segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Óculos Escuro

A música vêm de dentro dela. A toma, e ela não sabe se dança, se canta ou se fica parada, e na verdade não sabe exatamente qual destas coisas está fazendo, pois não tem pleno controle de todas as suas ações.

A fumaça que entra em sua boca faz o caminho até os seus pulmões a refrescando, e ela quer que aquele momento dure para sempre. Mas também quer viver outros momentos. Minutos de indecisão sobre qual das várias sensações maravilhosas escolher.

Os olhos dela captam tantas informações que ela se confunde, e os fecha. Ao fechá-los, os outros sentidos se aguçam e a música novamente toma o seu corpo; seu tato se torna incomparável e novamente ela se perde no tempo e no espaço.

Por isso o dia seguinte às vezes é triste. Porque ela sempre encarou tudo como um momento, algumas horas felizes e surreais em sua vida pacata.

E no dia seguinte a este dia maravilhoso em que ela não se conforma em se recolher à sua depressão, e sai para ver a vida com uma companhia maravilhosa, ela vê que o dia seguinte não precisa ser depressivo. Não será igual ao anterior, mas não precisa ser triste.

Afinal, a alegria e o amor existem, e ela já consegue enxergá-los.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Encontrar um bom emprego nos dias de hoje...

... é uma questão de QI: Quem Indica.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Philosophy

Hoje eu descobri o que há em comum nos lugares que mais amo em Brasília. Todos esses lugares fazem com que eu me sinta viva, me abrem os olhos para os detalhes da vida, permitem que eu me sinta surpresa com o canto de um pássaro, com o formato das nuvens no céu, e até mesmo com a minha respiração.

Hoje é tão comum vivermos no "piloto automático", que achamos que a nossa rotina é a nossa vida. Mas não é. A rotina, o trabalho, a família, os estudos, são parte da nossa vida. A vida é o conjunto dos fenômenos naturais, os animais,  de tudo que está e acontece a nossa volta independente das nossas escolhas.

Quando crescemos, perdemos a capacidade de nos surpreender. Acostumamo-nos com o que achamos que é a vida, e deixamos de admirá-la. Quando foi a última vez que você parou para ver o formato das nuvens, ouvir um passarinho, esquecer do tempo e deixar de reparar no óbvio (pessoas, carros, música)?

Para isso é que servem os lugares prediletos. Eles nos lembram que há uma vida acontecendo além das nossas rotinas diárias. Lembram que é bom e é preciso esquecer de tudo por alguns instantes.

Sem lugares assim, ou tempo para fazer coisas assim, a vida passa enquanto achamos que estamos vivendo, e no final, vemos que fomos apenas robozinhos em busca do que a sociedade nos impôs: dinheiro, marido/esposa, diploma, um bom emprego, e deixamos de pensar, e morremos sem saber, qual é o real sentido da vida, o que há de bonito nela, e por que estamos aqui.



Ermida Dom Bosco (retirada do site http://www.hoteliernews.com.br)

Praça dos Cristais

Vista da Torre de TV

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Them

Ele não me deixou postar no Facebook, mas aqui é o meu espaço, não tem como ele reclamar! =D

Eu fiquei brava porque eu estava toda amorzinho, inspirada para escrever uma super homenagem para eles, e ele veio me cortando, dizendo que tínhamos que tirar uma foto "mais bonita". Mas o legal dessa foto é exatamente a espontaneidade, nossas caras de bêbados felizes que não tem nada para fazer no sábado (o que não era exatamente verdade, né).

Eu só queria mesmo dizer que vocês são parte muito importante e especial na minha vida, Fred e Cainã!

Da esqueda para a direita: Cainã, Carol (yeah, meu cabelo está levemente rosa) e Fred, na festinha mais estranha que já dei na minha casa, dia 12.03.10 (coincidência ou não, amanhã completam 7 meses!).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tem um garoto com quem estudei na 5ª série, e apenas na 5ª série. R.A. Ele tem uma irmã gêmea. Nós fomos bons amigos naquela época, mas depois que eu mudei de colégio perdemos um pouco o contato... que, na verdade, nunca é perdido totalmente graças às redes sociais.

A mãe de um outro amigo canta no coral da UnB. Fui em uma apresentação do coral há uns dois ou três meses, onde vi este meu amigo de longe, após tanto tempo. Não consegui me encontrar com ele esse dia.

Semana passada eu estava no Conjunto Nacional, na praça de alimentação, e ele passou rápido do meu lado. Não deu para abordá-lo.

Terça-feira eu estava no ônibus, indo para a aula de francês, e quando o ônibus parou em certo lugar, lá estava ele, caminhando, com um caderno na mão e fones no ouvido.

Esta noite sonhei que finalmente conseguia abordá-lo, e comentava sobre todas as ocasiões em que eu o vi de longe.

Será que devo entrar em contato com ele, saber se ele está bem?

Auto-puxão-de-orelha

Uma das coisas mais importantes que sempre me foi ensinada pelo meu pai, e por vários dos livros que li em toda a minha vida, e que hoje posso dizer que é o um dos principais valores da minha vida, é: todos tem algo a ensinar, e você tem sempre o que aprender.

