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quarta-feira, 30 de maio de 2012

The Diary of Anne Frank

Estou fazendo uma interminável arrumação do meu quarto, aquelas em que separamos o que jogar fora, encontramos coisas do outros que deveríamos ter devolvido há anos, cartas antigas, cacarecos inúteis que juntamos, enfim... na bagunça encontrei uma redação que fiz no meu último semestre do curso de inglês, em 19.08.2006, uma revisão de um livro. Adoro encontrar provas antigas em que tirei a nota máxima, como é o caso. Triste é encontrar redações e ver que eu escrevia melhor do que hoje. Mas vou deixar isso de lado e postá-la aqui.


The Diary of Anne Frank was written by Anne Frank during the Second World War. It is a true story about a Jewish girl that had to live hidden for two years, because the Nazi police had sent a call up notice for her father and sister to go to a concentration camp. The book talks about her life when in the Annex, where she was hidden, and it is really interesting because she is a teenager growing up with all of the doubts that a teenager had, but aggravated, because she doesn't go out, and her reality is totally different from ours.

It is, obviously, a diary book. So, it contains parts that seem really confidential. And this is nice, specially when you are a teenager, because there you read things that you used to write in your own diary, things that you expect nobody to read. Anne did some modifications because the German government had said that they would make a collection of letter and diaries after the war to publish.

When I first read the book, I wasn't a teenager yet. I was just a child who thought all of those wars and books about wars were exaggerated, and it seemed unreal for me. Now, when I read it I do as if it is a school book that teaches people how to live in peace by showing the consequences of not doing it. And it is useful, because you become so shocked that you just can't imagine all of those things happening again.

In my opinion, The Diary of Anne Frank is a very special book, not just because it is a diary, or because it talks about the Second World War. It is a special book because Anne is true, sincere, and she is not afraid of telling what she feels in any situation. And it tells us about the changes that a girl living during the war can suffer, and how all of those things - war, genocides - are stupid.

Anne Frank didn't have a happy end. In August of 1944, the Secret Annex was found and the Nazi took Anne and her family to the concentration camps, where most of her family died. But Anne is an example of faith and optimism in bad and sad situations. In her diary, she was always writing that she believed that God would save the Jews.

I totally recommend The Diary of Anne Frank for people who want to learn not about the Second World War, but how a girl survives in a house with many people, during a war, without going out or having any social life, but all the time being optimist.

"These are the thought and expressions of a young girl living under extraordinary conditions, and for this reason her diary tells us much about ourselves and about our own children. And for this reason, too, I felt how close we all are to Anne's experience, how very much involved we are in her short life and in the entire world." - Eleanor Roosevelt

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Óculos Escuro

A música vêm de dentro dela. A toma, e ela não sabe se dança, se canta ou se fica parada, e na verdade não sabe exatamente qual destas coisas está fazendo, pois não tem pleno controle de todas as suas ações.

A fumaça que entra em sua boca faz o caminho até os seus pulmões a refrescando, e ela quer que aquele momento dure para sempre. Mas também quer viver outros momentos. Minutos de indecisão sobre qual das várias sensações maravilhosas escolher.

Os olhos dela captam tantas informações que ela se confunde, e os fecha. Ao fechá-los, os outros sentidos se aguçam e a música novamente toma o seu corpo; seu tato se torna incomparável e novamente ela se perde no tempo e no espaço.

Por isso o dia seguinte às vezes é triste. Porque ela sempre encarou tudo como um momento, algumas horas felizes e surreais em sua vida pacata.

E no dia seguinte a este dia maravilhoso em que ela não se conforma em se recolher à sua depressão, e sai para ver a vida com uma companhia maravilhosa, ela vê que o dia seguinte não precisa ser depressivo. Não será igual ao anterior, mas não precisa ser triste.

Afinal, a alegria e o amor existem, e ela já consegue enxergá-los.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Philosophy

Hoje eu descobri o que há em comum nos lugares que mais amo em Brasília. Todos esses lugares fazem com que eu me sinta viva, me abrem os olhos para os detalhes da vida, permitem que eu me sinta surpresa com o canto de um pássaro, com o formato das nuvens no céu, e até mesmo com a minha respiração.

