sábado, 20 de novembro de 2010

Yesterday

Vinha me perguntando, especialmente nos últimos meses, como seria te encontrar, caso isso ocorresse.
No começo, o coração ainda batia forte, o arrependimento aparecia junto com os ataques de gastrite e eu ficava confusa. Mas ontem, eu estava controlada e decidida.

Dois meses atrás, eu iria ao seu encontro, tentaria conversar com você, talvez até te abraçaria para impedir alguma atitude impensada sua. Um abraço que ia doer, como todos os abraços que nos demos após o mês de maio - talvez até mais.

Confesso que, ao parar para pensar na minha atitude - não ir ao seu encontro, e sim ao dele, - me veio uma enxurrada de consciência. A consciência de que o passado passou e não volta, que não dá para viver hoje uma realidade totalmente diferente em nome do que foi bom, mas se foi - o que, afinal, sempre foram as razões para tudo ter acabado.

E o que me atormentaria algum tempo atrás se tornou uma confirmação dos meus sentimentos, tanto da falta deles por você, quanto da veracidade e da força dos que sinto por ele. E o momento de tensão que durou menos de cinco minutos e me fez desperdiçar uma cerveja inteira, e sair de um lugar aconchegante, se tornou um papo divertido em outro lugar, que me trouxe à memória tudo de bom que aconteceu entre mim e ele, enquanto nós éramos apenas raios e trovões.

Me falaram: "você tinha muito a perder com a atitude que tomou". Ao que eu respondi: "o que eu tinha a perder já havia sido perdido, antes mesmo de eu tomar qualquer decisão ou fazer qualquer coisa".

Na verdade, eu não estava tão certa, porque perdi uma família, e é o que mais me faz falta hoje em dia, principalmente ao apreciar as luzes de natal e lembrar dos presentes, de um gato brincando com as bolinhas da árvore de natal, da caça ao ovo de páscoa e tantas outras coisas - que com certeza vou repetir daqui alguns anos, quando estiver pronta para isto novamente.


Como uma filha que finalmente entende a morte da mãe (e você sabe que eu sei do que estou falando), entendo e aceito o fim, e desejo o melhor a você, onde quer que você vá.

Eu te amei de uma forma inimaginável e inexplicável, e mesmo tendo achado, no começo, que nunca amaria e seria amada como fui, descobri que isso é possível, pois o amor também se escolhe e se constrói. Espero que você aprenda isso também, e seja muito feliz.



Cuida daquele gato laranjado que atende pelo nome de Bóris, porque eu ainda amo muito ele. :)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"I'm gonna love you like I've never been hurt before...

I'm gonna love you like I'm indestructible."




Isso vale para todos vocês em quem deposito minhas esperanças e expectativas.
Sigo sem a influência de traumas, a partir de agora.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Finalmente começo a trabalhar, amanhã.
Das 11h às 19h, seis dias por semana, com folgas não necessariamente aos fins de semana.

Pelo menos o horário não me exige sacrifício da vida social.



Enfim, começo a organizar a cabeça, os hormônios, acalmar a gastrite e as TPM's, e tudo começa a voltar ao normal...

domingo, 7 de novembro de 2010

Solidão

Tem dias que você não quer nada além de uma companhia para ficar quietinho do lado, sem conversar, vendo um filme, ou jogando algum jogo de tabuleiro.

Ouvindo música, ou mesmo indo pra balada, fechar o olho e dançar sem se preocupar com nada, mas saber que tem alguém ali do lado que quando você quiser vai te dar um abraço e dançar com você.

Alguém que talvez fique tagarelando sem parar do seu lado, coisas úteis e inúteis também, e que não vai te deixar falar, ou sequer pensar, nos seus problemas, com tantas distrações.

Nesse dia eu percorri minha modesta lista de 98 contatos do celular, e consegui contar nos dedos de uma mão quantos, a meu ver, estariam dispostos a fazer isso por mim.

Mas cada um tem seus dias, suas preocupações, seus planos, e para alguns eu cheguei tarde. Para outros, eu fui a segunda opção.

