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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Israel - quinto marcante dia

Eu demoro, mas continuo e termino quase tudo que começo. A motivação para voltar a escrever sobre Israel veio de um amigo, que pediu que eu escrevesse sobre a experiência, e do intercâmbio na França, para o seu blog. Demorei tanto para começar uma e terminar outra (esta série de postagens sobre minha viagem), que meu amigo resolveu ir conhecer Israel com seus próprios olhos. hahahaha

Ele se inscreveu no mesmo programa que participei, e foi selecionado. Cabalística é a data da viagem: 2 de janeiro, meu aniversário. Tenho certeza que ele vai escrever para o próprio blog sobre a experiência, por isso vou continuar a série aqui e escrever sobre a França para ele.

Cemitério Har Herzl

Meu quinto dia em Israel foi um dos mais marcantes, e um dos que mais aprendi. Acordamos cedo, como de costume, tomamos café, fizemos o check-out e fomos para o Har Herzl, ou Monte Herzl, um cemitério no lado oeste de Jerusalém.

O nome do cemitério é uma homenagem a Theodor Herzl, o fundador do moderno Sionismo político, visionário do Estado de Israel, que está enterrado lá.


Túmulo de Theodor Herzl


Algumas áreas do cemitério são militares, com um memorial aos soldados que lutaram em defesa de Israel.

Em Har Herzl também estão enterrados líderes sionistas, alguns presidentes e três primeiros-ministros israelenses, entre eles Yitzhak Rabin, cuja história conhecemos alguns dias depois, em Tel-Aviv.



Shawarma. Foto da internet.
Do cemitério fomos para o mercado ao ar livre Manaché Yehuda almoçar. Lá comi pela primeira vez shawarma, um prato árabe, que é um churrasco de cordeiro (neste lugar, mas já vi com outras carnes) assado num espeto vertical. Fatias mais finas do que as do churrasco que estamos acostumados são tiradas, e o restante fica assando, no espeto. Foto da internet.

O churrasco é servido na pita, que é o pão sírio, usado para alimentação com as mãos no país. A salada que eu não peguei, era tomate e pepino - para variar, tinha isso até no café da manhã em todos os lugares, e tinha outras coisas que até hoje não sei o que eram também, além do molho delicioso tahine, que eu amo de paixão e hummus. Desculpas a quem lê, mas não dá para explicar o que é cada ingrediente. Mas estava delicioso. E foi servido com batatas fritas.


A tarde estava reservada para o Yad Vashem, que só dá para definir o que é com a Wikipedia: "Autoridade de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto". Sem dúvidas um dos lugares mais ricos fantásticos onde fui na minha vida. Começando pela vista, que aproveitei para registrar, já que dentro do museu isso não seria possível.

Eu, contemplando a vista do Yad Vashem
Sem dúvida o local é o maior memorial do Holocausto do mundo. O museu é moderno, com vários recursos audiovisuais de qualidade. Recebemos um aparelho tipo walkie-talkie que nos ligava a guia do grupo, que contava muitas histórias e dava explicações durante a visita.

No museu há desde objetos pessoais de vítimas do holocausto a testemunhos dos sobreviventes, tudo em ordem cronológica, o que facilita o entendimento e o sentimento. É difícil explicar o que se sente naquele lugar.

Ao final, há a Sala dos Nomes, memorial aos 6 milhões de judeus assassinados no Holocausto. Na internet tem algumas fotos, é lindo. Lá também tem computadores que acessam o maior banco de dados de vítimas do Holocausto, também disponível no site da organização. Vale a pena ler mais sobre o local, é um trabalho  memorial muito bonito.




Do lado de fora do museu há o Jardim dos Justos Entre as Nações. Sabemos que certos não-judeus se arriscaram para salvar os judeus durante a guerra. Esses casos foram analisados e mais de 22 mil pessoas receberam um certificado e uma medalha em reconhecimento e agradecimento pelos seus feitos, tendo seus nomes registrados no jardim.



Vagão de um trem usado na guerra, Yad Vashem


Além disso, há vários objetos artísticos e relacionados ao Holocausto fora do museu, como um vagão de trem que foi usado para levar os judeus a um campo de concentração.

O Yad Vashem é um tesouro que eu espero que dure eternamente. Vale a pena ler mais sobre isso, para quem se interessa no tema Holocausto.



No final do dia estávamos tristes com o que vimos no museu. Felizmente, o hotel para onde fomos era ótimo (o  melhor da viagem, devo dizer), com um grande jardim e uma piscina, e recuperamos as energias. À noite, fomos a uma balada na rua Ben Yehuda, que apesar da música diferente (não era nem em hebraico, era pop antigo) foi bem legal. A noite terminou bem, sem exageros, pois 7h da manhã teríamos que acordar para continuar a viagem: era dia de conhecer Tel Aviv.

