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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Coincidências e sonhos

No lugar onde trabalho ser multitarefa não é um diferencial, e sim uma necessidade. Com clientes na mesa, à sua volta ("licença um minutinho, é só uma informação"), colegas tirando dúvidas, telefone que não para o tempo todo, não dá para fazer uma coisa de cada vez.

Por isso já estou acostumada a conversar com os clientes enquanto faço anotações, preencho fichas e assino documentos, e tudo sempre dá bem certo. Mas semana passada fui datar três folhas cujos documentos conferi com o original, um atras do outro, e escrevi a data (3/10/13) corretamente. Ao passar para o segundo documento escrevi 3/8/10 e segui para o terceiro que também escrevi corretamente.

Ao conferir o procedimento notei a falha, e logo risquei e substituí pela data certa, porém a outra data não me saiu da cabeça: 8/10, esse ano uma terça-feira. Não que eu seja muito supersticiosa, mas algumas situações são estranhas demais para não notar.

Para melhorar a situação, na noite de ontem para hoje (o grande dia misterioso) tive vários sonhos estranhos. Talvez por influência de algo que vi ou dos florais que comecei a tomar, tive diversos sonhos variados sobre acidentes de carro. Confesso que o tema já estava em minha mente nas últimas semanas, pois ouvi algumas histórias, mas em nenhum dia cheguei a sonhar com isso.

Foi muito ruim. E parecia que lá no fundo eu sabia que estava sonhando, e ao final de cada história eu pensava como na terça dia 8 eu não deveria pegar no carro, talvez até avisar meus pais para tomarem cuidado, e outras coisas insanas do tipo.

O dia chegou e eu tratei de afugentar os sonhos da mente logo cedo, pois tinha muitas coisas para resolver com o carro. Consigo ser uma mestre da ignorância seletiva quando preciso focar em alguma coisa. Obviamente pedi a Deus antes de sair de casa que me protegesse, assim como a minha família e todos os amigos. E prestei atenção dobrada.

Acaba-se o dia e nada de diferente aconteceu, que eu tenha reparado. Que bom. É engraçado como algumas coincidências inexplicáveis mexem com a nossa mente e influenciam nossas atitudes. Gosto de saber que os sonhos ruins na maioria das vezes não se realizam. Às vezes eles só existem para nos deixar mais alertas nessa vida...

sábado, 3 de novembro de 2012

Rendeu um post

É engraçado como podemos passar horas conversando com algumas pessoas. E como há pessoas com quem não conversamos mais que alguns minutos ocasionalmente, mas cujos diálogos são profundos e nos fazem pensar. Minhas conversas mais profundas quase sempre rendem um post.

Infelizmente a comunicação está banalizada, e com frequência sou taxada de anti-social ou de metida e ainda de chata, por não corresponder a certas expectativas de contato com as pessoas com quem convivo. Mas para mim, a comunicação precisa fazer sentido e acrescentar valor às duas partes.

Acrescentar valor numa conversa pode acontecer de várias formas, desde o aumento do conhecimento, com o compartilhamento de experiências, ou um ponto de vista diferenciado que gera reflexão, ou ainda mesmo o entretenimento e diversão gerados pelo papo.

Acontece que a Carolina não se atrai nem se prende nem se importa com conversa fiada, amenidades, puxação de papo que já indica que não dá em lugar nenhum. A comunicação tem que ir além da conversa, tem que gerar conhecimento, unir as almas. Se não for assim, prefiro me limitar à convivência e me dedicar mais à introspecção que a interação.

É lógico que essa atitude separa e limita muito as pessoas com quem converso. E fortalece ainda mais a minha imagem de metida, séria que não conversa com ninguém. Nenhuma explicação vai mudar a forma com que certas pessoas me enxergam, é claro.

Mas da mesma forma que não dá para ter uma comunicação agregadora com todos, também não dá para ficar perdendo tempo com conversas que não levam a lugar nenhum, em certos momentos da vida não posso me dar a a esse luxo. Obviamente tenho amigos com quem converso mais sobre futilidades, me divirto e tudo mais.

Talvez um dia eu mude e tenha menos preguiça de me relacionar com as pessoas além do meu círculo seleto de amizades. Por hora, há uma barreira invisível que limita alguns relacionamentos mais profundos - só quem vence essa barreira sabe que do lado de lá tem um mundo além de conversas que rendem um post.

sábado, 20 de outubro de 2012

Eu vejo muitas pessoas reclamando diariamente por não serem ouvidas, por passarem frequentemente por situações desagradáveis ou que poderiam melhorar e "ninguém faz nada". Mas eu também vejo muitas propostas de mudança mal elaboradas, focadas num só ponto de vista.

