Não se sabe bem porquê, mas dizer "não" para uma comida que não gostamos tanto, para ficar mais dez minutos, para aquela cachaça do gol, e para muitos favores não é nada fácil. Acabamos cedendo a muitos convites acalorados, aos sorrisos sem fim, àquela pressãozinha social.
Talvez sejam nesses momentos que são produzidas as melhores e piores desculpas esfarrapadas.
Dizer que não queremos alguém não foge da regra. Geralmente as pessoas não chegam e dizem simplesmente: não quero (mais). Às vezes até dizem, mas a outra pessoa não acredita, não aceita e leva a situação adiante. É aí que a pessoa começa a dizer de outras formas que não quer.
Aí, e quando a pessoa ainda não sabe bem o que quer, quando ainda está lutanto contra algo dentro de si. Quase sempre é involuntário.
Mas a atenção muda. O carinho muda. Espera-se mais do que se está disposto a oferecer. As conversas são indiferentes, muitas vezes mecânicas. O cansaço - de tudo - impera. Quando se está bravo, as palavras e ações são para atacar o outro, e não para resolver a situação.
E todas essas atitudes combinadas vão acabando com o relacionamento, que precisa do exato oposto para existir. Mas é só quando o respeito acaba que a gente percebe. Às vezes ainda lutamos contra o sentimento, dizendo que a agressão física, que a agressão verbal, que a traição é resultado de tantos outros problemas. Mas de onde vieram tantos outros problemas?
Até quando é possível ficar com o que não se quer, vendo tudo dar errado, pelo medo de dizer "não"?
Talvez sejam nesses momentos que são produzidas as melhores e piores desculpas esfarrapadas.
Dizer que não queremos alguém não foge da regra. Geralmente as pessoas não chegam e dizem simplesmente: não quero (mais). Às vezes até dizem, mas a outra pessoa não acredita, não aceita e leva a situação adiante. É aí que a pessoa começa a dizer de outras formas que não quer.
Aí, e quando a pessoa ainda não sabe bem o que quer, quando ainda está lutanto contra algo dentro de si. Quase sempre é involuntário.
Mas a atenção muda. O carinho muda. Espera-se mais do que se está disposto a oferecer. As conversas são indiferentes, muitas vezes mecânicas. O cansaço - de tudo - impera. Quando se está bravo, as palavras e ações são para atacar o outro, e não para resolver a situação.
E todas essas atitudes combinadas vão acabando com o relacionamento, que precisa do exato oposto para existir. Mas é só quando o respeito acaba que a gente percebe. Às vezes ainda lutamos contra o sentimento, dizendo que a agressão física, que a agressão verbal, que a traição é resultado de tantos outros problemas. Mas de onde vieram tantos outros problemas?
Até quando é possível ficar com o que não se quer, vendo tudo dar errado, pelo medo de dizer "não"?
