Na minha cabeça, esse negócio de friend zone era coisa de adolescente que não sabe separar amizade de pegação. No fantástico mundo racionalista de Carol, as pessoas sabem muito bem identificar quando ser amigos, amigos com benefícios, e quando vale a pena investir em algo mais.
Acontece que as pessoas possuem necessidades e desejos diferentes, que às vezes distorcem essa noção de em que patamar colocar o relacionamento. Porque afinal de contas, os relacionamentos não são divididos somente em amigos, amigos com benefícios, peguetes e namorados. Ainda tem o "brother", aquela pessoa companheira, que topa tudo, mas com quem você não compartilha muito da sua vida nem pede um abraço quando precisa.
Acredito que as definições mais complexas sejam a de amigos com benefícios e companheiros. Porque ambas tem limites, quase sempre não muito bem definidos, ou dependem da vontade de ambos para o que quer que seja acontecer. Ou, no caso de algo realmente sério, um dos dois deve dar o primeiro passo.
Com tantas variáveis, acabei aprendendo que a friend zone é menos arriscada do que confiar na racionalidade das pessoas. A não ser que você queira um relacionamento "de verdade" (e tenha alguma noção que a outra pessoa também quer, claro). Mas nesta situação será necessário dar aquele passo inicial, para a friend zone não virar uma prisão eterna de duas pessoas passivas e medrosas.
Mas inevitavelmente um dia você será surpreendido com um sentimento inesperado e precisará colocar alguém na friend zone. Ou é você quem vai confundir tudo, e levará um friendzoned bem bonito na testa, para aprender de uma vez a não se apaixonar pelos seu amigos.


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