Vejo negligência e individualismo em muitas "preocupações" sociais, as eleições no Brasil são um bom exemplo, dá até preguiça de comentar. Mas nada me incomoda mais do que a fuga das responsabilidades, que eu não sei se é condição de boa parte dos brasileiros ou dos seres humanos, pois a quantificação me ocorreu somente agora. Sei que faço parte dessa turma, até certo nível.

As pessoas querem ter "voz", poder de decisão, mas não querem assumir as responsabilidade pelas consequências das mesmas. Acham absurdo terem chefes no pé, mas sem acompanhamento não realizam metade do que é esperado de suas funções. Esperam milhares de ações do governo, mas não frequentam as reuniões que (poucos deles) fazem com a população, ou pelo menos tenta fazer, só que ninguém aparece.

Por outro lado, pessoas de influência, poder e dinheiro (se é que não é errado colocar assim, já que geralmente um está diretamente ligado ao outro), que poderiam fazer alguma diferença, para o bem, muitas vezes cruzam os braços por estarem muito confortáveis onde estão, obrigada. Ou estão muito ocupadas com questões particulares, e o todo é apenas consequência em suas vidas - egocentrismo total.

Fuga das responsabilidades e comodismo se assemelham muito no meu pensamento sobre esse assunto. Porque por outro lado, para muitos é fácil aceitar o sistema e sua ordem, deixar que tomem as decisões por eles nos assuntos em que deveriam se preocupar mas não se envolvem o suficiente. Afinal de contas, se der errado, a culpa não é deles, eles só seguiram o que foi proposto.

Se por um lado eu já me revoltei muito interiormente - com algumas consequências externas - por não ter voz, hoje eu vejo que se eu tivesse tido mais liberdade em certas situações da minha vida, eu teria tomado algumas decisões erradas, muito mais do que as que tomei ouvindo conselhos anteriormente.

O Colégio Militar me ensinou (mas eu só aprendi bem mais tarde) que a ordem é necessária. A gestão participativa é muito bonita no papel, mas eu não acredito em liderança 100% democrática. A necessidade e a existência de uma liderança já pressupõe a incapacidade dos indivíduos de organizarem e dividirem responsabilidades mutuamente e em acordo.

Refletindo sobre tudo isso eu entendi a justificativa para uma atitude que tenho, que o zodíaco atribui ao meu signo, mas que talvez seja apenas resultado de tudo o que vivi e que formou quem eu sou e como vejo o mundo hoje. Eu tenho tendência a ser centralizadora em situações de grande interesse para mim. Cheguei à pessimista conclusão de que não é possível obter a cooperação equilibrada em um grupo onde há motivações em níveis diferentes. Provavelmente alguém já descobriu e escreveu sobre isso muito antes, mas agora que vivencio e tomo consciência do fato.

Assim, quando a minha motivação é muito maior, e a liderança democrática não funciona, é mais fácil eu pegar o trabalho para fazer sozinha. O problema é que quando o resultado não é satisfatório, a culpa é minha - afinal, os outros concordaram e fizeram o que foi mandado, ou eu assumi a responsabilidade total em algum momento. Isso dificulta o trabalho em grupo e tem sido tema de reflexão em minha mente com frequência nos últimos tempos.

Tudo isso tem me dado uma preguiça de discutir, de comentar, de escrever nesse blog! Sei que o sistema corrompe e me vejo como mais uma a ser levada por ele na corrente do conformismo. O que é ruim para a minha prática da escrita, pois o que me inspira na maior parte das vezes é alguma revolta interior, pessoal ou provocada pela empatia, qualidade que tento preservar e que falta nessa sociedade tão preocupada com seus próprios problemas.

Para não mergulhar na inércia a alternativa é o autoconhecimento e a mudança pessoal. Assim eu espero bem menos do outro, e acredito que a mudança e as consequências positivas sejam maiores ou mais relevantes do que no caos organizado que são os vários grupos sociais dos quais faço parte, diretivos ou participativos (mas nunca em pleno consenso da eficácia da autoridade ou da liderança), pois depende apenas de mim - ninguém é hipócrita consigo mesmo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Change ahead

É tão legal quando as mudanças na nossa vida tem data para começar. Diferentemente das mudanças emocionais que muitas vezes oscilam sem capacidade de previsão, as decisões que tomamos, como por exemplo os projetos que começamos, são o marco de maiores ou múltiplas mudanças, de certa forma previsíveis e passíveis de mensuração.

As decisões que tomei para o segundo semestre de 2012 é que vão determinar que horas vou ter que acordar todos os dias, quantas vezes farei exercícios físicos, quantos finais de semana ficarei em casa. Estou usando o método da Suzy Welch em 10-10-10: A Life Transforming Idea, um livro que li há quase dois anos do qual deveria me lembrar com mais frequência.