E a companhia que vai falar por horas ao meu lado, vai me distrair, talvez me fazer rir com algo bobo que eu encontrar, vai me por para ouvir música, jogar um jogo de tabuleiro, enfim, deixar eu fazer o que quiser – menos me dar um abraço, haha - , é o meu fiel companheiro:

O notebook.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Denominações

A maioria de nós, seres humanos, tem a mania de denominar as pessoas por suas características.
- Nossa, a Carol estava tão mal arrumada naquela festa!
- Carol? Que Carol?
- Aquela, baixinha, do cabelão!

Essa é uma definição minha. Mas as vezes denominamos as pessoas por traços da personalidade, que identificamos em algumas situações... e eis uma história particular sobre isso.


Era uma sexta-feira e ela e um pequeno grupo de amigos (3, para ser mais exata) ficaram sabendo que haveria um show de uma banda de metal que eles gostavam, na cidade.

Compraram algumas cervejas num supermercado e foram para o local antes do horário previsto, na intenção de beber antes e entrarem no evento mais animados. Mas eles não eram os maiores especialistas em cerveja. Na verdade, todos eles tinham acabado de completar 18 anos. Chegando lá, a cerveja já estava praticamente quente.

O show serviu para mostrar ao grupo que seus gostos musicais eram muito refinados e interessantes para ficar dentro de casa, mas não para se misturar com as pessoas que também gostam (se é que vocês me entendem). Saindo de lá, resolveram afogar suas decepções num buteco conhecido pelo mau atendimento, mas que é famoso entre os universitários, PDS.

Um dos meninos do grupo encontrou alguns amigos de infância no bar e começou uma conversa longa, animada, e totalmente fora da compreensão do resto do grupo, afinal, ninguém da mesa o conheceu naquela época. O atendimento estava péssimo e a cerveja vinha de meia em meia hora. Eles estavam com fome e o bar não estava fazendo nenhum petisco.

Ao lado do bar, a salvação: uma pizzaria. Ela foi com a amiga lá. Pediu ao caixa, que anotou o pedido, cobrou, e avisou que as chamariam quando a pizza ficasse pronta. Com o estoque de paciência quase no fim, elas esperaram pacientemente, até começarem a ver que estavam chamando pessoas que foram atendidas depois delas para pegar as pizzas, e a delas não saía.

Foram questionar o atendente responsável por entregar as pizzas. Ele, num momento de iluminação, ficou radiante e disse:

- Aaaah! Vocês provavelmente são as donas dessa pizza! Já estava aqui parada há um tempo, eu já ia devolver...
- Como assim? Por que você não nos chamou?
- É porque aqui, nós chamamos a pessoa pelo nome que está no papelzinho colado na caixa pizza, só que não tinha o nome de vocês...
- Como não? Me dá o papelzinho para eu ver!

O atendente, meio sem graça, entregou a pizza, com o papelzinho colado. Onde era para ter o nome do cliente, estava escrito: "meninas mau humoradas".

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que tenho a dizer sobre o feriado prolongado é:

1. Eu tenho amigos lindos e os amo, mesmo os mais chatos, cabeça-dura e doceiros.

2. É bom me encontrar e jogar conversa fora com pessoas que escolhem não estar tão próximas, mas que uma vez ou outra me permitem ter o privilégio da companhia delas por algumas horas.

3. Eu preciso começar a trabalhar e sair dessa vida! (risos)

4. Eu consigo viver e ser feliz mesmo com pouco dinheiro, e acho que até certos programas ficam mais divertidos (mas só se todo mundo tá sem dinheiro também :P)

5. Eu SEMPRE deixo as coisas para a última hora, e isso me prejudica um pouco. Mas funciono bem sob pressão e na última hora me viro mesmo.

6. Estou aprendendo devagarzinho como me entregar aos relacionamentos. E está sendo bom.

7. Preciso regular meu relógio biológico (acordei 14h hoje).

8. Adoro Administração Financeira e Orçamentária.

9. Facebook definitivamente é a melhor rede social dos últimos tempos.

10. Tenho que ter mais paciência com algumas pessoas.