Eu sempre tenho que decidir alguma coisa. Sempre tenho um planejamento a fazer. Nenhuma semana da minha vida é igual a outra. E eu me pego pensando a dinâmica maluca da minha vida não é feita por mim. Não é uma coisa fácil de se admitir, mas eu acho que eu as vezes crio situações imaginárias que acabam se tornando reais e me colocam em xeque e não me deixam cair no comodismo. E isso nem sempre é bom.
Por que eu tenho que ser apaixonada por outra cidade, sem ser a minha, e só pensar em me mudar para lá? Por que eu não consigo não me envolver emocionalmente com ninguém, pelo menos por algum tempo? Por que dou tanto valor a minha vida social? Porque sou tão apegada aos meus amigos e desapegada da minha família? Por que eu estou sempre cheia de planos e planejamentos, e decisões para tomar?
Será que esta é a melhor forma de se viver a vida? Será que planejar nossos passos minunciosamente é realmente tão necessário assim, ou "deixar acontecer, deixar passar" é a melhor forma de se viver?
Eu sinto como se, se eu não planejar a minha vida, eu não vou ter tempo para fazer tudo que quero. Se não viver tudo intensamente, não viver a vida agora, não vou conseguir viver depois. E daí vem as paixões platônicas, as discussões de valores familiares, os sonhos e desejos que quero realizar e todas as outras coisas que ocupam a minha mente e não deixam minha vida parada.
Para complicar ou para resolver (ainda não pensei direito sobre isso), me aparecem com a frase de John Lennon "A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos nosso futuro."
Acho que no fim, a conclusão é a mesma de sempre: dosagem certa. Nada de extremismos. Planejar e viver, ao mesmo tempo. Mas acho que até eu me convencer disso, ainda vou invejar quem apenas vive.

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