Hoje é tão comum vivermos no "piloto automático", que achamos que a nossa rotina é a nossa vida. Mas não é. A rotina, o trabalho, a família, os estudos, são parte da nossa vida. A vida é o conjunto dos fenômenos naturais, os animais,  de tudo que está e acontece a nossa volta independente das nossas escolhas.

Quando crescemos, perdemos a capacidade de nos surpreender. Acostumamo-nos com o que achamos que é a vida, e deixamos de admirá-la. Quando foi a última vez que você parou para ver o formato das nuvens, ouvir um passarinho, esquecer do tempo e deixar de reparar no óbvio (pessoas, carros, música)?

Para isso é que servem os lugares prediletos. Eles nos lembram que há uma vida acontecendo além das nossas rotinas diárias. Lembram que é bom e é preciso esquecer de tudo por alguns instantes.

Sem lugares assim, ou tempo para fazer coisas assim, a vida passa enquanto achamos que estamos vivendo, e no final, vemos que fomos apenas robozinhos em busca do que a sociedade nos impôs: dinheiro, marido/esposa, diploma, um bom emprego, e deixamos de pensar, e morremos sem saber, qual é o real sentido da vida, o que há de bonito nela, e por que estamos aqui.



Ermida Dom Bosco (retirada do site http://www.hoteliernews.com.br)

Praça dos Cristais

Vista da Torre de TV

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Auto-puxão-de-orelha

Uma das coisas mais importantes que sempre me foi ensinada pelo meu pai, e por vários dos livros que li em toda a minha vida, e que hoje posso dizer que é o um dos principais valores da minha vida, é: todos tem algo a ensinar, e você tem sempre o que aprender.

E por mais óbvio que seja este valor, o que mais vejo hoje em dia são pessoas que acham que já sabem de tudo, ou mesmo que reconheçam sua ignorância em certos aspectos da vida, não fazem absolutamente nada para mudar sua situação.

Não quero dar lição de moral em ninguém, aqui. Esta postagem é para mim mesma. Pois percebi que às vezes negligencio o conhecimento e as experiências de vida de algumas pessoas, por algum preconceito enraizado no meu mapa mental. E com muito mais frequência, absorvo em um dado momento o que a pessoa tem para me ensinar, mas simplesmente não aplico na minha vida.

Descobri isso hoje, motivada por uma conversa que tive com um colega de sala com quem nunca havia conversado. Na fase inicial de uma conversa com um estranho, tenta-se descobrir pontos em comum falando sobre nossas rotinas diárias, e foi assim que aconteceu.

Este meu colega de classe trabalha durante o dia, faz faculdade à noite e lá no campus, possui uma venda de salgados, onde ele fica antes das aulas, no intervalo e no final. E o ponto em comum que descobrimos e sobre o qual estávamos conversando, era o aprendizado de línguas. Além de tudo o que citei, ele faz inglês duas vezes por semana no horário de almoço, e estuda espanhol por conta própria com livros e video-aulas que comprou.

Um método de aprendizagem que ele tem usado para o inglês é o seguinte: todos os dias ele entra em um site (não sei ainda qual é - perguntarei), e olha uma lista de verbos. Ele escolhe dois verbos que o agradam, alimenta uma planilha onde coloca a tradução do verbo e faz as devidas conjugações no presente, passado e futuro. No dia seguinte, ele faz uma frase para cada tempo verbal de cada verbo que aprendeu no dia anterior, além dos anteriormente aprendidos - tarefa acumulativa.

Achei o método interessante, e me propus a executá-lo. Mas no dia seguinte, pensando sobre isso, lembrei do meu esquecido caderno oficial de francês, no qual nunca termino de transcrever o conteúdo do caderno de rascunho. Também lembro dos trabalhos da faculdade que deixo para o dia anterior à entrega, e todos os assuntos que tenho deixado para resolver "amanhã".

E esta postagem é um puxão de orelha em mim mesma, para que todo o meu público internauta veja um grande defeito meu, que pretendo corrigir. Preciso deixar de ser preguiçosa e fazer as coisas que tem que ser feitas, no dia em que elas aparecerem, não no final do prazo de resolução.

