deixam cair no comodismo. E isso nem sempre é bom.
Por que eu tenho que ser apaixonada por outra cidade, sem ser a minha, e só pensar em me mudar para lá? Por que eu não consigo não me envolver emocionalmente com ninguém, pelo menos por algum tempo? Por que dou tanto valor a minha vida social? Porque sou tão apegada aos meus amigos e desapegada da minha família? Por que eu estou sempre cheia de planos e planejamentos, e decisões para tomar?
Será que esta é a melhor forma de se viver a vida? Será que planejar nossos passos minunciosamente é realmente tão necessário assim, ou "deixar acontecer, deixar passar" é a melhor forma de se viver?
Eu sinto como se, se eu não planejar a minha vida, eu não vou ter tempo para fazer tudo que quero. Se não viver tudo intensamente, não viver a vida agora, não vou conseguir viver depois. E daí vem as paixões platônicas, as discussões de valores familiares, os sonhos e desejos que quero realizar e todas as outras coisas que ocupam a minha mente e não deixam minha vida parada.
Para complicar ou para resolver (ainda não pensei direito sobre isso), me aparecem com a frase de John Lennon "A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos nosso futuro."
Acho que no fim, a conclusão é a mesma de sempre: dosagem certa. Nada de extremismos. Planejar e viver, ao mesmo tempo. Mas acho que até eu me convencer disso, ainda vou invejar quem apenas vive.
Eu sempre tenho que decidir alguma coisa. Sempre tenho um planejamento a fazer. Nenhuma semana da minha vida é igual a outra. E eu me pego pensando a dinâmica maluca da minha vida não é feita por mim. Não é uma coisa fácil de se admitir, mas eu acho que eu as vezes crio situações imaginárias que acabam se tornando reais e me colocam em xeque e não me deixam cair no comodismo. E isso nem sempre é bom.
Por que eu tenho que ser apaixonada por outra cidade, sem ser a minha, e só pensar em me mudar para lá? Por que eu não consigo não me envolver emocionalmente com ninguém, pelo menos por algum tempo? Por que dou tanto valor a minha vida social? Porque sou tão apegada aos meus amigos e desapegada da minha família? Por que eu estou sempre cheia de planos e planejamentos, e decisões para tomar?
Será que esta é a melhor forma de se viver a vida? Será que planejar nossos passos minunciosamente é realmente tão necessário assim, ou "deixar acontecer, deixar passar" é a melhor forma de se viver?
Eu sinto como se, se eu não planejar a minha vida, eu não vou ter tempo para fazer tudo que quero. Se não viver tudo intensamente, não viver a vida agora, não vou conseguir viver depois. E daí vem as paixões platônicas, as discussões de valores familiares, os sonhos e desejos que quero realizar e todas as outras coisas que ocupam a minha mente e não deixam minha vida parada.
Para complicar ou para resolver (ainda não pensei direito sobre isso), me aparecem com a frase de John Lennon "A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos nosso futuro."
Acho que no fim, a conclusão é a mesma de sempre: dosagem certa. Nada de extremismos. Planejar e viver, ao mesmo tempo. Mas acho que até eu me convencer disso, ainda vou invejar quem apenas vive.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Amigos
Eles são de todos os tipos e na nossa vida, cada um tem a sua função.
Tem aqueles que já são quase irmãos, que te enchem o saco mas te amam incondicionalmente e estão sempre do seu lado.
Há os que só te alugam, podem passar três horas falando com você enquanto você só responde "um-hum" e "entendo", e dizem no final da conversa que demos a ele uma grande idéia ou conselho.
E os que te ouvem eternamente, mas não falam nada.
Todos temos aqueles amigos de bons momentos, com os quais até fazer nada se torna especial.
E aqueles que não compartilham muito a vida pessoal - sua e dele -, mas são ótimas companhias para diversão.
Temos sempre algum amigo cuja intenção - nossa, dele, ou de ambos - é algo a mais, mas a amizade também é boa.
E aquele "mais especial", o melhor amigo, que costuma ser a junção de todos os tipos de amigo: ele te ouve, fala, fica do seu lado embora implique com você, divide momentos especiais ao seu lado, é a melhor companhia na balada e de vez em quando te dá uns pegas.
E essa postagem é para dizer o quanto eu valorizo cada um de vocês, amigos, e seus papéis na minha vida. Espero ser para vocês tão importante e especial como vocês são para mim!
Tem aqueles que já são quase irmãos, que te enchem o saco mas te amam incondicionalmente e estão sempre do seu lado.
Há os que só te alugam, podem passar três horas falando com você enquanto você só responde "um-hum" e "entendo", e dizem no final da conversa que demos a ele uma grande idéia ou conselho.
E os que te ouvem eternamente, mas não falam nada.
Todos temos aqueles amigos de bons momentos, com os quais até fazer nada se torna especial.
E aqueles que não compartilham muito a vida pessoal - sua e dele -, mas são ótimas companhias para diversão.
Temos sempre algum amigo cuja intenção - nossa, dele, ou de ambos - é algo a mais, mas a amizade também é boa.
E aquele "mais especial", o melhor amigo, que costuma ser a junção de todos os tipos de amigo: ele te ouve, fala, fica do seu lado embora implique com você, divide momentos especiais ao seu lado, é a melhor companhia na balada e de vez em quando te dá uns pegas.
E essa postagem é para dizer o quanto eu valorizo cada um de vocês, amigos, e seus papéis na minha vida. Espero ser para vocês tão importante e especial como vocês são para mim!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Anestesia geral
Sonhos lúcidos a cada cinco minutos.
Sinto vontade de falar mas não consigo.
Ou quero só pensar, mas falo.
Sede. Ressaca. 24 horas sem comida e sem bebida, acordo sem um órgão e não posso tomar um gole de água.
Tento virar de lado, sinto meus órgãos escorregando dentro de mim.
Tento me virar para o outro, a mesma sensação.
Meus glúteos, quentes pelo contato com o lençol, agora doem.
O soro na veia corrói o espírito, o psicológico, ao ponto de atingir o físico. A agonia de ter algo espetado no meio do seu braço por um dia inteiro é indescritível. Não dá para dobrar o braço. Depois de um tempo, a mão começa a inchar e fica fraca.
Vontade de ir ao banheiro. O soro não mata a sede, mas hidrata. Dor. Agonia. Tudo gira. Tento descobrir se é mais um sonho ou se realmente preciso me levantar tentando flexionar o mínimo possível os músculos abdominais para não sentir dor, carregar um cabideiro gigante cuja ponta está em uma veia minha - e ainda subir a camisola, abaixar a roupa de baixo, pegar papel higiênico e dar descarga. Dar descarga precisa de força. Não consigo.
