terça-feira, 29 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Cantada
- Uma pesquisa feita em Londres mostrou que 93% das mulheres se masturbam durante o banho.
- (com cara de desconfiada, não sabia onde aquilo ia chegar) Ah, é?
- Sim, e as outras 7% restantes, cantam.
- Aaaah, interessante. (quase me virando de costas para ignorar o cara)
- Você sabe o que elas cantam???
- Não!
- Então você faz parte das 93%...
(Sim, me falaram isso numa festa, eu não consegui parar de rir por alguns minutos.)
Breaking Bad
Tem gente que não gosta de filmes com espíritos e demônios. Eu sempre disse que prefiro esses filmes sobrenaturais, que assustam com coisas que não existem, aos filmes de violência onde o ser humano é o personagem principal - mostrando coisas horrorosas que não vemos com frequência por aí, mas que sabemos que pessoas foram e são capazes de fazer.Sou o tipo de pessoa que fecha os olhos quando sabe que está prestes a ver muito sangue ou partes do corpo humano fora de seus lugares habituais, e fiz isso várias vezes no começo dessa série, que por um pouquinho de orgulho e desafio a mim mesma, resolvi encarar e assistir até o final. Foram várias noites de insônia e algumas de pesadelos, e finalmente termino de ver a melhor série que existe.
Walter White é um professor de química mal pago e um gênio de sua área, pai de um adolescente desbocado com paralisia cerebral e casado com uma bela, alta e loira dona de casa, que está grávida novamente. Quando descobre que tem câncer de pulmão em estágio avançado, ele tem a brilhante idéia de fazer uma parceria com um ex aluno traficante, com quem produz e vende metanfetaminas para prover um futuro financeiro adequado para sua família. Sua decisão o leva para uma vida de crimes e situações extremas.
O mais incrível desse seriado é a sensação de fazer parte dele. Eu fico arrepiada, sinto o que os personagens sentem, grito, xingo e converso na frente do meu laptop ao assistir. É realmente emocionante. Indico a série para quem simpatizar com a idéia de ver uma história sobre o narcotráfico na fronteira entre o México e os Estados Unidos, que aborda abertamente o consumo de vários tipos de drogas, com muita ação, sangue, tiros, algum drama, e um enredo fantástico.
Me considero uma mulher mais forte depois de ver as quatro temporadas, após anos evitando esse tipo de entretenimento. Mas em julho, quando a quinta temporada começar, acredito que ainda vou virar a cara para algumas cenas que continuam sendo demais para a Carolina aqui.
sábado, 26 de maio de 2012
Half
A cinco minutos da minha casa tem um skate park. Gosto de ir lá às vezes, sentar na arquibancada e conversar com os amigos, vendo as pessoas praticarem seu esporte.
Nos últimos meses, montaram uma rampa nova. Aquelas beeeem curvas e altas, em formato de U. Descobri na quarta-feira quando fomos lá, havia algumas crianças andando tanto de skate quanto de patins. Como aquilo parece ser difícil!
Vi um menino gordinho subindo a escada da rampa, mas sem nada, de tênis. Ok, ele queria ver como era lá em cima, um dia eu quero fazer o mesmo. Outras crianças subiram e desceram o tempo foi passando e ele continuava lá.
De repente, vimos ele tentando descer a escada. Só que ele tentava descer de frente, ao invés de costas, como subimos, é claro que não ia dar certo. Ele falou que estava com medo, e as outras crianças começaram a provocar, dizendo para ele descer logo, fala sério, ele subiu, descer não é tão difícil.
Um menino começou a descer a escada e no meio começou a se pendurar e andar de um lado para o outro, fazendo graça, mostrando para o outro que não havia nada de mais. Mas ele voltou para a beirada da rampa, dessa vez considerando escorregar até embaixo.
Ele hesitava, e uma das pessoas que estavam ali acompanhando a cena gritou: "desce logo, menino!", ao que o menino respondeu gritando, afiadamente: "cala a boca, não é você que é gordinho!!!" O público de cerca de quinze pessoas que estavam ali começou a rir.
Não achei triste ou complicado, como a maioria das pessoas hoje em dia se sente quando vê alguém possivelmente com a auto-estima baixa. O menino sabia muito bem a causa do seu medo e insegurança, e ao invés de se fazer de machão e fingir que estava tudo bem, ou chorar e pedir ajuda, estava ali tentando descobrir como sair daquela situação em que ele se meteu - pouco se importando com a pressão dos que não sabem como é ser gordinho. Precisamos de mais crianças assim.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Não há o que verificar, nada mudou em três dias. Continuo tendo você como primeiro pensamento quando acordo, e último pensamento quando vou dormir. Durante o dia você vem em pequenas doses de memória e às vezes em doses maiores, quando penso como seria se você estivesse ali comigo, naquele momento.
