terça-feira, 12 de outubro de 2010

Philosophy

Hoje eu descobri o que há em comum nos lugares que mais amo em Brasília. Todos esses lugares fazem com que eu me sinta viva, me abrem os olhos para os detalhes da vida, permitem que eu me sinta surpresa com o canto de um pássaro, com o formato das nuvens no céu, e até mesmo com a minha respiração.

Hoje é tão comum vivermos no "piloto automático", que achamos que a nossa rotina é a nossa vida. Mas não é. A rotina, o trabalho, a família, os estudos, são parte da nossa vida. A vida é o conjunto dos fenômenos naturais, os animais,  de tudo que está e acontece a nossa volta independente das nossas escolhas.

Quando crescemos, perdemos a capacidade de nos surpreender. Acostumamo-nos com o que achamos que é a vida, e deixamos de admirá-la. Quando foi a última vez que você parou para ver o formato das nuvens, ouvir um passarinho, esquecer do tempo e deixar de reparar no óbvio (pessoas, carros, música)?

Para isso é que servem os lugares prediletos. Eles nos lembram que há uma vida acontecendo além das nossas rotinas diárias. Lembram que é bom e é preciso esquecer de tudo por alguns instantes.

Sem lugares assim, ou tempo para fazer coisas assim, a vida passa enquanto achamos que estamos vivendo, e no final, vemos que fomos apenas robozinhos em busca do que a sociedade nos impôs: dinheiro, marido/esposa, diploma, um bom emprego, e deixamos de pensar, e morremos sem saber, qual é o real sentido da vida, o que há de bonito nela, e por que estamos aqui.



Ermida Dom Bosco (retirada do site http://www.hoteliernews.com.br)

Praça dos Cristais

Vista da Torre de TV

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