Ter os amigos por perto neste momento traz uma sensação de carinho tão grande quanto a dor das risadas que eles provocam. Sorrir dói.
Comer dói. Se mexer dói. Ficar parada dói. Tentar achar uma posição que doa menos dói mais ainda.
A melhor opção é se entregar à tal da anestesia geral que insiste em não ir embora e continuar fazendo efeito, e dormir. Dormir causa sonhos lúcidos que confundem, mas não dói. Acordar achando que mora em São Paulo e teve um pesadelo, confundir a realidade com o sonho e não ter certeza de onde você está ou o que está fazendo ali.
Na procura por respostas, abro o olho e tento me mexer. Dor.
Nas poucas horas de pseudo-lucidez o que toma conta é o enjôo. Doses cavalares de Plazil não adiantam, a anestesia geral é mais forte que tudo. Vomito o remédio.
Algum tempo depois - minutos? horas? dias? onde estou, mesmo? - a vontade de vomitar volta. Sem alimento, sem bebida e sem remédio diluído no soro, não há o que colocar para fora. Contrações. Decidi neste momento que nunca serei mãe biológica. Contrações de vômito acontecem na região abdominal, exatamente a área que deveria ficar intacta no meu corpo. Mais dores. O quarto girava enquanto ficava escuro e meus curativos, vermelhos.
A dor se mistura à anestesia geral e desmaio. Não sei por quanto tempo. Acordo querendo que este pesadelo acabe, mas as horas se arrastam enquanto meus devaneios não param.
A noite chega com o sono de um dia de tormento. A enfermeira entra com a medicação, mais anestesia? Não sei, mas durmo como um anjo até acordar no dia seguinte com alguns incômodos, mas sóbria e sem ressaca. Ela deveria ter me dado aquilo desde o momento em que acordei depois da cirurgia, teria evitado tanto sofrimento. Tiram a agonia da minha veia. O alívio é tão grande que me esqueço dos curativos abdominais - que logo são lembrados após uma pequena tosse.
Estou livre para voltar para casa, onde a cama e o travesseiro se ajustam ao meu corpo, ninguém me enfia nada pelo sangue a cada 40 minutos e não há mais tantos resquícios da anestesia geral que tanto me incomodaram, mas que fizeram desta uma das maiores experiências da minha vida.
Sinto vontade de falar mas não consigo.
Ou quero só pensar, mas falo.
Sede. Ressaca. 24 horas sem comida e sem bebida, acordo sem um órgão e não posso tomar um gole de água.
Tento virar de lado, sinto meus órgãos escorregando dentro de mim.
Tento me virar para o outro, a mesma sensação.
Meus glúteos, quentes pelo contato com o lençol, agora doem.
O soro na veia corrói o espírito, o psicológico, ao ponto de atingir o físico. A agonia de ter algo espetado no meio do seu braço por um dia inteiro é indescritível. Não dá para dobrar o braço. Depois de um tempo, a mão começa a inchar e fica fraca.
Vontade de ir ao banheiro. O soro não mata a sede, mas hidrata. Dor. Agonia. Tudo gira. Tento descobrir se é mais um sonho ou se realmente preciso me levantar tentando flexionar o mínimo possível os músculos abdominais para não sentir dor, carregar um cabideiro gigante cuja ponta está em uma veia minha - e ainda subir a camisola, abaixar a roupa de baixo, pegar papel higiênico e dar descarga. Dar descarga precisa de força. Não consigo.
Ter os amigos por perto neste momento traz uma sensação de carinho tão grande quanto a dor das risadas que eles provocam. Sorrir dói.
Comer dói. Se mexer dói. Ficar parada dói. Tentar achar uma posição que doa menos dói mais ainda.
A melhor opção é se entregar à tal da anestesia geral que insiste em não ir embora e continuar fazendo efeito, e dormir. Dormir causa sonhos lúcidos que confundem, mas não dói. Acordar achando que mora em São Paulo e teve um pesadelo, confundir a realidade com o sonho e não ter certeza de onde você está ou o que está fazendo ali.
Na procura por respostas, abro o olho e tento me mexer. Dor.
Nas poucas horas de pseudo-lucidez o que toma conta é o enjôo. Doses cavalares de Plazil não adiantam, a anestesia geral é mais forte que tudo. Vomito o remédio.
Algum tempo depois - minutos? horas? dias? onde estou, mesmo? - a vontade de vomitar volta. Sem alimento, sem bebida e sem remédio diluído no soro, não há o que colocar para fora. Contrações. Decidi neste momento que nunca serei mãe biológica. Contrações de vômito acontecem na região abdominal, exatamente a área que deveria ficar intacta no meu corpo. Mais dores. O quarto girava enquanto ficava escuro e meus curativos, vermelhos.
A dor se mistura à anestesia geral e desmaio. Não sei por quanto tempo. Acordo querendo que este pesadelo acabe, mas as horas se arrastam enquanto meus devaneios não param.
A noite chega com o sono de um dia de tormento. A enfermeira entra com a medicação, mais anestesia? Não sei, mas durmo como um anjo até acordar no dia seguinte com alguns incômodos, mas sóbria e sem ressaca. Ela deveria ter me dado aquilo desde o momento em que acordei depois da cirurgia, teria evitado tanto sofrimento. Tiram a agonia da minha veia. O alívio é tão grande que me esqueço dos curativos abdominais - que logo são lembrados após uma pequena tosse.
Estou livre para voltar para casa, onde a cama e o travesseiro se ajustam ao meu corpo, ninguém me enfia nada pelo sangue a cada 40 minutos e não há mais tantos resquícios da anestesia geral que tanto me incomodaram, mas que fizeram desta uma das maiores experiências da minha vida.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
São Paulo da garoa
Aquele frio de 13 graus!
Amo sua arquitetura, seus prédios antigos, caindo aos pedaços.
Em minhas velhas novas madrugadas silenciosas lembro de sua vivacidade, das suas luzes sempre acesas e das pessoas que nunca dormem por aí.
Pela manhã, sinto falta do friozinho mesmo com o sol. Da multidão na Santa Ifigênia, das igrejas que entrei ou não, do Parque da Luz...
Quero para mim esta cidade que nunca dorme. Quero fazer parte do grupo de insones pela sua madrugada mesmo às terças-feiras. Quero comer pastel todos os domingos no Mercado Municipal.

Amo sua arquitetura, seus prédios antigos, caindo aos pedaços.
Em minhas velhas novas madrugadas silenciosas lembro de sua vivacidade, das suas luzes sempre acesas e das pessoas que nunca dormem por aí.