A idéia é simples: antes de tomar uma decisão, analise as consequências das suas opções em 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Assim, você decide o caminho cujos resultados condizem com os seus valores e expectativas. É um método que todas as vezes que usei, me ajudou a tomar decisões mais eficientemente.

A nova rotina tem muitos livros, pouco salto alto, acha que dormir 8h por dia é um luxo e várias outras particularidades. John C. Maxwell diz que "as pessoas bem-sucedidas tomam as melhores decisões primeiro, e depois as administram no dia-a-dia", ao que nesse momento eu só posso dizer AMÉM.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem procura, acha. Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Eu adoro os ditados para fazer um resumo das coisas que eu vejo nessa vida. Por que ditados como esses viram clichê, se as pessoas insistem em mexer com o que não é seu, em cutucar quem está quieto?

E cutucam com vara curta. Fazem perguntas cujas respostas não suportam.

Sabe aquele momento em que você está segurando o choro, e alguém fala "não chora"? E aquele momento em que você está se controlando relativamente bem, e alguém fala sem a necessidade "calma"? Então. Não faça ninguém chegar lá.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Esses dias vi uma tirinha do Charlie Brown, onde ele encontra Snoopy perto da caixa de correio, e diz: "É uma perda de tempo ficar esperando uma carta de amor ao lado da caixa de correspondência... ela nunca vai chegar. Eu sei dessas coisas... sou um especialista!" E então, se apóia no muro com uma mão segurando a cabeça e diz: "Que coisa triste ser especialista nisso".

Felizmente nunca passei por essa situação, apesar de ter trocado cartas via correio durante um tempo, com algumas pessoas, há muito tempo atrás (como era legal esperar o carteiro...), mas fiquei de coração partido quando vi essa tirinha!


Hoje, no entanto, vi uma imagem ótima no Facebook:




Depois do riso fácil, a reflexão: quantas vezes procuramos incessantemente algo, e estamos na verdade procurando em apenas um local, ou olhando para outra direção?


A carta pode apenas ter ido para a caixa de correio errada...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quase (ou Primeira Vez)


Eles chegam à surdina, e de faróis desligados. São gentis, afinal, o medo ficou estampado no rosto daqueles dois jovens desde o momento em que os viram. Não podem fazer muita coisa, afinal, tem uma garota ali, e eles são dois homens. Fazem um enorme questionário à ela. Pegam ele para Cristo.

O garoto tenta, sem sucesso, fingir que ela é sua namorada. Ela também não consegue disfarçar direito. Foram muitas tentativas, de ambos os lados, para levar a situação para um outro cenário. Uma batalha intelectual na qual ganha quem mentir melhor.

- O senhor está mijado, senhor?

Estava. A vontade foi maior que o tempo para abrir completamente o zíper da calça. Ela começa a rir e o policial não se aguenta, também. Mas eles estavam lá para cumprir um dever, e o parceiro não se distraiu:

- Abra o carro. E a senhora, acompanhe.

Quando a cena termina, começa o terrorismo: histórias da carochinha sobre como mulheres são estupradas ali, no centro esportivo da cidade. Ameaças de chamar a mãe, para a coitada levantar uma da manhã e levar o RG da filha caminhante nortuna. Lições sobre como criminosos são também bandidos, e algumas mentirinhas sobre como é fácil ser preso naquela situação.

Mas não os prenderam. O casal finge acreditar nos policiais, e os policiais não acreditam em ninguém. Mas o aviso foi dado, "não voltem mais aqui". Porque eles sabem que nem todo criminoso é bandido. Polícia para quem precisa de polícia.

domingo, 27 de maio de 2012

Cantada

- Uma pesquisa feita em Londres mostrou que 93% das mulheres se masturbam durante o banho.
- (com cara de desconfiada, não sabia onde aquilo ia chegar) Ah, é?
- Sim, e as outras 7% restantes, cantam.
- Aaaah, interessante. (quase me virando de costas para ignorar o cara)
- Você sabe o que elas cantam???
- Não!
- Então você faz parte das 93%...



(Sim, me falaram isso numa festa, eu não consegui parar de rir por alguns minutos.)

sábado, 26 de maio de 2012

Half


A cinco minutos da minha casa tem um skate park. Gosto de ir lá às vezes, sentar na arquibancada e conversar com os amigos, vendo as pessoas praticarem seu esporte.

Nos últimos meses, montaram uma rampa nova. Aquelas beeeem curvas e altas, em formato de U. Descobri na quarta-feira quando fomos lá, havia algumas crianças andando tanto de skate quanto de patins. Como aquilo parece ser difícil!

Vi um menino gordinho subindo a escada da rampa, mas sem nada, de tênis. Ok, ele queria ver como era lá em cima, um dia eu quero fazer o mesmo. Outras crianças subiram e desceram o tempo foi passando e ele continuava lá.

