quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Defeitos

Eu tenho zilhões de defeitos. O mais recentes, que afetaram alguém, foram:

1. Ficar "guardando" as coisas e depois despejar de qualquer jeito minha coleção de mágoas em cima da pessoa.

2. Não saber lidar com as coisas que me acontecem, especialmente com as pessoas, não sabendo balancear meu tempo com elas.

3. Minha extrema valorização da solteirice, que recebe esse nome apenas de fachada, pois na verdade o que tenho é um puta medo de me relacionar e ser magoada, coisa que não to a fim agora, definitivamente. Além de achar que um relacionamento não deve ser criado na base da conveniência. Não amo, pra que me comprometer?

4. Gostar e me preocupar demais com alguém a ponto de achar difícil me afastar, mesmo sabendo que é o melhor.

5. Estar em um momento da minha vida em que olhar para mim é essencial, o que acaba parecendo egoísmo, e no fundo é um pouco. Eu preciso resolver minhas coisas, não posso viver a mercê das birras de ninguém.

6. Deixar de lado algumas pessoas. A justificativa é simples: eu investi na amizade enquanto pude. Quando precisei, não recebi nada do investimento de volta. Sim, eu racionalizo até as minhas amizades. Mas me ajudou a separar pessoas que realmente se importam comigo de pessoas que só estavam lá nos bons momentos. Quero amigos de verdade para a vida toda. Porque a vida toda eu consigo companheiros de boteco fácil, fácil.


Ok, tornei meu blog um confessionário. Mas se eu confesso meus erros, é porque os conheço bem. E sei que hipocrisia não é um deles. Eu tenho os meus momentos de liberar meu veneno, além de acordar de vez em quando com o ovo virado, mas posso afirmar que falsa eu só sou com exatamente duas pessoas, que nem são tão importantes assim na minha vida, pessoas que vejo uma vez a cada dois meses no mínimo, e que exigiram essa postura de mim por uma boa convivência.

Na minha opinião, isto é muito melhor do que criar barreiras contra as pessoas e não gostar de ninguém e ser considerado chato, ou ser superficial ao ponto de conseguir se relacionar com o mundo inteiro, mas não ser capaz de criar relacionamentos verdadeiros e duradouros, se tornando uma pessoa rodeada de gente, porém só.

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