A distração ajuda a desviar os ataques da tristeza. Tristeza para que? Não posso ter você ao meu lado, mas cada memória viva em minha mente me faz sorrir e enche o meu coração. O que eu sinto por você me enche o coração. Tenho que me acostumar com a sua falta, e tudo ficará bem.
Nos poucos momentos que me dediquei a pensar sobre tudo isso, considerei fazer como fiz com os outros: apagar as memórias mais recentes, anular toda forma de contato e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Essa é a forma mais prática para não sofrer e tentar acabar com o sentimento. But "you are different" - and I didn't say that to any of the others.
Nada mudou em três dias e não mudará em uma semana, duas, um mês ou sei lá quanto tempo. Eu não quero que mude. Eu não faço idéia de como lidar com isso, mas o que eu sei é que por você, vale a pena tentar descobrir.
A distração ajuda a desviar os ataques da tristeza. Tristeza para que? Não posso ter você ao meu lado, mas cada memória viva em minha mente me faz sorrir e enche o meu coração. O que eu sinto por você me enche o coração. Tenho que me acostumar com a sua falta, e tudo ficará bem.
Nos poucos momentos que me dediquei a pensar sobre tudo isso, considerei fazer como fiz com os outros: apagar as memórias mais recentes, anular toda forma de contato e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Essa é a forma mais prática para não sofrer e tentar acabar com o sentimento. But "you are different" - and I didn't say that to any of the others.
Nada mudou em três dias e não mudará em uma semana, duas, um mês ou sei lá quanto tempo. Eu não quero que mude. Eu não faço idéia de como lidar com isso, mas o que eu sei é que por você, vale a pena tentar descobrir.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Meu jovem coração é cheio de desejos, sonhos, planos e tudo mais. Por mais focada que eu sei que tenho que ser e sou, acho que é um mal da juventude se deixar levar por expectativas e se perder no meio de tanta vontade de fazer tudo, de conhecer tudo, de viver. Em algum momento a ingenuidade vai passar, a realidade vai chegar e colocará em segundo ou terceiro planos os desejos mais ardentes do meu ser neste momento. E, como tem que ser, vou crescendo devagar, conquistando cada coisa ao seu tempo, me perdendo vez ou outra nos meus sonhos, que por mais distantes que pareçam estar, são o que me mantém disposta a seguir em frente e fazer no presente o melhor possível para realizá-los.
domingo, 13 de maio de 2012
Exxxcitement
Dessa vez não foi difícil para dormir. Estava cansada, coloquei Coldplay para tocar bem baixinho no fone de ouvido e caí no sono rápido. Acordei com o barulho da porta e Renato Russo cantando Faroeste Caboclo. Desliguei a música, mostrei para a minha colega de quarto a lâmpada da cama - ela estava usando a luz do celular para tentar não acordar ninguém, o que foi inútil após todo o barulho de sua chegada - e dormi rápido, novamente.
Acordei cedo, disposta. Fiz tudo o que deveria fazer - eu sabia exatamente o passo-a-passo das minhas primeiras horas da manhã. Com calma, tomei banho, coloquei as lentes de contato, fiz o restante das malas que faltavam, carreguei o peso exorbitante da minha falta de noção pelas ruas. Felizmente (ou como diz o meu pai: porque você é bonita, descolada e fala francês) tive bastante ajuda.
Após tudo estar quase pronto, fui em direção ao meu primeiro momento relaxante e consciente - até ali eu estava no modo automático - no bar onde é servido o café da manhã. Peguei duas fatias de pão integral e geléia de morango, fiz um café bem forte e me sentei na mesa de um turco tagarela cujo inglês era tão complicado que nem a sua simpatia me ajudava a ter o mínimo de vontade de conversar.
Foi na hora de passar a geléia no pão que eu percebi o quanto eu tremia. Não só as minhas mãos, que eram o ponto mais notável, mas sentia arrepios, ondas percorrendo todo o meu corpo. Eu já fui muito mais tímida do que sou hoje e já passei momentos complicados de pânico e expectativa quando já perdi a voz, não conseguia raciocinar, suava, passava a noite em claro, enfim, já tive vários sintomas, mas nunca havia sentido isso na minha vida toda.
Sentada na recepção do hostel duas horas e meia depois, sinto um aperto no estômago e ainda tremo. Expectativa, entusiasmo, felicidade - muitas palavras, juntas, podem chegar perto de expressar o que eu sinto neste momento, mas não poderiam descrever com exatidão. Quantos minutos mais terei que esperar até esta porta abrir e deixar minha agitação sair, e você entrar?
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Tic tac
Apesar de estar completamente habituada à contagem dos dias e das horas, tem sempre algum momento em que eu acho que o tempo passa mais rápido ou mais devagar. Sei que não sou a única, mas não acredito que haja uma explicação para essa sensação de relatividade do tempo.