De repente, vimos ele tentando descer a escada. Só que ele tentava descer de frente, ao invés de costas, como subimos, é claro que não ia dar certo. Ele falou que estava com medo, e as outras crianças começaram a provocar, dizendo para ele descer logo, fala sério, ele subiu, descer não é tão difícil.

Um menino começou a descer a escada e no meio começou a se pendurar e andar de um lado para o outro, fazendo graça, mostrando para o outro que não havia nada de mais. Mas ele voltou para a beirada da rampa, dessa vez considerando escorregar até embaixo.

Ele hesitava, e uma das pessoas que estavam ali acompanhando a cena gritou: "desce logo, menino!", ao que o menino respondeu gritando, afiadamente: "cala a boca, não é você que é gordinho!!!" O público de cerca de quinze pessoas que estavam ali começou a rir.

Não achei triste ou complicado, como a maioria das pessoas hoje em dia se sente quando vê alguém possivelmente com a auto-estima baixa. O menino sabia muito bem a causa do seu medo e insegurança, e ao invés de se fazer de machão e fingir que estava tudo bem, ou chorar e pedir ajuda, estava ali tentando descobrir como sair daquela situação em que ele se meteu - pouco se importando com a pressão dos que não sabem como é ser gordinho. Precisamos de mais crianças assim.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tic tac

Apesar de estar completamente habituada à contagem dos dias e das horas, tem sempre algum momento em que eu acho que o tempo passa mais rápido ou mais devagar. Sei que não sou a única, mas não acredito que haja uma explicação para essa sensação de relatividade do tempo.

No começo os dias passavam lentamente. Mas o último mês simplesmente voou. É quase inacreditável que já vai fazer três meses que estou em Nice, e é triste e assustador o tic tac do relógio contando meu tempo para ir embora.

A lista de coisas que eu fiz e aprendi e as histórias são tantas, que não tenho a menor intenção de publicar nesse blog. Esses três meses dariam fácil um enorme livro cheio de coisas interessantes. Mas não tem como não citar algumas coisas extremamente importantes que me aconteceram aqui, especialmente porque um dia eu vou reler tudo isso - esse também é um dos propósitos desse blog - e a minha memória vai ser reanimada pelas impressões e sentimentos que expresso aqui.

Em Nice eu aprendi a andar a pé, a me acostumar com o barulho das ambulâncias e entender que nem sempre os velhinhos podem ter a preferência (aqui tem tantos idosos que a lei da preferência não existe, pois eles tomariam conta de todos os lugares, hahaha). Descobri que eu acho cachorros fofíssimos, mas eu não suportaria ter um (cada um dos milhares idosos tem um cachorro, eles podem entrar no ônibus, nas lojas e até nos restaurantes, e a cidade é cheeeeia de pequenos cocôs nos cantos - argh).

Eu descobri muito sobre mim, aprendi muito sobre a vida, sobre como administrar meu dinheiro (quase falhei nesse quesito, mas até que não fui tão mal), sobre o que eu quero fazer com a minha vida e com a minha graduação - não tudo, mas já tenho algumas idéias.

Sofri tanto com a saudade do Brasil e sei que ainda vou sofrer demais, de saudade daqui. A três dias de partir eu fico numa confusão de sentimentos por querer e não querer voltar. Felizmente terei uma semana em Paris e em Londres (obrigado, pais maravilhosos!) para me acostumar com um ambiente diferente, sem realmente estar de volta. Então vou finalmente aprender como ter que dizer adeus, e mergulhar de cabeça na realidade, na minha vida, na minha Brasília - onde o futuro me espera com algo a menos para dizer eu te amo.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Perdeu a graça

Sabe aquele sonho de inverno que toda pessoa que nunca viu a neve tem? A empolgação por desenterrar as botas, os casacos pesados, cachecóis, luvas, gorros, a vontade de esquiar, patinar no gelo, ou só ficar dentro de casa curtindo o cobertor...

Uma hora isso tudo acaba! Sinceramente, não aguento mais ter que usar um kilo de roupas para sair de casa todos os dias! Não aguento mais a preguiça que esse frio me dá, a vontade de passar o dia inteiro enterrada na cama, a tristeza ao ver o sol maravilhoso e quando sair ver que ele só está lá iluminando, esquentar que é bom, nada.

Perdeu a graça usar cachecol todo dia, quero jogar minhas botas fora, quero poder voltar a caminhar na Promenade des Anglais sem roupa de inverno e conseguir tirar o casaco depois de umas corridinhas. Estou desbotada! Quero poder pegar um sol, entrar no mar, colocar uma blusinha e nada mais para sair, usar minhas havaianas na rua!

