Eu não sei qual o nome do sentimento negativo que insiste em ficar lá no fundo do meu peito nessa época do ano, mas ele bate ponto em dezembro. Pode ser meu inferno astral, também, o fato de eu ficar mais sensível nessa época e tudo mais.
Mas à medida que o mês vai passando, vou me enchendo do blablabla natalino de paz, amor, fraternidade e presentes. Vamos combinar, a maioria das pessoas está mais feliz por causa do décimo terceiro salário, não por causa das luzes de Natal e das decorações pela cidade. Na minha casa mesmo, não pode ter decoração natalina porque não contempla o verdadeiro sentido da data, mas os presentes são bem-vindos. Vai entender.
Não estou generalizando e sei que pareço arrogante, mas como engolir comemorações sobre a diretoria ter liberado a equipe de trabalhar na véspera de Natal, ao mesmo tempo em que se pede à empregada doméstica para trabalhar nesse dia? Como justificar ausências de quase um ano à luz de aproximações bondosas no último mês dele? Por que durante o ano a presença nos eventos não é tão essencial assim, mas no Natal ela é exigível?
Dezembro é o mês da hipocrisia. Essa hipocrisia aumentada nesse mês não está no padrão que eu costumo relevar. Pois sim, relevo muita hipocrisia à minha volta em nome da paz coletiva, mas em dezembro é tão difícil conter o mal humor perto de pais que louvam atitudes detestáveis de seus filhos, de parentes e amigos sumidos que resolvem aparecer, de lembrancinhas sem sentido que recebo ou sou obrigada a dar.
Não vejo a hora desse mês e ano terminarem, para as esperanças na humanidade serem renovadas junto com as resoluções de ano-novo. Pois na virada do ano as pessoas geralmente são mais sinceras com todos e consigo mesmas, especialmente na hora de definir as novas metas particulares. Que nesse momento as pessoas deixem a hipocrisia de lado e olhem para o que realmente tem importância, não porque uma data comercial as obriga, mas pelo desejo verdadeiro de ser alguém melhor para si e para o mundo.
Mas à medida que o mês vai passando, vou me enchendo do blablabla natalino de paz, amor, fraternidade e presentes. Vamos combinar, a maioria das pessoas está mais feliz por causa do décimo terceiro salário, não por causa das luzes de Natal e das decorações pela cidade. Na minha casa mesmo, não pode ter decoração natalina porque não contempla o verdadeiro sentido da data, mas os presentes são bem-vindos. Vai entender.
Não estou generalizando e sei que pareço arrogante, mas como engolir comemorações sobre a diretoria ter liberado a equipe de trabalhar na véspera de Natal, ao mesmo tempo em que se pede à empregada doméstica para trabalhar nesse dia? Como justificar ausências de quase um ano à luz de aproximações bondosas no último mês dele? Por que durante o ano a presença nos eventos não é tão essencial assim, mas no Natal ela é exigível?
Dezembro é o mês da hipocrisia. Essa hipocrisia aumentada nesse mês não está no padrão que eu costumo relevar. Pois sim, relevo muita hipocrisia à minha volta em nome da paz coletiva, mas em dezembro é tão difícil conter o mal humor perto de pais que louvam atitudes detestáveis de seus filhos, de parentes e amigos sumidos que resolvem aparecer, de lembrancinhas sem sentido que recebo ou sou obrigada a dar.
Não vejo a hora desse mês e ano terminarem, para as esperanças na humanidade serem renovadas junto com as resoluções de ano-novo. Pois na virada do ano as pessoas geralmente são mais sinceras com todos e consigo mesmas, especialmente na hora de definir as novas metas particulares. Que nesse momento as pessoas deixem a hipocrisia de lado e olhem para o que realmente tem importância, não porque uma data comercial as obriga, mas pelo desejo verdadeiro de ser alguém melhor para si e para o mundo.