Sofri tanto com a saudade do Brasil e sei que ainda vou sofrer demais, de saudade daqui. A três dias de partir eu fico numa confusão de sentimentos por querer e não querer voltar. Felizmente terei uma semana em Paris e em Londres (obrigado, pais maravilhosos!) para me acostumar com um ambiente diferente, sem realmente estar de volta. Então vou finalmente aprender como ter que dizer adeus, e mergulhar de cabeça na realidade, na minha vida, na minha Brasília - onde o futuro me espera com algo a menos para dizer eu te amo.
No começo os dias passavam lentamente. Mas o último mês simplesmente voou. É quase inacreditável que já vai fazer três meses que estou em Nice, e é triste e assustador o tic tac do relógio contando meu tempo para ir embora.
A lista de coisas que eu fiz e aprendi e as histórias são tantas, que não tenho a menor intenção de publicar nesse blog. Esses três meses dariam fácil um enorme livro cheio de coisas interessantes. Mas não tem como não citar algumas coisas extremamente importantes que me aconteceram aqui, especialmente porque um dia eu vou reler tudo isso - esse também é um dos propósitos desse blog - e a minha memória vai ser reanimada pelas impressões e sentimentos que expresso aqui.
Em Nice eu aprendi a andar a pé, a me acostumar com o barulho das ambulâncias e entender que nem sempre os velhinhos podem ter a preferência (aqui tem tantos idosos que a lei da preferência não existe, pois eles tomariam conta de todos os lugares, hahaha). Descobri que eu acho cachorros fofíssimos, mas eu não suportaria ter um (cada um dos milhares idosos tem um cachorro, eles podem entrar no ônibus, nas lojas e até nos restaurantes, e a cidade é cheeeeia de pequenos cocôs nos cantos - argh).
Eu descobri muito sobre mim, aprendi muito sobre a vida, sobre como administrar meu dinheiro (quase falhei nesse quesito, mas até que não fui tão mal), sobre o que eu quero fazer com a minha vida e com a minha graduação - não tudo, mas já tenho algumas idéias.
Sofri tanto com a saudade do Brasil e sei que ainda vou sofrer demais, de saudade daqui. A três dias de partir eu fico numa confusão de sentimentos por querer e não querer voltar. Felizmente terei uma semana em Paris e em Londres (obrigado, pais maravilhosos!) para me acostumar com um ambiente diferente, sem realmente estar de volta. Então vou finalmente aprender como ter que dizer adeus, e mergulhar de cabeça na realidade, na minha vida, na minha Brasília - onde o futuro me espera com algo a menos para dizer eu te amo.
I meant what I said
Tudo que ela queria era que seus olhos fossem uma câmera, para que ela pudesse gravar e nunca se esquecer daquele exato momento.
No meio da conversa, ele fica sério. Vira-se para ela, enquanto ela continua deitada de costas e move somente a cabeça para o fitar. Os olhos verde-azulados dele estão cheios de vasos vermelhos, e se enchem d'água quando ele começa a falar.
Ele fala em primeira pessoa, mas é exatamente tudo o que ela está sentindo. Estaria ele tentando decifrá-la? Como ele poderia ser mais exato? O coração fica apertado, ela prende a respiração...
E descobre que ele sente o mesmo. Dois pares de olhos cheios d'água.
Ele pergunta se todas aquelas páginas escritas queriam dizer aquilo, e ela confirma, para depois descobrir que não. Tudo que ela escreveu foi uma tentativa de esconder o que ele resumiu em algumas palavras.
A manhã chega e ela se pergunta se sonhou com tudo aquilo. Então os olhos verde-azulados a fitam novamente - como ele pode saber o que se passa na mente dela? - e ele confirma que quis dizer tudo o que foi dito na noite passada.
No meio da conversa, ele fica sério. Vira-se para ela, enquanto ela continua deitada de costas e move somente a cabeça para o fitar. Os olhos verde-azulados dele estão cheios de vasos vermelhos, e se enchem d'água quando ele começa a falar.
Ele fala em primeira pessoa, mas é exatamente tudo o que ela está sentindo. Estaria ele tentando decifrá-la? Como ele poderia ser mais exato? O coração fica apertado, ela prende a respiração...
E descobre que ele sente o mesmo. Dois pares de olhos cheios d'água.
Ele pergunta se todas aquelas páginas escritas queriam dizer aquilo, e ela confirma, para depois descobrir que não. Tudo que ela escreveu foi uma tentativa de esconder o que ele resumiu em algumas palavras.
A manhã chega e ela se pergunta se sonhou com tudo aquilo. Então os olhos verde-azulados a fitam novamente - como ele pode saber o que se passa na mente dela? - e ele confirma que quis dizer tudo o que foi dito na noite passada.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Eu gostaria de ter mais tempo para dedicar à minha vida social, no sentido de manter contato com cada pessoa que eu não deveria ter deixado de falar. Mandar uma mensagem, escrever uma carta, encontrá-las em um almoço ou jantar.