Primavera, a senhora está muito mole! Manda esse inverno embora logo, que eu não aguento mais a indisposição que ele me traz! (Mas se você só devolver aqueles 17 graus celsius da semana passada, já ficarei muito feliz.)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Possibilidades

"Há sempre algo de ridículo nas emoções das pessoas que deixamos de amar", disse Oscar Wilde. Eu sempre lembro dessa frase quando tenho a consciência de alguma emoção que tive, mas passou. Tem sempre algo de ridículo nas emoções que tivemos e que se foram, por mais intensas, importantes ou justificáveis que elas tenham sido.

Na minha terceira semana (já?!) em Nice, finalmente a saudade do meu país, da minha família e dos meus amigos brasileiros já não me consome mais, foi substituída por um bem-estar inexplicável pela grande experiência que estou vivendo, pela valorização de todos os momentos aqui, e - acredite ou não - a vontade de ficar.

Muita gente me perguntou por que eu vou ficar aqui somente até maio, já que a faculdade está trancada até julho. Eu não sei. Mas tenho que admitir que a possibilidade é tentadora, apesar das dificuldades de morar num país diferente, e do tanto que vou ter que "ralar" se eu quiser aproveitar mais tempo na Europa.

Tem certas oportunidades que a gente não pode deixar passar. Por enquanto, tenho uma possibilidade, que vou lutar (leia-se "vou procurar um emprego") para transformar em oportunidade. E, se eu conseguir (afinal, a situação aqui está complicada), vou aproveitar cada dia dos meus dois meses a mais por aqui, tenham certeza.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Vida nova


Para quem não sabe, estou morando em Nice, na França, onde vou viver por 3 meses. Tenho certeza que tem gente querendo saber como estou aqui, e preciso registrar, já que a minha memoria não é muito confiável.

Faz uma semana que cheguei nessa cidade fria, mas cheia de sol. A dona da casa onde moro é uma francesa muito gentil, que cozinha bem, e que adora flores. Eu divido o quarto com uma Russa, que vai embora no próximo final de semana, e aqui também moram um casal de suíços e um italiano (que esta aqui a trabalho). Infelizmente, a casa tem uma regra que é que os banhos só podem ser tomados a noite. Minha mãe achou isso muuuuuito engraçado porque não é com ela, mas não há nada que não possa ser parcialmente resolvido com uns lenços umedecidos, né? Difícil mesmo é acordar sem um banho, mas fazer o que.

Eu tomo café da manha e janto em casa, e para o almoço, eu levo um sanduiche que faço em casa, pois é muito mais barato e mais saudável. A comida aqui na França é muito gordurosa, tem muita manteiga, e não se encontra pão integral em qualquer loja de sanduiches. Os doces daqui são absurdamente maravilhosos! Não tem como explicar. São os melhores doces que já comi na minha vida. Felizmente eu enjoo fácil porque são muito açucarados ou amanteigados.

Tenho aula de segunda a sexta de 9 as 12:15, o que me deixa muito tempo livre, que na ultima semana eu usei para sair e conhecer a cidade, todos os dias. Fui também a algumas cidades próximas daqui. Tudo é extremamente lindo! Se você eh meu amigo no Facebook, veja as fotos, vale a pena. Meu professor é meio doidinho mas muito bom, e eu aprendo muito nas aulas.

Na escola tem gente de todos os lugares do mundo, mas vários brasileiros. Eu evito as pessoas que não querem falar francês em nenhum momento. Tenho certeza que pareço meio chata, mas isso é extremamente necessário, afinal meu pai não gastou rios de dinheiro para eu praticar meu inglês aqui, ou só conhecer pessoas do Brasil.

Aqui é muito perto de Monaco e só custa 1 euro para ir la! Devo visitar o principado essa semana. Eh bem tentador pegar um trem ou avião (tem umas passagens bem baratas aqui) para viajar a Europa inteira, mas eu só devo viajar quando tiver certeza que o dinheiro vai sobrar.

Eu queria arrumar um emprego, mas bem, a Europa inteira esta em crise e a falta de emprego sai quase todos os dias no jornal (eu leio todo dia o jornal gratuito, que não é só sangue e tragédia como os do Brasil, para praticar e aumentar o vocabulário). Mas essa semana vou ao centro da juventude, tenho certeza que nem todos os franceses desempregados estão dispostos a cuidar de crianças ou lavar umas louças, melhor para mim!

Varias pessoas me falaram que tiveram ou estão tendo pesadelos, e eu acho que por não ter me recuperado totalmente do jet lag, eu estava dormindo como uma pedra e nem sonhava nada. Infelizmente eu comecei a ter pesadelos, e o dessa noite foi o pior pesadelo que tive na minha vida, serio mesmo. Espero que essa fase passe logo!