E por mais óbvio que seja este valor, o que mais vejo hoje em dia são pessoas que acham que já sabem de tudo, ou mesmo que reconheçam sua ignorância em certos aspectos da vida, não fazem absolutamente nada para mudar sua situação.

Não quero dar lição de moral em ninguém, aqui. Esta postagem é para mim mesma. Pois percebi que às vezes negligencio o conhecimento e as experiências de vida de algumas pessoas, por algum preconceito enraizado no meu mapa mental. E com muito mais frequência, absorvo em um dado momento o que a pessoa tem para me ensinar, mas simplesmente não aplico na minha vida.

Descobri isso hoje, motivada por uma conversa que tive com um colega de sala com quem nunca havia conversado. Na fase inicial de uma conversa com um estranho, tenta-se descobrir pontos em comum falando sobre nossas rotinas diárias, e foi assim que aconteceu.

Este meu colega de classe trabalha durante o dia, faz faculdade à noite e lá no campus, possui uma venda de salgados, onde ele fica antes das aulas, no intervalo e no final. E o ponto em comum que descobrimos e sobre o qual estávamos conversando, era o aprendizado de línguas. Além de tudo o que citei, ele faz inglês duas vezes por semana no horário de almoço, e estuda espanhol por conta própria com livros e video-aulas que comprou.

Um método de aprendizagem que ele tem usado para o inglês é o seguinte: todos os dias ele entra em um site (não sei ainda qual é - perguntarei), e olha uma lista de verbos. Ele escolhe dois verbos que o agradam, alimenta uma planilha onde coloca a tradução do verbo e faz as devidas conjugações no presente, passado e futuro. No dia seguinte, ele faz uma frase para cada tempo verbal de cada verbo que aprendeu no dia anterior, além dos anteriormente aprendidos - tarefa acumulativa.

Achei o método interessante, e me propus a executá-lo. Mas no dia seguinte, pensando sobre isso, lembrei do meu esquecido caderno oficial de francês, no qual nunca termino de transcrever o conteúdo do caderno de rascunho. Também lembro dos trabalhos da faculdade que deixo para o dia anterior à entrega, e todos os assuntos que tenho deixado para resolver "amanhã".

E esta postagem é um puxão de orelha em mim mesma, para que todo o meu público internauta veja um grande defeito meu, que pretendo corrigir. Preciso deixar de ser preguiçosa e fazer as coisas que tem que ser feitas, no dia em que elas aparecerem, não no final do prazo de resolução.

E preciso deixar de ignorar o conhecimento que adquiro com as outras pessoas. Admirar a forma de vida dos outros é tão fácil, não é? O que mais vejo são pessoas comentando da "inveja boa" que têm daquelas pessoas que praticam esportes ou fazem academia, lêem um ou mais livros por mês, comem salada, estão sempre de bem com a vida, enfim, que possuem hábitos física e psicologicamente saudáveis. Mas adotar esses hábitos, é sempre uma meta do check-list do "amanhã" que nunca chega.

Eu só posso esperar e me empenhar para que a última coisa que eu abandone seja exatamente esta mania de abandonar tudo no meio do caminho.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ela chega no posto de gasolina, são 1h da manhã de terça-feira.

- Ooooi! Eu queria uma cerveja.
- Não estamos mais vendendo cerveja.
- POR QUE? Vocês eram o único posto da cidade a vender de madrugada!
- O posto foi notificado, porque não é permitido vender cerveja a partir das 22h, e nós vendíamos... Ah! Também não temos Twix, nem Lucky Strike preto.
- Hã?! Ah...


Quando o vendedor do posto, do turno da madrugada, durante a semana, começa a saber exatamente o que você vai comprar, é hora de rever os seus hábitos alcoólicos-noturnos.

sábado, 2 de outubro de 2010

"O problema não é você...

...sou eu.”


O jargão romântico atual, que tantos ouvem e que eu tanto falo.

Esse post tem um único objetivo, que é explicar aos broken-hearted de plantão que infelizmente não sabemos dizer o porquê somos o problema. Simplesmente somos.

Aceite, não desenvolva nenhuma síndrome de perseguição e siga a sua vida. Você ainda ouvirá isso algumas vezes e quem sabe, um dia, talvez até use essa frase.

E quando usar você verá que realmente, o problema não é o outro. Ele é perfeito, vocês juntos são perfeitos, o problema simplesmente é... você.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Três meses

Três meses constroem uma amizade.
Iniciam um romance.
Deixam pessoas depressivas pela falta de alguma coisa.
Custam dinheiro. Muito.
Viram a vida de cabeça para baixo.
Colocam a vida no lugar denovo.

Faltam menos de três meses para o natal, a época dos meus sonhos de menina que até hoje me enche os olhos d'água e me faz ficar feliz e radiante sem motivo.
Três meses exatos para o início de um novo ano, que com certeza será beeeem diferente desse que está passando.
Três meses e um dia para eu completar 20 anos. A idade que não marca oficialmente o início da vida adulta, mas que muda a forma como as pessoas te enxergam quando você fala.

Até agora o meu balanço-geral do ano está com saldo positivo. E para quem gosta de fazer resoluções de ano-novo e vive se arrependendo dia 31 de dezembro, aviso que está na hora de desenterrar a listinha feita em janeiro e correr atrás dos seus objetivos, sonhos e planos para 2010.

Ainda temos três meses.