Pela manhã, sinto falta do friozinho mesmo com o sol. Da multidão na Santa Ifigênia, das igrejas que entrei ou não, do Parque da Luz...
Quero para mim esta cidade que nunca dorme. Quero fazer parte do grupo de insones pela sua madrugada mesmo às terças-feiras. Quero comer pastel todos os domingos no Mercado Municipal.
São Paulo da garoa, ganhastes meu coração e ganharás minha presença daqui alguns anos. Hei de habitar uma de suas belas - mesmo que imundas - ruas, um prédio de mais de cem anos do centro, ao lado do metrô.
Me aguarde, São Paulo.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Sonhos
Várias vezes começo uma postagem com um sonho, e por ele ser bobo ou por algum outro motivo, não posto. Aqui vai uma postagem, então, com todos os últimos sonhos que tive e me lembro, de uma vez. Sem desculpas. :)
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Esta noite sonhei que eu e minha irmã estudávamos no Colégio Militar .
Como eu saí de casa há três anos e voltei agora, tive que desenterrar meu uniforme de um armário que nunca era aberto. Ele servia (só no sonho, pois cresci, engordei e ganhei corpo na vida real).
Estávamos atrasadas, e já na saída descobri que eu não tinha o cinto do uniforme. Tirei toda a roupa e fiz birra dizendo que não iria para o colégio, porque levaria um FO (Folha de Ocorrência) por estar sem cinto.
Acordei rindo. Meus sonhos estão cada vez mais impossíveis. Minha irmã com 8 anos, eu com 19... no mesmo colégio, ainda!
Acho que é porque neste fim de semana encontrei todas as minhas amigas do CMB, ele tem me voltado à mente desta forma...
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Sonhei que eu fazia uma gelatina meio vermelha, meio cor-de-rosa em uma piscina. Enquanto a água com a gelatina esquentava, eu ia provando.
Em um certo momento meu primo F. virou para o meu irmão e falou "ela já comeu três piscinas de gelatina!"
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Eu estava viajando para algum lugar onde tinha mar. Estava em um jatinho que deveria seguir um avião de grande porte, mas por a pista ser curta ele não estava conseguindo decolar.
O piloto do jatinho, meu colega R., se estressou, decolou com o jatinho e começou a fazer manobras no ar mostrando que pilotava melhor que o cara do avião.
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Esta noite sonhei que eu e minha irmã estudávamos no Colégio Militar .
Como eu saí de casa há três anos e voltei agora, tive que desenterrar meu uniforme de um armário que nunca era aberto. Ele servia (só no sonho, pois cresci, engordei e ganhei corpo na vida real).
Estávamos atrasadas, e já na saída descobri que eu não tinha o cinto do uniforme. Tirei toda a roupa e fiz birra dizendo que não iria para o colégio, porque levaria um FO (Folha de Ocorrência) por estar sem cinto.
Acordei rindo. Meus sonhos estão cada vez mais impossíveis. Minha irmã com 8 anos, eu com 19... no mesmo colégio, ainda!
Acho que é porque neste fim de semana encontrei todas as minhas amigas do CMB, ele tem me voltado à mente desta forma...
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Sonhei que eu fazia uma gelatina meio vermelha, meio cor-de-rosa em uma piscina. Enquanto a água com a gelatina esquentava, eu ia provando.
Em um certo momento meu primo F. virou para o meu irmão e falou "ela já comeu três piscinas de gelatina!"
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Eu estava viajando para algum lugar onde tinha mar. Estava em um jatinho que deveria seguir um avião de grande porte, mas por a pista ser curta ele não estava conseguindo decolar.
O piloto do jatinho, meu colega R., se estressou, decolou com o jatinho e começou a fazer manobras no ar mostrando que pilotava melhor que o cara do avião.

Ela é ciumenta. Ama suas coisas e não as divide. Prefere ter o seu a ter que compartilhar com os outros.
Ela é possessiva. Suas amizades são escolhidas a dedo. Seus amigos são divididos em grupos que nunca se encontram. Ela é uma pessoa diferente em cada um desses grupos. Vida tripla, eu diria. Três máscaras, uma original. Quatro grupos.
Ela não gosta de dividir nem os amigos. Acha que cada um tem que ter o seu. Não pode simplesmente inserir alguém em um de seus grupos - prefere criar um novo com aquela pessoa.
Isso reflete uma grande fraqueza. Medo. Instabilidade. E ausência de auto-confiança, pois seu medo se baseia em perder a posição de controle que possui em cada grupo por misturá-los. Não ser a mais importante. Não estar no centro.
Mas o tempo para vida social dela não permite que ela separe assim tão bem os grupos e aproveite da mesma forma com todos. Ela arrisca misturar. Enfrenta o medo. E a confirmação de um novo laço, que ela não previra e que não tem explicação a atinge como um soco no estômago.
O que ela mais odeia acontece. E ela não vai deixar acontecer denovo. Ela não divide seus grupos a toa. Ela tem medo que seu lado sombrio de cada máscara apareça nessa junção. Ela não vai arriscar novamente perder o que conquistou, ainda mais dessa forma.
-------------------
Ela precisa mudar seus conceitos. Crescer, amadurecer. Adquirir a tal da auto-confiança e tirar as máscaras. Porque com essas atitudes, quatro grupos podem cair para nenhum, e ela não vai aguentar ficar sozinha. Ela deve pensar nisso...
Ela é possessiva. Suas amizades são escolhidas a dedo. Seus amigos são divididos em grupos que nunca se encontram. Ela é uma pessoa diferente em cada um desses grupos. Vida tripla, eu diria. Três máscaras, uma original. Quatro grupos.
Ela não gosta de dividir nem os amigos. Acha que cada um tem que ter o seu. Não pode simplesmente inserir alguém em um de seus grupos - prefere criar um novo com aquela pessoa.
Isso reflete uma grande fraqueza. Medo. Instabilidade. E ausência de auto-confiança, pois seu medo se baseia em perder a posição de controle que possui em cada grupo por misturá-los. Não ser a mais importante. Não estar no centro.
Mas o tempo para vida social dela não permite que ela separe assim tão bem os grupos e aproveite da mesma forma com todos. Ela arrisca misturar. Enfrenta o medo. E a confirmação de um novo laço, que ela não previra e que não tem explicação a atinge como um soco no estômago.
O que ela mais odeia acontece. E ela não vai deixar acontecer denovo. Ela não divide seus grupos a toa. Ela tem medo que seu lado sombrio de cada máscara apareça nessa junção. Ela não vai arriscar novamente perder o que conquistou, ainda mais dessa forma.