Estou aqui há uma semana, mas parece que já faz um mês! Sinto muita falta da minha família e dos meus amigos e já chorei demais, mas tenho certeza que isso vai passar quando eu me acostumar com a vida aqui. Apesar disso, estou muito, muito, muito feliz! Tenho certeza que vou aprender a falar francês (quase que) fluentemente, pois em uma semana já melhorei bastante.

Morar no exterior é uma experiência maravilhosa, que estou tendo a oportunidade de viver. Tenho certeza que vai ser muito bom para o meu crescimento pessoal e profissional. Sou extremamente agradecida a todos que me ajudaram na realização desse sonho, especialmente meus pais, que pagaram tudo, e aos meus amigos que me fizeram descobrir a agência de viagens Vou Pra Fora (um pouquinho de propaganda, afinal gostei muito deles!), e a todos da agência que sempre me ajudaram em tudo.

Missão cumprida, meu blog agora voltara ao normal, com meus pensamentos malucos de todos os dias. Infelizmente não tenho a ambição tampouco a paciência de escrever frequentemente sobre a minha viagem, mas quem é meu amigo no facebook poderá acompanhar as fotos e trocar umas idéias.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Vai amassar minha blusa social!"

Eu ainda não tenho carteira de motorista. Por uma série de motivos, comecei o processo somente no final do ano passado, na última turma do ano. Tive que aguardar cerca de um mês entre o fim das aulas até a prova teórica, que fiz hoje.

A primeira parte do meu processo de formação foi turbulento, com direito a mal-estar durante a aula de primeiros socorros e uma crise de choro rápida, escondida no banheiro da auto-escola, o que revelou a minha fraqueza com assuntos psico-fisiológicos. Mas aprendi bastante com um professor, que também é bombeiro, muito inteligente e comunicativo, e dei boas risadas em aula.

Estou enrolando para chegar ao ponto (como sempre, achando que preciso me justificar). Eu não sei se é porque eu não consigo ver certas coisas por iniciativa própria (um acidente, uma cena de violência ou assassinato na televisão, etc) e tenho medo até da possibilidade de passar por essas situações, mas eu acho inadmissível uma pessoa se expor ao risco de dirigir sem o cinto de segurança.

As pessoas sabem que o cinto pode salvar vidas. Estudam sobre isso na auto-escola, ouvem casos e casos com essa situação, as vezes até passam por ela. Qual a justificativa para a brincadeira: "o cinto não combina com a minha roupa"? Sinceramente, não entendo.

Apesar de não entender a postura, morrer de medo e não concordar, às vezes fico calada e não peço para os colegas do carro colocarem o cinto, embora sempre reclame quando não tenho o meu. No carro de amigos, falo até eles colocarem ou ficarem chateados comigo.

Quando eu tiver o meu carro, só darei partida depois que todos estiverem seguros. Ainda faltam as aulas e a prova prática e Brasília ganhará mais uma mulher ao volante, uma garota certinha no trânsito que está aprendendo que nem todo mundo é consciente. Espero as minhas experiências e consequentes decepções com o trânsito - pois sei que ele está longe de ser como eu gostaria que fosse - não mudem minha opinião.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Meu primeiro diário foi aos 7 anos de idade. 6 ou 7. Eu acabava de "me formar" na pré-escola, e ganhei de um tio um ursinho formando, pequenininho, com um chapéu de formatura e um diploma azuis. E um diário com um cadeado em formato de coração, rosa.

Eu sempre gostei de escrever, e apesar de reconhecer que a minha habilidade está longe de ser um dom, reconheço que me expresso relativamente bem dessa forma, às vezes acho que até melhor do que falando. Mas eu desenvolvi um pequeno problema por começar a escrever em diários tão cedo.

Não me recordo com detalhes, mas sei que eu tinha uma imaginação fértil quando criança. Eu brincava comigo mesma, criava cenários e situações em locais aparentemente simples e sem atrativos, inventava histórias para os lugares onde andava, e até tive uma amiga imaginária por um tempo.

Quando eu escrevia, levava o mundo imaginário comigo. "Estou de férias, e com saudade dos meus namorados", é uma frase do meu primeiro diário que nunca esquecerei. Obviamente não havia a menor possibilidade de eu ter namoradoS com aquela idade, eu sequer pensava nas diferenças entre meninos e meninas naquela época... mas no fantástico mundo de Carol, tudo era possível.

Vários diários fizeram parte da minha vida. Parei aos 16 anos, no ponto em que era necessário alguns cadernos de 10 matérias por ano para abrigar tanta imaginação. Uma vez, aos 13 anos, resolvi fazer um no computador. Documento de texto no Word com a data, sabe como é. E a minha imaginação me ajudou a me meter em uma enrascada...

Eu imaginei coisas que não devia, e meu pai, que me monitorava de perto (atitude nada agradável, mas não tiro a razão dele...), leu e não gostou nada daquilo. E o pior: pensou que o que eu tinha escrito era verdade. Ouvi muito de algumas pessoas, mas não aprendi a lição. Tive que dar algumas explicações durante a minha adolescência pelas coisas que escrevia.