E preciso deixar de ignorar o conhecimento que adquiro com as outras pessoas. Admirar a forma de vida dos outros é tão fácil, não é? O que mais vejo são pessoas comentando da "inveja boa" que têm daquelas pessoas que praticam esportes ou fazem academia, lêem um ou mais livros por mês, comem salada, estão sempre de bem com a vida, enfim, que possuem hábitos física e psicologicamente saudáveis. Mas adotar esses hábitos, é sempre uma meta do check-list do "amanhã" que nunca chega.

Eu só posso esperar e me empenhar para que a última coisa que eu abandone seja exatamente esta mania de abandonar tudo no meio do caminho.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Californication


Confesso que o que me chamou a atenção para este seriado foi uma propaganda que vi na televisão, que mostrava o personagem principal com cerca de 20 mulheres diferentes - um sedutor nato. Fiquei curiosa para saber como ele lidava com a situação e como ele fazia para não deixar uma mulher encontrar a outra (já que, na vida real, a coisa não é assim tão fácil, vamos combinar). Na falta do que fazer em certos momentos ultimamente, resolvi baixar e começar a assistir.

O personagem principal deste seriado é Hank Moody, um escritor que saiu da inspiradora cidade de New York para ir fazer um filme sobre seu último livro na Califórnia.

A história gira entorno dos relacionamentos sexuais de Hank com as várias mulheres que cruzam o seu caminho de escritor que perdeu sua musa inspiradora - já que após o término do relacionamento com o amor de sua vida, ele simplesmente não conseguiu mais escrever.

Entre as muitas mulheres que passam pela vida de Moody, as mais frequentes são Becca, sua filha extremamente precoce de 12 anos - precoce ao ponto de cuidar mais do pai do que ele da filha - e Karen, a mãe de sua filha, com quem viveu durante muitos anos sem se casar, e com quem divide a guarda da pimpolha metida a adulta.

Devo dizer que as cenas de sexo são o ponto alto da série, já que o humor fica mais raro à medida que a série se desenvolve e os dramas aparecem - bem como a verdadeira vida de Hank, que ele esconde atrás de peitos, bundas, cigarros, maconha e vodca (e me acreditem, isso não é tão divertido quanto parece).

As tramas paralelas dos outros personagens são do típico estilo californiano: um agente de livros e filmes que é demitido e começa a agenciar filmes pornô, uma depiladora viciada em cocaína, um astro do rock cinquentão que vive como um adolescente em sua mansão, e uma adolescente que tenta parecer adulta.

Indico a série para quem gosta desse tipo de drama - já que não posso realmente considerar a série uma comédia - tipo "odeio a Califórnia mas já que estou aqui, minha vida é uma merda e tenho dinheiro, vou aproveitar!"

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Meu Reino por um Túmulo

John J. Malone é um pequeno advogado - que talvez se enquadrasse melhor na profissão de detetive particular -, suponho eu dos anos 50 ou 60. Com um charuto no bolso ou na mão, esse pequeno e inteligente personagem de Craig Rice mora num hotel e usa táxis para se locomover em Chicago, a "Cidade dos Ventos" e de vários crimes, que ele muitas vezes é incubido de resolver.

Um alcoólatra enrustido, Malone dedica muito do seu tempo bebendo whisky com cerveja no bar de Joe, o Anjo, onde faz o social com os amigos e analisa a sua situação, muitas vezes delicada, ao tentar desvendar os crimes mais complexos.

Neste livro, essa figura é chamada por Hazel Swackhammer, dona da maior empresa de cosméticos da época, Delora Deanne, até a sua casa. Delora também é o nome da linda modelo que representa a marca.

Ansioso por conhecer a mulher com quem muitas vezes sonhara, Malone espera na sala de visitas da casa de Hazel, e se surpreende ao tomar conhecimento de seis mulheres: Hazel, a "cabeça", quem concebeu todo o projeto, Gertrude Bragg - o rosto, Eula Stolz - busto e pernas, Louella Frick - os pés, Rita Jardee - a voz, e Eva Lou Strass - as mãos, que ele não conhece, pois ela não compareceu à reunião.