Tem sido muito bom rever tudo que aprendi no intercâmbio, ao escrever essas postagens. Creio que em breve terminarei meu pós-diário de viagem. :)

sábado, 16 de junho de 2012

Israel: Jerusalém - dia 2

Já fez um ano que parti para os dez dias mais intensos da minha vida, como gosto de definir. E muito tempo desde que parei de registrá-los. Vou aproveitar esta tarde chuvosa para gastar minhas calorias indoor, escrevendo. Clique na foto para ampliar.

by CarolinaTorresdeCastro 2011

A manhã de sábado passou enquanto eu dormia profundamente. A parte da manhã era "family time", um momento para os participantes com família em Israel receberem seus parentes no lobby do hotel. Depois, almoçamos e fizemos uma atividade que não me lembro qual era, e partimos caminhando - afinal, era shabat - pela cidade, para conhecer outros locais.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
Construção em Jerusalém - raridade, por onde andei


Andando pela cidade quase deserta, passamos por uma construção, que eu tive que tirar foto, afinal, tudo em Jerusalém parece - e a maioria é - extremamente velho. 

Passamos por alguns ministérios, pela Suprema Corte, pelo Knesset (parlamento) e outros prédios governamentais.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
Placa da faixa de pedestres







Finalmente consegui tirar uma foto da placa "de chapéu". É a placa da faixa de pedestres em Israel, na maioria o homem já não usa chapéu, mas com sorte ainda encontramos algumas clássicas.





Chegamos ao Museu de Israel, com sua bela arquitetura. Na entrada, ainda de fora, há uma maquete de 2.000 m2 de Jerusalém na época do Segundo Templo, inclusive com uma réplica do Templo de Herodes. É incrível a quantidade de detalhes da obra.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
Museu de Israel, Jerusalém
by CarolinaTorresdeCastro 2011
 Maquete Jerusalém aprox. 66 d.C.
by CarolinaTorresdeCastro
Maquete Jerusalém, Museu de Israel, 2011
by CarolinaTorresdeCastro 2011
Maquete Templo de Herodes

No interior do museu, ficam manuscritos antiquíssimos encontrados perto do Mar Morto, e artefatos encontrados em Massada. Fiquei impressionada com os papiros, que vi pela primeira vez e não pude registrar por causa da política do museu, que é bem gelado, meio escuro e tem proteções em volta de todas as obras.

Saindo do museu, no Jardim da Arte, a escultura de Robert Indiana: Ahava (אהבה, amor em hebraico), feita em 1977 em aço patinável (cor-ten steel). Eu acho essa escultura linda. Até fiz um coraçãozinho com a mão para o meu namorado da época, com o qual terminei um mês depois. A experiência e a foto ficaram, ainda bem.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
Ahava (אהבה, amor em hebraico): escultura do americano Robert Indiana
Jerusalém também é cheia de morros e colinas. O Museu de Israel é em cima de uma, o que dá uma vista legal para quem subiu até lá. Perfeito para uma foto.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
Jerusalém, Mai/2011
O dia começou light e terminou pesado, com uma atividade triste sobre o holocausto. Era uma preparação para o dia seguinte, onde visitamos o Yad Vashem, o Museu do Holocausto. Depois percebi que aquele dia foi uma espécie de descanso da alma, preparando para o que veríamos no nosso quinto dia no país.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Israel - parte 3 - Jerusalém

A aproximação da cidade me fez despertar do meu sono embalado pelo movimento do ônibus. Há alguns quilômetros de Jerusalém, já era possível sentir a energia contagiante da cidade. Arrepiei.

A primeira parada na cidade foi entre a Hebrew University e a Hecht Synagogue, onde é possível ter uma vista privilegiada da cidade.

by CarolinaTorresdeCastro
by CarolinaTorresdeCastro













No início da Shehecheyanu, eu já estava chorando quase que compulsivamente. Eu e muita gente. É difícil explicar o sentimento, que começa com o arrepio dos pêlos do braço que vai até o coração, sendo impossível controlar as emoções. Além de todo o significado óbvio da cidade, eu estava realizando um sonho pessoal, ali.

by CarolinaTorresdeCastro

Partimos por um tour pela cidade velha. Há uma lei que exige que todos os prédios sejam feitos com essas pedras brancas. É tudo muito igual, e muito bonito. As ruas são estreitas e há varios becos. Acredito que seja impossível andar naquele lugar sem um bom GPS.

by CarolinaTorresdeCastroApós uma longa caminhada pela cidade, uma visita rápida a um mercado (onde finalmente encontrei o que queria: um camelo de pelúcia para a minha irmã), andamos mais um pouco entre os tijolinhos brancos e, ao chegar em um beco, o guia nos mandou fazer uma fila e fechar os olhos. Pediu que confiássemos nele e nos madrichim, que nos guiariam enquanto estivéssemos de olhos fechados. Enquanto andávamos devagar, ouvíamos um texto muito bonito sobre paraquedistas (postarei aqui depois o texto, se eu encontrar. vale a pena, mas não é o foco da postagem).

