quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Amar é...

Me perguntaram o que é amor.

Amor, para mim, é indefinível. Não sou um dicionário, mal sei explicar o que é uma bola. Uma bola é uma bola. Sei dizer o que ela faz, suas utilidades, mas para mim, é difícil definir a coisa.

[Sim, estou comparando bola com amor. E sim, eu sou a mestre das comparações absurdas. Ouvi isso três anos da minha vida já assumi para mim mesma a situação. Apenas acompanhe o raciocínio. ;)]

O fato é que da mesma forma que não sei dizer exatamente o que é uma bola, mas sei dizer o que ela faz, eu não sei explicar o que é o tal do amor. Mas tenho as minhas convicções sobre o que ele representa, o que ele causa (ou deveria causar) nas pessoas. Por isso o título da postagem não é “amor é”, e sim “amar é”...

Amar é pensar na pessoa amada a cada tempinho livre. É querer ficar junto, não só para satisfazer a sua carência, é querer sanar as necessidades da outra pessoa antes das suas.

Amar é não esperar que a sua felicidade seja despertada pela outra pessoa. É fazer de tudo para deixar a outra pessoa feliz, e ficar feliz apenas por isso.

Amar é pensar no outro antes de tomar as decisões, das mais bobas às mais importantes. Realmente considerar a pessoa como parte da sua vida e demonstrar isso nas suas ações.

Quando amamos, fazemos planos para o futuro. Queremos um futuro com a pessoa amada, não pensamos apenas no presente e nos nossos impulsos imediatos. É buscar crescer junto com a outra pessoa e construir algo maior e único, exclusivo dos dois.

Amar é estar disposto vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para ouvir, abraçar, beijar, acalmar, ajudar e acrescentar algo na vida do outro. É buscar acrescentar algo na vida do outro, ser útil de alguma forma, estar ali quando preciso.

Envolve, às vezes, disfarçar um mau momento por saber que a pessoa está pior que você e ajudá-la antes de procurar ajuda, deixar passar uma atitude besta e talvez impensada para evitar uma discussão, engolir o ego e o ciúmes para não sufocar o outro, deixar o orgulho de lado e ser mais humildes do que realmente estamos dispostos a ser, para não incomodar demais a outra pessoa.

Amar é maximizar os momentos felizes com a pessoa amada, inventar brincadeiras idiotas só dos dois, estar sempre disposto a se divertir com o outro, mesmo em situações onde a diversão não é muito aceita ou fácil de ser conseguida.

É estar disposto e querer conquistar a pessoa amada todos os dias, mesmo que ela já tenha sido de fato conquistada.

Mas, para mim, o principal sintoma do amor, é dizer que ama. Isso foi uma amiga que me ensinou, e não faz muito tempo – faz algumas semanas, para ser sincera. “Se você não diz todo dia que ama, se não reafirma seus votos com o coração todos os dias, é porque você não ama de verdade”, ela disse. E eu assino embaixo.

Não que assumir que ama seja fácil. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com isso. Desde um namorico malsucedido na segunda série, quando eu gostava do menininho mais do que ele de mim, decidi só falar “eu te amo” depois de ter ouvido. Isso magoou alguns indivíduos que aparentemente me amaram, ao longo da minha vida. Mas é um escudo invisível que vesti em mim.

Na verdade, acredito que o amor não se expressa só em palavras.

Aceito a expressão do amor mais e melhor do que as três palavrinhas, que em certos momentos chegam a me assustar. Pois também demonstro mais do que falo. O dia de falar “eu te amo” pela primeira vez sempre chega. É como meu pai gosta de falar sobre fazer sexo: “Minha filha: certas coisas, depois que a gente começa a fazer, a gente não pára mais”. Falar “eu te amo” é uma delas.

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