Hoje eu não tenho mais um diário, mas ainda tenho um mundo imaginário - do qual não falo, pois pareceria pura insanidade - e descobri, essa semana, que a mania de criança ainda deixou vestígios, se aproveitando de uma pequena fraqueza: os meus sentimentos.

Quando começo a escrever sobre eles, vou para outro mundo. Viro uma pessoa neurótica, dramática, depressiva ou absurdamente alegre, dependendo da situação, em poucos segundos. Começo a escrever uma coisa aparentemente racional e prática e, quando vou ver... já escrevi um mundo de sentimentos, que dias depois que leio, não parecem realmente ser meus.

Da mesma forma que na adolescência, "viajar" na hora de escrever me trouxe alguns problemas recentes. Fico feliz de ter descoberto isso e não faço a menor idéia de como resolver esta situação. Talvez esteja na hora de deixar meu mundo imaginário... ou de parar de falar de sentimentos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mudança à frente

Depois de vários posts de rascunho com desabafos incompletos, cheguei à conclusão que eu só posso estar no meu inferno astral. Aquele mês anterior ao seu aniversário, quando tudo sai do eixo, sabe? É o que dizem. Não sei se acredito, mas é a única coisa que pode explicar as crises que estou tendo nas últimas semanas.

Mas com intervenção ou não dos astros, o fato é que as crises que passamos não podem ser definidas apenas pelo desconsolo, o choro fácil e pelas mudanças abruptas de humor que nos afetam.

Na superfície ou no lá no fundo da nossa mente, a crise trabalha nossos conceitos, atitudes e valores. O sentimento de inconformismo com a vida não é culpa dos problemas familiares, das pessoas complicadas com quem convivemos, do dia estressante, da desilusão com as pessoas ou de tudo isso acontecendo ao mesmo tempo. Passamos por essas situações quase todos os dias sem nos descabelar.

Como o movimento das placas tectônicas no planeta, que na maioria das vezes é imperceptível, mas que vez ou outra gera um tsunami ou um terremoto, as crises existenciais são os desastres naturais da vida emocional que sugerem mudanças, um terremoto necessário para nos ajustarmos a nós mesmos.


E depois que passa (sim, passa!), é só olhar para trás e comparar quem era você antes da crise com quem você é hoje. Cada lágrima derramada e cada momento de confusão será muito bem justificado e explicado, você se sentirá muito bem consigo mesmo e com o mundo, e tudo dará certo... até a próxima crise.

Só desejo que elas não sejam constantes. E que não demorem até o meu próximo inferno astral!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Resoluções de...

Desde os dez anos de idade faço religiosamente minhas resoluções de ano-novo. Aliás, desde pequena gostava de fazer listas, e isso sempre me ajudou a organizar a minha vida, já que não é penoso para mim fazer um planejamento semanal de atividades ou traçar metas e objetivos com tempo determinado.

O fato é que de 2010 para 2011 eu não fiz resoluções de ano-novo. Eu estava meio avoada, querendo viver a vida, e ao avaliar meu péssimo desempenho no cumprimento da última lista que fiz, desanimei completamente.

O negócio é que quando a vida vai perdendo o controle e a gente percebe (porque tem muita gente que não percebe e quando cai na real não sabe mais quem é ou o que está fazendo =/), a gente trata logo de estabelecer metas para voltar com tudo ao normal.

Tenho que admitir que depois de quase um ano estagiando (pela primeira vez), enxerguei uma coisa que todos acham maravilhosa, mas que pode atrapalhar a vida: trabalhar 6 horas por dia. Isso me deixou preguiçosa! Ou isso, ou estou ficando velha. o.O

Quando entrei na faculdade eu morava há muitos kilômetros do meu trabalho. Acordava às 6h da manhã para chegar no trabalho às 8h, onde trabalhava quase nove horas por dia (44h semanais), com apenas uma hora de almoço. De lá, ia direto para a faculdade e, quando chegava em casa (depois das 23h), ainda ia arrumar a minha roupa do dia seguinte, as refeições, e dar atenção ao que tinha de ser dado na minha vida pessoal.

Quantas horas eu dormia? Sei lá. Poucas. Hoje, se durmo menos que 7h, bocejo o dia inteiro - isso se eu me permitir, pois geralmente tomo logo minha cápsula de 35mg de cafeína, que somada aos cafezinhos do dia me mantém acordada e ativa.

O meu ponto é: se eu conseguia naquela época, eu consigo hoje! Afinal, fazem apenas 3 anos que eu tinha essa vida "difícil", e não estou nada velha. Além disso, brevemente vou encarar um "emprego de verdade", onde 8h diárias é pouco para se trabalhar. Isso sem pensar na pós-graduação, e num futuro (beeeem futuro, que fique claro) com casamento e filhos!