Ainda surpreso e de certa forma decepcionado por Delora ser cinco mulheres (algumas delas com apenas uma parte do corpo realmente bela), Malone acompanha Hazel ao seu escritório, onde abre uma das correspondências da manhã de sua anfitriã: uma pequena caixa de cetim branco, contendo um maravilhoso e caro par de luvas, preenchidas com um belo par de mãos embalsamadas, as mãos de Eva Lou.

Agora Malone deve descobrir o paradeiro do corpo da modelo, quem está por trás disso tudo e prestar muita atenção ao que acontece à sua volta - afinal, parece ser do interesse do assassino enviar cada parte de Delora Deanne à Hazel Swackhammer em uma caixinha, e ele não pode deixar que isso aconteça.

Este livro vale muito por cada surpresa que se tem ao ler, cada cena cômica de seus personagens - afinal, Craig Rice consegue nos divertir mesmo numa cena de assassinato! -, e com cada volta em Chicago que Malone dará para resolver este mistério. Fica a dica!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Essa noite eu não quero sonhar...

Pensei demais, corre o risco de eu sonhar com o fim do mundo, com a minha morte ou algo do gênero.

Hoje foi um dia extremamente produtivo. Consegui fazer vários slides para a apresentação de quarta-feira (Mudança Comportamental no Ambiente Organizacional, sala 211, Adm, UPIS, 21:30h :P), estudei para o concurso da CEF, discuti evolucionismo e criacionismo, assisti aula (não matei nenhuma!), lavei a alma conversando com um amigo e estou prevendo uma crise de criatividade para esta madrugada.

Mas por enquanto, abuso da criatividade dos outros.

"Que é a vida? Dizei-me, ó brancos, vós que sabeis os segredos deste mundo, e do mundo das estrelas que brilham por cima, e do outro mundo que está para além das estrelas! Dizei-me, ó brancos, dizei-me o segredo da vida! Donde vem ela, para onde vai? Não podeis, não sabeis! Escutai então! Nós saímos da treva, e para a treva marchamos. Como um pássaro acossado pela tormenta, nós saímos do fundo da escuridão: durante um momento passamos, e as asas brilham-nos à luz das fogueiras, depois, de novo e para sempre, mergulhamos na treva! A vida é o pirilampo que fulgura de noite, e de dia é negro! É o hálito dos rebanhos no ar de inverno! É a sombra que corre sobre a relva, e que desaparece ao poente..."

As Minas do Rei Salomão, Henry Rider Haggard

Vou fazer algumas listas e tentar não sonhar. Amanhã conto se consegui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A carruagem de Platão

Em Fedro, Platão faz uma metáfora que fala profundamente comigo.

Ele compara o ser humano a uma carruagem, na qual os cavalos representam os instintos, sempre tentando puxar a carruagem para onde os convém. O cocheiro desta carruagem representa a razão ou a inteligência, que segura as rédeas, a nossa vontade.

Nosso equilíbrio advém da racionalização dos nossos impulsos no sentido de nos manter no rumo que escolhemos através dos nossos valores. Quando não conseguimos controlar nossos impulsos, certamente há algo de errado com o cocheiro ou com as rédeas, e a consequência pode ser uma dor na consciência por alguns dias.

(Preciso ver o que houve com o meu cocheiro.)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ontem (ou Introspecção)



Eu estou começando a me convencer de que escrevo porque não sei falar.

"A música seduz. Mas ainda é mais cara
Se não se ouve. Dai-nos, flautas, vosso tom;
Não para o ouvido. Dai-nos a canção mais rara,
O supremo saber da música sem som:
Jovem cantor, não há como parar a dança,
A flor não murcha, a árvore não se desnuda;
Amante afoito, se o teu beijo não alcança
A amada meta, não sou eu quem te lamente:
Se não chegas ao fim, ela também não muda,
É sempre jovem e a amarás eternamente.
"
(John Keats)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde...

... desde às três eu começarei a ser feliz."

Eu não consigo não me emocionar cada vez que leio O Pequeno Príncipe. Se o Antoine de Saint-Exupéry estivesse vivo, eu mandaria ele se foder com a genialidade dele.
Certamente, para mim, é o melhor livro já escrito nesse planeta.

Enfim. Está tarde e tenho que ir. Porque "eu sou responsável pela minha rosa...".


Acho que estou apaixonada.