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Ela precisa mudar seus conceitos. Crescer, amadurecer. Adquirir a tal da auto-confiança e tirar as máscaras. Porque com essas atitudes, quatro grupos podem cair para nenhum, e ela não vai aguentar ficar sozinha. Ela deve pensar nisso...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Solidão feminina, solidão contente
Li este texto há alguns dias no Clube dos Pentelhos, um blog que sigo e gosto muito. Achei bonito um homem ter escrito isso, e outro (o do blog) ter postado. Uma mulher falando tudo isso seria taxada de feminista. Não quero isso para mim, mas preciso confessar que concordo em partes. Não concordo é com a generalização, com os rótulos "homens são x, mulheres são y e ponto". Há excessões. Vale a reflexão. Absorvam o que valer a pena.
"Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo , ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil."
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo , ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil."
Ivan Martins
(Tenho que ressussitar esse meu lado feminino.)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Otimismo, sempre
Comemoro, neste momento, a quarta postagem seguida do meu blog sem conteúdo depressivo, melodramático ou com as minhas confusões do dia-a-dia.
É incrível como os momentos da nossa vida afetam nossa disposição para quase tudo. Para sair, ver gente, os programas que fazemos e, no caso de nós que temos blogs, o que escrevemos.
Mas não adianta escrever sobre nossos problemas, se isso só os alimenta. Percebi que este mês quase não postei nesse blog. O que eu estava fazendo esse tempo todo? É simples... quanto mais eu postava, mais eu sofria. Quando parei de ficar na internet olhando orkuts, emails antigos e sofrendo, e fui viver minha vida lá fora, ver meus amigos, me divertir... tudo passou!
Passou, não. Mentira. Mas está passando. Às vezes é bom a gente se distanciar dessa vida virtual e ver um pouquinho a luz do dia. Eu descobri pessoas que gostam de mim. Conheci pessoas divertidas. Aproveitei minhas duas últimas semanas de férias e fui feliz como não tinha sido desde quemeu relacionamento minhas aulas acabaram.
Agora minhas aulas de francês voltaram, segunda-feira começo o quarto semestre de administração (sim, no final do ano completo metade do meu curso!), quinta-feira que vem vou para São Paulo e vou deixar todos os meus problemas naquela cidade. Vou esquecer de tudo, vou aproveitar os quatro dias que vou passar lá.
De volta à minha cidade, faço minha cirurgia de pedra na vesícula em um dia que três anos atrás, e para o resto da minha vida vai significar algo para mim: 11 de agosto. Vou resolver minha maior pendência e não vou sofrer como eu sofreria se estivesse consciente neste dia.
Depois, é só ir ajeitando aos pouquinhos a vida. Durante a recuperação vou ver quem realmente se importa comigo. Depois dela, vou procurar um emprego e cuidar de mim e das minhas amizades - que tem sido tão importantes nesse momento!
E manter o otimismo, sempre. A vida se acerta um dia. Pensamentos negativos só atraem situações negativas, e eu não quero isso para mim. E podem puxar minha orelha se eu começar a ficar deprê demais aqui. Me mandem ouvir Belle and Sebastian a tarde toda, ir comer horrores com os amigos numa sexta-feira (né PV?) e olhar para o futuro que eu vou construir. Ele é promissor.
É incrível como os momentos da nossa vida afetam nossa disposição para quase tudo. Para sair, ver gente, os programas que fazemos e, no caso de nós que temos blogs, o que escrevemos.
Mas não adianta escrever sobre nossos problemas, se isso só os alimenta. Percebi que este mês quase não postei nesse blog. O que eu estava fazendo esse tempo todo? É simples... quanto mais eu postava, mais eu sofria. Quando parei de ficar na internet olhando orkuts, emails antigos e sofrendo, e fui viver minha vida lá fora, ver meus amigos, me divertir... tudo passou!
Passou, não. Mentira. Mas está passando. Às vezes é bom a gente se distanciar dessa vida virtual e ver um pouquinho a luz do dia. Eu descobri pessoas que gostam de mim. Conheci pessoas divertidas. Aproveitei minhas duas últimas semanas de férias e fui feliz como não tinha sido desde que
Agora minhas aulas de francês voltaram, segunda-feira começo o quarto semestre de administração (sim, no final do ano completo metade do meu curso!), quinta-feira que vem vou para São Paulo e vou deixar todos os meus problemas naquela cidade. Vou esquecer de tudo, vou aproveitar os quatro dias que vou passar lá.
De volta à minha cidade, faço minha cirurgia de pedra na vesícula em um dia que três anos atrás, e para o resto da minha vida vai significar algo para mim: 11 de agosto. Vou resolver minha maior pendência e não vou sofrer como eu sofreria se estivesse consciente neste dia.
Depois, é só ir ajeitando aos pouquinhos a vida. Durante a recuperação vou ver quem realmente se importa comigo. Depois dela, vou procurar um emprego e cuidar de mim e das minhas amizades - que tem sido tão importantes nesse momento!
E manter o otimismo, sempre. A vida se acerta um dia. Pensamentos negativos só atraem situações negativas, e eu não quero isso para mim. E podem puxar minha orelha se eu começar a ficar deprê demais aqui. Me mandem ouvir Belle and Sebastian a tarde toda, ir comer horrores com os amigos numa sexta-feira (né PV?) e olhar para o futuro que eu vou construir. Ele é promissor.
Gabriela
Ela não é mais uma jovem, mas ainda há nela traços de beleza. É uma mulher que se cuida. Perua sem ser espalhafatosa, apenas se veste muito bem. Nunca se casou, por opção, pois teve oportunidades. Sim, mais de uma.
É uma pessoa "alto astral". Está sempre sorrindo, sempre que pode faz suas brincadeiras. É madura, auto-suficiente, e tem orgulho de suas experiências e de ser quem é.
Tanto orgulho que se mostra irredutível mesmo com as personalidades mais conservadoras. Perto de uma pessoa tímida ela tem as mesmas atitudes, chegando a constranger o pobre coitado. Com alguém mais jovem, ela compartilha suas experiências como se tivessem a validade de uma Teoria da Relatividade, não aceitando outras formas de agir. Está sempre certa. Sempre dizendo: "eu sou assim mesmo, não liga não. Daqui uns dias você aprende a conviver comigo."
Meu pai chamava isso de síndrome de Gabriela. Do ilustre Dorival Caymmi, Modinha para Gabriela. "Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela!"
