Tem dias que você não quer nada além de uma companhia para ficar quietinho do lado, sem conversar, vendo um filme, ou jogando algum jogo de tabuleiro.
Ouvindo música, ou mesmo indo pra balada, fechar o olho e dançar sem se preocupar com nada, mas saber que tem alguém ali do lado que quando você quiser vai te dar um abraço e dançar com você.
Alguém que talvez fique tagarelando sem parar do seu lado, coisas úteis e inúteis também, e que não vai te deixar falar, ou sequer pensar, nos seus problemas, com tantas distrações.
Nesse dia eu percorri minha modesta lista de 98 contatos do celular, e consegui contar nos dedos de uma mão quantos, a meu ver, estariam dispostos a fazer isso por mim.
Mas cada um tem seus dias, suas preocupações, seus planos, e para alguns eu cheguei tarde. Para outros, eu fui a segunda opção.
E a companhia que vai falar por horas ao meu lado, vai me distrair, talvez me fazer rir com algo bobo que eu encontrar, vai me por para ouvir música, jogar um jogo de tabuleiro, enfim, deixar eu fazer o que quiser – menos me dar um abraço, haha - , é o meu fiel companheiro:
O notebook.

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