Paramos. O guia colocou uma música. Já estávamos impacientes com o climão que estava sendo criado, quando ele nos mandou abrir os olhos, e a intensidade do choro compulsivo aumentou e alcançou mais pessoas.

Na saída daquele beco cujo acesso suponho ser restrito a bons conhecedores da região, a vista mais bonita de toda a minha vida: Kotel, o Muro das Lamentações.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
Kotel (Muro das Lamentações), Jerusalém

O que nos convenceu a engolir o choro e sair dali, após pelo menos 15 minutos de um silêncio quebrado apenas pelos soluços e sons de narizes sendo assoados foi que dali iríamos descer para efetivamente conhecer, chegar perto, tocar o muro.

O que senti foi inexplicável. Chorei muito, me fechei, vivi aquele momento sozinha com a minha espiritualidade. Como minha ficha só cai no quando estou no meu lugar de destino, durante as viagens, eu não havia levado um bilhete pronto para colocar no muro. O improviso do bilhete me fez esquecer seu conteúdo, mas sei que o realizar dos meus sonhos já está sendo planejado por D'us. Naquele momento um dos maiores já estava sendo realizado, e foi difícil pensar em algo para escrever.

Tivemos bastante tempo livre para aproveitar o Kotel. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. O local mais bonito que já vi, a energia das lamentações de gerações, o significado pessoal daquele lugar, tudo isso me conduziu a um estado de êxtase extraordinário.

Tendo terminado nosso tempo ali, fomos para o hotel Jerusalem Gold, onde pudemos descansar por algumas horas. Fomos levados pelo ônibus ao Kotel, onde aguardamos a chegada, e em seguida celebramos o Shabat.

Por motivos claros eu não tenho nenhuma foto do coral de soldados ou dos ortodoxos presentes no local. Foi lindo, mas passamos somente o tempo necessário lá. A caminhada (pelos mesmos motivos) na volta até o hotel durou quase duas horas.

Não me lembrava da última vez em que senti minha alma tão lavada quanto naquele dia. Dormi absolutamente em paz naquele Shabat.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Israel - parte 2

by CarolinaTorresdeCastro 2011
No segundo dia de viagem, chegamos no final da tarde no Kibbutz Degania Bet.

Um kibbutz é uma comunidade coletiva voluntária (definição da Wikipedia, é realmente difícil explicar :), basicamente uma cooperativa, inspirada por ideais socialistas. 

A forma de funcionamento, antigamente, era a seguinte: todos os moradores tinham que trabalhar em alguma atividade no kibbutz. Na agricultura, pecuária, cozinhando, limpando, cuidando e ensinando as crianças, enfim, cada um tinha uma profissão, e tudo que era produzido e arrecadado pelos moradores era dividido igualmente entre eles.

Houve uma época em que as crianças eram criadas longe de seus pais, nas "Sociedades das Crianças". Acreditava-se que assim elas estariam livres do Complexo de Édipo e as mães, sem a obrigação de criá-las, estariam livres para trabalhar e ter momentos de lazer. O que ainda permanece são as refeições, que são feitas em um refeitório comunitário, e as decisões, tomadas após votação entre os membros, ou entre os líderes previamente eleitos.

O Kibbutz Degania Alef foi o primeiro kibbutz israelense, fundado em 1909 pela Organização Sionista Mundial. Ficamos no Degania Bet, uma extensão do primeiro kibbutz. O ambiente de pequena vila é maravilhoso. Pequenas ruas ligam as casas umas às outras, e também a um ginásio e uma grande piscina. Árvores por todos os lados, e pequenas praças entre os conjuntos de casas, equipadas com redes e mesinhas com cadeiras tornam o ambiente totalmente acolhedor. A rede WI-FI estava disponível em toda a propriedade, gratuitamente.

by CarolinaTorresdeCastro 2011
À noite participamos de uma atividade interessante: o grupo de aproximadamente 34 pessoas entre 18 e 26 anos foi dividido em dois, e após uma pequena aula sobre a história dos kibbutz, tivemos que descrever o kibbutz "ideal". As pessoas seriam obrigadas a trabalhar no kibbutz ou não? Se fosse possível trabalhar fora, a pessoa teria que doar todo o seu salário à comunidade? Como educar as crianças, em escolas fora da propriedade, ou em uma escola privativa? E a universidade? Foi uma experiência interessante que gerou uma reflexão sobre o mundo capitalista, e como pode ser interessante viver de outras formas...