Pessoas que tem orgulho de ser quem são, e que não estão dispostas a mudar. O orgulho pelas nossas experiências é uma virtude, nos traz auto-estima. Mas não adianta ficar olhando só para o umbigo. Nossas experiências e nossa personalidade sempre tem algo a acrescentar... em determinadas situações. Em algumas mais, em outras menos.
Uma pessoa bela, com uma personalidade até certo ponto muito bonita e inspiradora... Mas a auto-valorização deve ter seus limites. A modéstia tem que existir. Pois para mim, a falta de respeito com os outros e a supervalorização do "eu" estraga qualquer beldade.
É uma pessoa "alto astral". Está sempre sorrindo, sempre que pode faz suas brincadeiras. É madura, auto-suficiente, e tem orgulho de suas experiências e de ser quem é.
Tanto orgulho que se mostra irredutível mesmo com as personalidades mais conservadoras. Perto de uma pessoa tímida ela tem as mesmas atitudes, chegando a constranger o pobre coitado. Com alguém mais jovem, ela compartilha suas experiências como se tivessem a validade de uma Teoria da Relatividade, não aceitando outras formas de agir. Está sempre certa. Sempre dizendo: "eu sou assim mesmo, não liga não. Daqui uns dias você aprende a conviver comigo."
Meu pai chamava isso de síndrome de Gabriela. Do ilustre Dorival Caymmi, Modinha para Gabriela. "Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela!"
Pessoas que tem orgulho de ser quem são, e que não estão dispostas a mudar. O orgulho pelas nossas experiências é uma virtude, nos traz auto-estima. Mas não adianta ficar olhando só para o umbigo. Nossas experiências e nossa personalidade sempre tem algo a acrescentar... em determinadas situações. Em algumas mais, em outras menos.
Uma pessoa bela, com uma personalidade até certo ponto muito bonita e inspiradora... Mas a auto-valorização deve ter seus limites. A modéstia tem que existir. Pois para mim, a falta de respeito com os outros e a supervalorização do "eu" estraga qualquer beldade.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Sonhos como reflexos
Eu já tive algumas experiências bizarras de sonhos que eram reflexos do que eu sentia. Não do psicológico - ah, se fosse simples assim! Do físico mesmo.
Várias vezes sonhei com lindas cachoeiras, ou com o mar cheio de ondas, e acordava com vontade de fazer xixi.
Já sonhei que estava vomitando e acordei cuspindo no travesseiro.
Noite passada eu estava tão cansada que esqueci de todas as minhas necessidades fisiológicas e fui dormir - mas mesmo sem ter sonhado levantei meio sonâmbula para usar o banheiro. O que me acordou foi outra necessidade.
Sonhei que ainda estudava no Colégio Militar. Eu estava atrasada para a aula, então comecei a procurar na minha agenda do celular alguém com um número da Claro para avisar do meu atraso - porque até no sonho eu só tenho bônus, rs. (E como se no Colégio Militar fosse como é na minha faculdade, que você liga para um colega que avisa que você está atrasado e você recebe presença. Ã-hã.)
Acabei encontrando na minha lista o K., - uma pessoa que não vejo há exatamente 7 anos e que nunca chegou a estudar no Colégio Militar, mas que no sonho ele era da minha sala - e liguei para ele. Ele me falou que também estava atrasado, no restaurante da escola, e combinei de me encontrar com ele lá, pois além de atrasada, eu não havia almoçado.
Sim, o Colégio Militar de Brasília tem um restaurante dentro, no segundo bloco da direita, que se chama Salada Tropical. Mas no meu sonho (e talvez pela fome) o restaurante ficava logo na entrada e se chamava Hibisco, um dos restaurantes que mais frequento atualmente, na 715 norte.
Entrei no restaurante e comecei a me servir. Acho que nem na vida real vi um restaurante self-service com tantas opções de comidas apetitosas! Inclusive comidas que nunca vi em restaurantes, só na casa do meu pai, como linguiça com inhame (que, a propósito, não como há anos!).
Continuei me servindo, e de repente, ao meu lado, apareceu o meu último chefe, sr. L.F., que racionalmente pensando nada tem a ver com a minha fome, com restaurantes (nunca almocei com ele) ou com o Colégio Militar. Mas ele estava lá se servindo, me cumprimentou, olhou para o meu prato e disse "Você está com fome, hein?!" e riu.
Olhei para o meu prato e entendi. Ele estava quase transbordando de comida, mais cheio do que o prato diário de almoço do meu irmão - e olha que ele COME! Resolvi então parar de me servir - pela vergonha, afinal ainda haviam muitas opções deliciosas que eu ainda não tinha colocado no prato.
Comecei a comer e, talvez pela ausência do gosto da comida, percebi que estava sonhando. Mas não acordei...
No sonho, eu tinha acordado e meus amigos J. e M. estavam na minha casa, jogando video-game. Eu comecei a narrar o sonho com a comida para eles e falar que tinha acordado com fome.
Em algum momento citei que no sonho eu tinha comido algo muito com maionese, mas não me lembrava exatamente o quê. Então o J. sugeriu que comprássemos alguns pães de queijo no supermercado, e colocássemos para assar para comer com maionese.
Eu adorei a idéia, e acordei com uma puta fome e uma imensa vontade de comer pão de queijo (sem maionese).
Esta foi a minha primeira experiência com sonho como reflexo da fome, e foi muito engraçado. Recomendo a todos que façam o teste. Mas tenham um saco de pães de queijo em casa!
Várias vezes sonhei com lindas cachoeiras, ou com o mar cheio de ondas, e acordava com vontade de fazer xixi.
Já sonhei que estava vomitando e acordei cuspindo no travesseiro.
Noite passada eu estava tão cansada que esqueci de todas as minhas necessidades fisiológicas e fui dormir - mas mesmo sem ter sonhado levantei meio sonâmbula para usar o banheiro. O que me acordou foi outra necessidade.
Sonhei que ainda estudava no Colégio Militar. Eu estava atrasada para a aula, então comecei a procurar na minha agenda do celular alguém com um número da Claro para avisar do meu atraso - porque até no sonho eu só tenho bônus, rs. (E como se no Colégio Militar fosse como é na minha faculdade, que você liga para um colega que avisa que você está atrasado e você recebe presença. Ã-hã.)
Acabei encontrando na minha lista o K., - uma pessoa que não vejo há exatamente 7 anos e que nunca chegou a estudar no Colégio Militar, mas que no sonho ele era da minha sala - e liguei para ele. Ele me falou que também estava atrasado, no restaurante da escola, e combinei de me encontrar com ele lá, pois além de atrasada, eu não havia almoçado.