Por isso, faço neste momento uma resolução de semana nova, que entra em vigor a partir de amanhã, e que é também a minha primeira resolução de ano-novo (pois em 2012 não fico sem de jeito nenhum!): vou aprender a dormir menos e aproveitar melhor meu tempo. Afinal, minha vida de estagiária acaba no final de janeiro, e cada segundo mal aproveitado a partir de lá poderá representar várias oportunidades perdidas.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Diálogo

Diálogo é uma conversa entre pessoas, que podem concordar com o outro ou não, sobre diversos assuntos, acredito eu que com o objetivo de compreender o próximo ou compartilhar experiências, ampliando a visão de mundo de cada um.

Se há irritação e elevação de voz, não é um diálogo, é uma discussão.

Se ao invés de contra-argumentar racionalmente, a pessoa apela para sentimentos ou não aceita (aceitar é diferente de concordar) a opinião do outro, não é um diálogo, é uma tentativa de converter o outro.

E finalmente, se uma pessoa só fala e a outra não tem a oportunidade de se expor e "concorda" com tudo, não é um diálogo, é um monólogo.

Só é possível construir relacionamentos com diálogos. Se não há diálogo, é muito pouco provável haver um relacionamento firme e verdadeiro, e se há, está no nível da superficialidade. Tem muita gente que acha (erroneamente) que dialoga, por aí...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Destino

Tem coisas que só o destino faz, mesmo.

Na sala de espera para a prova oral, ela conta da festa maravilhosa do fim de semana passado para o colega. Chegando na parte da atração principal da festa, seu nome é chamado. Ao sair, anuncia que o colega é o próximo da lista e avisa que não o esperará, pois são 18h e ela tem um compromisso às 18:30.

Mas resolve sentar para retocar a maquiagem e caprichar no batom. Ela estava se achando bonita aquele dia, sentimento normalmente reservado apenas para os finais de semana, e queria manter aquela sensação de bem-estar.

O colega termina sua prova e eles seguem juntos até a parada de ônibus, devagar, jogando conversa fora (a história já tinha sido esquecida, naquele momento). Na parada, cada um segue o seu caminho.

Descendo do ônibus, ela segue para atravessar o semáforo que a conduz ao seu destino, que tinha acabado de fechar. Na travessia, ouve uma buzina, de uma moto que estava bem à frente. "Estou realmente bonita hoje", pensa. Mas a buzina se repete algumas vezes, e ela se vira para olhar.

Recebe um aceno de uma pessoa totalmente irreconhecível pelos equipamentos protetores. Percebendo o ponto de interrogação na cara dela, ele tira o capacete, e eis a atração principal da festa de sábado ali, na frente dela.

E se ela não tivesse resolvido retocar a maquiagem e esperar o amigo? E se ela tivesse resolvido atravessar fora do sinal? E se...? São muitas as possibilidades que poderiam ter causado o tão comum desencontro, mas o destino é inexplicável, e resolveu dar o ar de sua graça na vida daqueles dois seres humanos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Friend zone



Na minha cabeça, esse negócio de friend zone era coisa de adolescente que não sabe separar amizade de pegação. No fantástico mundo racionalista de Carol, as pessoas sabem muito bem identificar quando ser amigos, amigos com benefícios, e quando vale a pena investir em algo mais.

Acontece que as pessoas possuem necessidades e desejos diferentes, que às vezes distorcem essa noção de em que patamar colocar o relacionamento. Porque afinal de contas, os relacionamentos não são divididos somente em amigos, amigos com benefícios, peguetes e namorados. Ainda tem o "brother", aquela pessoa companheira, que topa tudo, mas com quem você não compartilha muito da sua vida nem pede um abraço quando precisa.

Acredito que as definições mais complexas sejam a de amigos com benefícios e companheiros. Porque ambas tem limites, quase sempre não muito bem definidos, ou dependem da vontade de ambos para o que quer que seja acontecer. Ou, no caso de algo realmente sério, um dos dois deve dar o primeiro passo.

Com tantas variáveis, acabei aprendendo que a friend zone é menos arriscada do que confiar na racionalidade das pessoas. A não ser que você queira um relacionamento "de verdade" (e tenha alguma noção que a outra pessoa também quer, claro). Mas nesta situação será necessário dar aquele passo inicial, para a friend zone não virar uma prisão eterna de duas pessoas passivas e medrosas.

Mas inevitavelmente um dia você será surpreendido com um sentimento inesperado e precisará colocar alguém na friend zone. Ou é você quem vai confundir tudo, e levará um friendzoned bem bonito na testa, para aprender de uma vez a não se apaixonar pelos seu amigos.