No dia seguinte, no tour pela propriedade, descobrimos que tanto Degania Alef quanto Degania Bet foram privatizados, e a forma de vida já era um pouco diferente. Além das atividades de agricultura e pecuária - esta última não servindo somente para sustentar a comunidade, mas também para o comércio, o Degania Bet conta com uma fábrica de silicone. As pessoas também podem trabalhar fora, e há uma porcentagem de contribuição exigida, como em um condomínio. As crianças estudam em escolas próximas ao kibbutz.

Esta visita me despertou a vontade de um dia morar seis meses em um kibbutz. Viver de uma maneira completamente diferente da qual estou acostumada, aprendendo realmente a viver em comunidade e o valor de cada pessoa dentro dela, tenho certeza que seria uma experiência social muito interessante. Mais do que seis meses eu não conseguiria. Apesar da minha admiração e consideração por esta forma de vida, o capitalismo já me conquistou.

Do Kibbutz Degania Bet seguimos para Jerusalém, a cidade com a energia mais intensa deste planeta.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Israel

Os dez dias mais intensos da minha vida aconteceram em um país com a área menor que a do estado de Sergipe. Dia 24 de maio de 2011 parti em uma viagem que me mudou em vários aspectos. Sinto a memória começar a falhar e não quero esquecer absolutamente nenhum detalhe sobre esta experiência única. É chegada a hora de compartilhar um pouquinho do que vi e senti.

Após doze longas horas de um vôo muito confortável da El-Al (as poltronas são grandes, televisão individual com várias opções de canais, muita cordialidade e boa comida - mas é claro que o Dramin também ajudou), cheguei à Terra Santa, como dizem. No minuto em que aterrissamos eu já havia esquecido do pequeno questionário que tive de responder para conseguir embarcar, além da revista a todas as minhas coisas e uma rápido recolhimento de amostra do meu sapato - tudo questão de segurança, claro.

Ainda no aeroporto Ben Gurion em Tel-Aviv, conheci o motorista e o ônibus que me levaria para lá e para cá nesses dez dias, bem como quatro soldados israelenses com um pézinho no Brasil, que nos acompanharam em todos os momentos e com quem aprendi muitas coisas. Partimos então para Haifa, uma cidade muito bonita ao norte do país. Um jantar foi a minha primeira chocante refeição: pão, ovos e muita gomida gordurosa na mesa. Tive que encarar a salada, que com o homus (presente em todas as refeições) ficou razoavelmente tolerável ao meu paladar fresco.

O dia seguinte começou com mais surpresas alimentares: lasanha na mesa de café da manhã! Acabei optando, durante todos os dias, restringir meu desjejum a pão com ovos (o pão presente em todas as refeições assim como o homus, e os ovos, feitos de todas as formas possíveis, sempre no café da manhã) e café com leite. Mas faziam parte das opções algumas frutas que pelo que ouvi são desprovidas de gosto, cereal, e - quase me esqueci! - pepino e tomate! Sim, eles comem isto no café da manhã por lá...

A primeira visita do dia foi a um templo Baha'i, no qual não pudemos entrar. Até hoje não entendo muito sobre a religião, mas o templo é extremamente atraente.

by CarolinaTorresdeCastro 2011

Do templo, seguimos para Rosh HaNikrá, que são formações rochosas na costa do Mar Mediterrâneo, bem próximas da fronteira com o Líbano, por onde passava um trem que ligava os dois países em épocas de paz. A vista é maravilhosa tanto fora quanto dentro das cavernas.


by CarolinaTorresdeCastro 2011
Rosh HaNikrá
by CarolinaTorresdeCastro 2011
Cavernas Rosh HaNikrá

Claro que não poderia faltar a foto da fronteira com o Líbano. Beirute é mais perto que Jerusalém (os números são a distância até cada capital).

by CarolinaTorresdeCastro 2011

Após esta visita seguimos para Tzfat. Se você ainda se impressiona com as enormes ladeiras de Belo Horizonte, é porque você não viu esta cidade. E as pessoas andam para cima e para baixo (literalmente) em enormes escadarias que estão por toda a parte. Na cidade da cabala (como também é conhecida Tzfat) almocei meu primeiro falafel israelense e ouvi um pouco sobre a história de importantes sinagogas da região (o guia também fez questão de lembrar a visita de Madonna ao local).

by CarolinaTorresdeCastro 2011

De lá seguimos para Degania, um importante kibbutz do país, onde passei a noite e aprendi muitas coisas, que ficarão para uma próxima postagem - enquanto escrevia percebi que não tem como compactar dez dias intensos em uma postagem só.