Sim, o Colégio Militar de Brasília tem um restaurante dentro, no segundo bloco da direita, que se chama Salada Tropical. Mas no meu sonho (e talvez pela fome) o restaurante ficava logo na entrada e se chamava Hibisco, um dos restaurantes que mais frequento atualmente, na 715 norte.
Entrei no restaurante e comecei a me servir. Acho que nem na vida real vi um restaurante self-service com tantas opções de comidas apetitosas! Inclusive comidas que nunca vi em restaurantes, só na casa do meu pai, como linguiça com inhame (que, a propósito, não como há anos!).
Continuei me servindo, e de repente, ao meu lado, apareceu o meu último chefe, sr. L.F., que racionalmente pensando nada tem a ver com a minha fome, com restaurantes (nunca almocei com ele) ou com o Colégio Militar. Mas ele estava lá se servindo, me cumprimentou, olhou para o meu prato e disse "Você está com fome, hein?!" e riu.
Olhei para o meu prato e entendi. Ele estava quase transbordando de comida, mais cheio do que o prato diário de almoço do meu irmão - e olha que ele COME! Resolvi então parar de me servir - pela vergonha, afinal ainda haviam muitas opções deliciosas que eu ainda não tinha colocado no prato.
Comecei a comer e, talvez pela ausência do gosto da comida, percebi que estava sonhando. Mas não acordei...
No sonho, eu tinha acordado e meus amigos J. e M. estavam na minha casa, jogando video-game. Eu comecei a narrar o sonho com a comida para eles e falar que tinha acordado com fome.
Em algum momento citei que no sonho eu tinha comido algo muito com maionese, mas não me lembrava exatamente o quê. Então o J. sugeriu que comprássemos alguns pães de queijo no supermercado, e colocássemos para assar para comer com maionese.
Eu adorei a idéia, e acordei com uma puta fome e uma imensa vontade de comer pão de queijo (sem maionese).
Esta foi a minha primeira experiência com sonho como reflexo da fome, e foi muito engraçado. Recomendo a todos que façam o teste. Mas tenham um saco de pães de queijo em casa!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Faz tanto tempo que não posto meus sonhos, que já não lembro de quando sonhei, e me esqueci de alguns. Mas esta noite tive vários sonhos, que vale a pena registrar.
Sonhei que havia tirado carteira de motorista, e dirigia o carro de um amigo. Eu estava morrendo de medo.
Sonhei que eu entrava no orkut e no msn e não tinha mais ninguém, e me senti só.
Sonhei que um primo estava ficando com uma prima. Eca.
Sonhei que fui viajar com uma pessoa, para um lugar muito bonito, onde haviam vários rios. No meio da viagem, ele conheceu algumas pessoas e começou a sair com elas, e eu meio que acompanhava de longe. Muito estranho.
E acho que só... eu preciso criar o hábito de anotar meus sonhos assim que acordo. Antes, eu acordava e já ligava o notebook. Mas me mudei e tenho todo um processo até chegar até ele, agora...
Ah! Eu também sonhei que postava aqui alguma coisa na parte de Variedades dos outros, mas não consigo me lembrar o que! :(
Sonhei que havia tirado carteira de motorista, e dirigia o carro de um amigo. Eu estava morrendo de medo.
Sonhei que eu entrava no orkut e no msn e não tinha mais ninguém, e me senti só.
Sonhei que um primo estava ficando com uma prima. Eca.
Sonhei que fui viajar com uma pessoa, para um lugar muito bonito, onde haviam vários rios. No meio da viagem, ele conheceu algumas pessoas e começou a sair com elas, e eu meio que acompanhava de longe. Muito estranho.
E acho que só... eu preciso criar o hábito de anotar meus sonhos assim que acordo. Antes, eu acordava e já ligava o notebook. Mas me mudei e tenho todo um processo até chegar até ele, agora...
Ah! Eu também sonhei que postava aqui alguma coisa na parte de Variedades dos outros, mas não consigo me lembrar o que! :(
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Muita coisa me confunde ultimamente. Meus sentimentos, os sentimentos dos outros. É errado procurar um relacionamento perfeito? Existe tempo certo para se fazer as coisas?
Eu me pego sempre no mesmo pensamento: "tá tudo acontecendo na hora errada", mas sempre com a resposta do meu amigo, que já comentei aqui: "talvez, você que não aceite o tempo".
Ouvi isso novamente ontem, e não sei se devo escutar. A minha mente, os meus amigos, a sociedade diz que não é a hora. Mas o meu coração diz "se joga, tenta ser feliz!". Mas eu não sei se isso vai me trazer felicidade, ou só mais aborrecimentos.
Da mesma forma que estou com um "dedo podre" na minha vida sentimental e as vezes magoo as pessoas sem saber, eu sinto que não posso ser magoada. Se eu for magoada não vou resistir. Estou fraca, precisando de cuidados. Riscos não são a melhor opção agora.
No final, o que fazer? Eu não sei, eu nunca sei.
Me sinto burra, incapaz de decidir minha vida.
Quero um emprego, quero voltar logo pra faculdade, quero minha vida de volta.
Mas será que isso é o melhor pra mim?
Eu me pego sempre no mesmo pensamento: "tá tudo acontecendo na hora errada", mas sempre com a resposta do meu amigo, que já comentei aqui: "talvez, você que não aceite o tempo".
Ouvi isso novamente ontem, e não sei se devo escutar. A minha mente, os meus amigos, a sociedade diz que não é a hora. Mas o meu coração diz "se joga, tenta ser feliz!". Mas eu não sei se isso vai me trazer felicidade, ou só mais aborrecimentos.
Da mesma forma que estou com um "dedo podre" na minha vida sentimental e as vezes magoo as pessoas sem saber, eu sinto que não posso ser magoada. Se eu for magoada não vou resistir. Estou fraca, precisando de cuidados. Riscos não são a melhor opção agora.
No final, o que fazer? Eu não sei, eu nunca sei.
Me sinto burra, incapaz de decidir minha vida.
Quero um emprego, quero voltar logo pra faculdade, quero minha vida de volta.
Mas será que isso é o melhor pra mim?
sábado, 17 de julho de 2010
Expelliarmus
O feitiço tão usado por Harry Potter - que inclusive garantiu sua vitória contra Voldemort - e que eu nunca havia entendido o poder, fez sentido para mim quando, em um dia em que meu estado físico e psicológico me levou às nuvens e me inspirou com metáforas de todos os tipos, ele me pareceu perfeito para descrever como eu me sentia.
Desarmada. Incapaz de lutar contra o inimigo. Passiva a qualquer ataque, sem poder revidar.
E neste momento a minha linha de raciocínio me levou a pensar sobre você e eu vi que você não queria - nem quer - me atacar. E a metáfora já não fazia mais sentido.
Sem escudos. Você arranca meus escudos à força, e já não consigo me proteger só.
E a metáfora inspiradora me trouxe um paradoxo: sem escudos, mas protegida. Pois não me defendo mais de você e dos sentimentos que nos unem, mas me sinto protegida em seus braços. Neles encontro a paz que é tão rara em minha vida, e descanso sem pensar em armas, escudos ou guerras, pois estou feliz.
Desarmada. Incapaz de lutar contra o inimigo. Passiva a qualquer ataque, sem poder revidar.
E neste momento a minha linha de raciocínio me levou a pensar sobre você e eu vi que você não queria - nem quer - me atacar. E a metáfora já não fazia mais sentido.
Sem escudos. Você arranca meus escudos à força, e já não consigo me proteger só.
E a metáfora inspiradora me trouxe um paradoxo: sem escudos, mas protegida. Pois não me defendo mais de você e dos sentimentos que nos unem, mas me sinto protegida em seus braços. Neles encontro a paz que é tão rara em minha vida, e descanso sem pensar em armas, escudos ou guerras, pois estou feliz.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Opinião: regras, liberdade e decisões
Ter uma família complicada é complicado. Quem não tem jogo de cintura se estressa fácil, e isso não leva a lugar algum. É preciso entender que regras fazem parte da vida, limites estabelecidos são medidores do respeito que temos por nossos pais, colegas, chefes e até pelo Estado, acima de qualquer filosofia boba sobre controle ou invasão de privacidade, que sempre ameaçam surgir quando somos limitados de alguma forma.
Hoje entendo os limites como ensinamentos, e especialmente como desafios. O racionamento de dinheiro nos ensina a separar o necessário do dispensável. Horários para sair, chegar, ou utilizar alguma coisa nos obrigam a saber administrar nosso tempo e a controlar nossa vontade excessiva de fazer certas coisas, ou de não fazer nada. Regras criadas com base em princípios moldam nosso caráter e nos dão noção para construírmos nossos próprios valores.
E tudo isso entra em jogo na hora de tomarmos decisões na vida. Podemos não seguir as regras e pagar o preço. Pordemos seguir e aprender na marra. Podemos administrá-las de forma que não prejudique ninguém. Falando como uma pessoa que seguiu regras estritas a vida quase toda: regras nos ensinam a buscar nossa liberdade e a valorizá-la.
Por isso acho um desperdício lutar contra algumas delas, e prefiro, como disse, encará-las como desafios. Não pode fumar? Pare de ficar se escondendo com o seu cigarro e vá diminuindo, que um dia você pára e não tem mais problemas. Ganha pouco/mal? Descubra o que tem que ser feito para ser valorizado (um curso, uma especialização) ou procure outro emprego, ao invés de resmungar a vida toda. Seu pai não te empresta o carro? Trabalhe para comprar um, ou ganhe a confiança do velho se comportando como ele quer. Mandam e controlam sua vida? Corra atrás da sua liberdade, fazendo o que tem que ser feito para conseguí-la.
Sim, tem muita gente que foi criado sem isso tudo e é muito feliz, obrigada. Mas não escolhemos nosso berço. E também há muitos dos que foram criados com pouca ou nenhuma regra que são uns bundões dependentes dos outros e que às vezes não chegam a lugar nenhum na vida, e aí eu pergunto: de que adiantou?
Se você está nessa situação, pare de bater com a cabeça na parede e vá estudar, passar num concurso para ter ao menos condições financeiras para se manter e tocar sua vida. E se você está no grupo dos bundões, saia da frente do pc e vá aproveitar melhor seu tempo também. Dê uma folga para a sua família, desacomode. Você foi privilegiado, aproveite isso para chegar mais longe, porque é possível, se você quiser.
[Escrito em 05/07/10]
Hoje entendo os limites como ensinamentos, e especialmente como desafios. O racionamento de dinheiro nos ensina a separar o necessário do dispensável. Horários para sair, chegar, ou utilizar alguma coisa nos obrigam a saber administrar nosso tempo e a controlar nossa vontade excessiva de fazer certas coisas, ou de não fazer nada. Regras criadas com base em princípios moldam nosso caráter e nos dão noção para construírmos nossos próprios valores.
E tudo isso entra em jogo na hora de tomarmos decisões na vida. Podemos não seguir as regras e pagar o preço. Pordemos seguir e aprender na marra. Podemos administrá-las de forma que não prejudique ninguém. Falando como uma pessoa que seguiu regras estritas a vida quase toda: regras nos ensinam a buscar nossa liberdade e a valorizá-la.
Por isso acho um desperdício lutar contra algumas delas, e prefiro, como disse, encará-las como desafios. Não pode fumar? Pare de ficar se escondendo com o seu cigarro e vá diminuindo, que um dia você pára e não tem mais problemas. Ganha pouco/mal? Descubra o que tem que ser feito para ser valorizado (um curso, uma especialização) ou procure outro emprego, ao invés de resmungar a vida toda. Seu pai não te empresta o carro? Trabalhe para comprar um, ou ganhe a confiança do velho se comportando como ele quer. Mandam e controlam sua vida? Corra atrás da sua liberdade, fazendo o que tem que ser feito para conseguí-la.
Sim, tem muita gente que foi criado sem isso tudo e é muito feliz, obrigada. Mas não escolhemos nosso berço. E também há muitos dos que foram criados com pouca ou nenhuma regra que são uns bundões dependentes dos outros e que às vezes não chegam a lugar nenhum na vida, e aí eu pergunto: de que adiantou?
Se você está nessa situação, pare de bater com a cabeça na parede e vá estudar, passar num concurso para ter ao menos condições financeiras para se manter e tocar sua vida. E se você está no grupo dos bundões, saia da frente do pc e vá aproveitar melhor seu tempo também. Dê uma folga para a sua família, desacomode. Você foi privilegiado, aproveite isso para chegar mais longe, porque é possível, se você quiser.
[Escrito em 05/07/10]
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Eu não sei o que quero!
Nascida com uma linha do tempo já preenchida no futuro, fui ensinada a fazer planos para cada dia da minha vida. Quando fazer cada coisa, decidir o tempo certo para tudo acontecer.
Mas planejamentos dependem de escolhas, e as escolhas dependem das nossas vontades. E quando a gente não sabe o que quer?!
Acontece que eu não sei mesmo o que quero. Conversando com um amigo que planeja mudar de país, comentei que deve ser bom começar tudo do zero em um lugar onde você não conhece ninguém, e recebi como resposta um tapa na cara: "você quer começar tudo do zero a cada dois anos, Carol."
Sim. A cada exatos dois anos eu entro numa crise existencial, passa um furacão pela minha mente e pelo meu psicológico e eu não sei mais o que quero, meus planos mudam, eu quero mudar de cidade, de país, de amor, de faculdade, de curso, de vida!
Quero adrenalina, quero coisas novas! Mas o quê, exatamente?
Não faço a menor idéia.
Mas planejamentos dependem de escolhas, e as escolhas dependem das nossas vontades. E quando a gente não sabe o que quer?!
Acontece que eu não sei mesmo o que quero. Conversando com um amigo que planeja mudar de país, comentei que deve ser bom começar tudo do zero em um lugar onde você não conhece ninguém, e recebi como resposta um tapa na cara: "você quer começar tudo do zero a cada dois anos, Carol."
Sim. A cada exatos dois anos eu entro numa crise existencial, passa um furacão pela minha mente e pelo meu psicológico e eu não sei mais o que quero, meus planos mudam, eu quero mudar de cidade, de país, de amor, de faculdade, de curso, de vida!
Quero adrenalina, quero coisas novas! Mas o quê, exatamente?
Não faço a menor idéia.
Amor acontecido vs escolhido
Quando nos apaixonamos de repente, somos pegos de surpresa. Do nada, aquela pessoa que sempre esteve ali, ao seu lado, começa a chamar mais atenção do que o normal, e você se pega pensando nela, começa a tratar de forma diferente, sente o coração bater mais forte perto dela, cria expectativas para encontros e algo a mais.
Você não escolhe. Simplesmente acontece. E, sendo assim, você desde sempre teve a consciência da possibilidade de tudo o que você sente não dar em nada, não levar a lugar algum. Você sabe que pode sofrer, e dependendo do caso, até tem certeza. Você se prepara para o que vier, e decide se vai sofrer até a paixão acabar, calado, ou se vai "lutar pelo amor" do seu amado.
Quando a gente escolhe amar é diferente. Geralmente escolhemos uma pessoa que já gosta de nós, obviamente - não vamos fazer esforço para gostar de alguém que não está nem aí para o que sentimos! Aprendemos a valorizar o sentimento do outro e vamos nos entregando aos pouquinhos, cedendo aos elogios, aos agrados, e vamos devagar demonstrando o carinho que sentimos.
Pensamos e repensamos sobre o sentimento da outra pessoa, refletimos até que ponto vale a pena viver aquilo. Escolher amar alguém trás o medo de que, se nada der certo, a culpa é toda nossa, pois foi uma escolha. Não podemos presumir a sequência dos fatos, não temos responsabilidade pelo sentimento do outro e, assim, não temos nenhum controle da situação. Vivemos, e o futuro que se desenrole e mostre se estamos certos ou não.
Escolher gostar de alguém é uma grande responsabilidade para nós e para a outra pessoa. Uma responsabilidade de fazer tudo valer a pena, de conseguir provar para o mundo e para nós mesmos que o amor é possível. É uma decisão dura, que eu não sei se estou disposta a tomar.
[Escrito em 29/06/10]
Você não escolhe. Simplesmente acontece. E, sendo assim, você desde sempre teve a consciência da possibilidade de tudo o que você sente não dar em nada, não levar a lugar algum. Você sabe que pode sofrer, e dependendo do caso, até tem certeza. Você se prepara para o que vier, e decide se vai sofrer até a paixão acabar, calado, ou se vai "lutar pelo amor" do seu amado.
Quando a gente escolhe amar é diferente. Geralmente escolhemos uma pessoa que já gosta de nós, obviamente - não vamos fazer esforço para gostar de alguém que não está nem aí para o que sentimos! Aprendemos a valorizar o sentimento do outro e vamos nos entregando aos pouquinhos, cedendo aos elogios, aos agrados, e vamos devagar demonstrando o carinho que sentimos.
Pensamos e repensamos sobre o sentimento da outra pessoa, refletimos até que ponto vale a pena viver aquilo. Escolher amar alguém trás o medo de que, se nada der certo, a culpa é toda nossa, pois foi uma escolha. Não podemos presumir a sequência dos fatos, não temos responsabilidade pelo sentimento do outro e, assim, não temos nenhum controle da situação. Vivemos, e o futuro que se desenrole e mostre se estamos certos ou não.
Escolher gostar de alguém é uma grande responsabilidade para nós e para a outra pessoa. Uma responsabilidade de fazer tudo valer a pena, de conseguir provar para o mundo e para nós mesmos que o amor é possível. É uma decisão dura, que eu não sei se estou disposta a tomar.
[Escrito em 29/06/10]
domingo, 27 de junho de 2010
"Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?"
Saudade, muita saudade.
Estou confusa.
Provavelmente depressão pré-segunda-pós-fim-de-semana-quase-perfeito.
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?"
Saudade, muita saudade.
Estou confusa.
Provavelmente depressão pré-segunda-pós-fim-de-semana-quase-perfeito.
Numa dessas noites em que não postei, tive um pesadelo terrível que envolvia pessoas morrendo. Fazia muito tempo que não sonhava com coisas assim, e acordei atordoada...
Essa noite eu sonhei que meu amigo que está em Israel me ligava para dizer que tinham ligado da casa de uma tia minha, para ele, já que aqui em casa ninguém atendia. Eu fiquei brava, porque eu estava em casa o dia todo. Perguntei para ele quem exatamente me ligou, já que poderia ser minha tia ou uma das minhas três primas (no sonho, porque na vida real só falo com uma das minhas primas), e ele não soube me dizer, e eu briguei com ele.
Como explicar sonhos com pessoas que há muito tempo não vemos, e nem mantemos contato? Como explicar pessoas de círculos de amizade diferentes na sua vida aparecendo, juntas, em um mesmo sonho?? TEM que haver uma explicação para tudo isso!
Essa noite eu sonhei que meu amigo que está em Israel me ligava para dizer que tinham ligado da casa de uma tia minha, para ele, já que aqui em casa ninguém atendia. Eu fiquei brava, porque eu estava em casa o dia todo. Perguntei para ele quem exatamente me ligou, já que poderia ser minha tia ou uma das minhas três primas (no sonho, porque na vida real só falo com uma das minhas primas), e ele não soube me dizer, e eu briguei com ele.
Como explicar sonhos com pessoas que há muito tempo não vemos, e nem mantemos contato? Como explicar pessoas de círculos de amizade diferentes na sua vida aparecendo, juntas, em um mesmo sonho?? TEM que haver uma explicação para tudo isso!