A vida está cheia de pessoas especiais que marcam a nossa vida. Pessoas com as quais talvez nem tenhamos passado tanto tempo assim, mas que os poucos momentos foram intensos por algum motivo.
É impossível manter contato com cada uma das pessoas que me despertam boas, ou no mínimo interessantes lembranças. As tentativas um dia cessam com a falta de tempo e a distância, que falam mais alto que a memória.
O importante é nunca esquecer. Um dia você vai encontrar a pessoa na rua, no facebook, não importa onde, e as memórias vão voltar e despertar perguntas e respostas sobre como aqueles momentos de certa forma fizeram você ser quem você é...
A vida está cheia de pessoas especiais que marcam a nossa vida. Pessoas com as quais talvez nem tenhamos passado tanto tempo assim, mas que os poucos momentos foram intensos por algum motivo.
É impossível manter contato com cada uma das pessoas que me despertam boas, ou no mínimo interessantes lembranças. As tentativas um dia cessam com a falta de tempo e a distância, que falam mais alto que a memória.
O importante é nunca esquecer. Um dia você vai encontrar a pessoa na rua, no facebook, não importa onde, e as memórias vão voltar e despertar perguntas e respostas sobre como aqueles momentos de certa forma fizeram você ser quem você é...
sábado, 21 de abril de 2012
Pressa
Por que perder seu tempo com sugestões e promessas que todos sabem que não serão cumpridas? Manter os pés no chão é difícil, mas menos doloroso. Não vejo maldade em querer o novo, o diferente, mais, especialmente se o que realmente se quer não está ao seu alcance.
As memórias podem ser suas melhores amigas, mas podem ser as piores inimigas se você as prefere em detrimento do presente. No futuro ele será uma memória esburacada e sem sentido, e o remorso por não ter aproveitado melhor o tempo será o sentimento que as acompanhará.
Sim, a distância define muitas coisas, e eu nunca a vi trabalhar a favor de nada. Então, não me encha mais de histórias engraçadas, desejos irrealizáveis ou expectativas. Mas para o agora, estou aqui.
As memórias podem ser suas melhores amigas, mas podem ser as piores inimigas se você as prefere em detrimento do presente. No futuro ele será uma memória esburacada e sem sentido, e o remorso por não ter aproveitado melhor o tempo será o sentimento que as acompanhará.
Sim, a distância define muitas coisas, e eu nunca a vi trabalhar a favor de nada. Então, não me encha mais de histórias engraçadas, desejos irrealizáveis ou expectativas. Mas para o agora, estou aqui.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
In a cool different way
Eu acordei com o mesmo sentimento bom, de leveza, de felicidade que me acompanhou durante todo o sonho. Na cidade, todos pareciam me conhecer. Velhinhas me paravam para cumprimentar e perguntar sobre a minha vida. Eu sorria pelas ruas da cidade sem parar.
Ele falava português com um sotaque bonitinho que só. Sua ex namorada era brasileira (e agora não me lembro se ele morou no Brasil com ela ou se aprendeu em casa em outro país, mas não importa), e ele tinha vários amigos legais naquela cidade.
Era um domingo de manhã e não havia ninguém na escola. Ele pegou a minha mão e saímos correndo pelo pátio em direção ao prédio, antes que alguém nos visse invadindo a propriedade. Ríamos sem parar enquanto passávamos de sala em sala vendo desenhos e colagens de crianças desconhecidas, salas de química e biologia, depósitos de materiais.
Fiquei com fome e ele saiu para comprar uns sanduíches. Enquanto eu esperava em uma sala, algumas pessoas foram chegando e se acomodando. Havia todos os tipos de pessoas: crianças, adolescentes, adultos e velhos, cerca de vinte pessoas. Lembro do rosto de desconfiança dele quando abriu a porta devagar e colocou a cabeça para dentro para ver o que acontecia.
Ele me encontrou em uma roda, de mãos dadas, e alguém falava. Eu o recebi com um enorme sorriso e o chamei para se juntar a nós. Aparentemente era um grupo de apoio à alguma coisa, que eu não sei bem o que é. Eu já me sentia bem até esse momento, depois da reunião eu me senti melhor ainda.
Lanchamos e fomos dar uma volta na rua, onde velhinhos nos perguntavam sorridentes as direções dos lugares e puxavam papo sobre como estava a nossa vida.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Aprendendo
Uma garota turca que não fala francês e uma brasileira que não fala inglês se comunicam através do Google Translate, que tem ficado cada vez melhor na tradução de palavrões e expressões sexuais, devo dizer. No dia que sou apresentada à turca como brasileira sou chamada de cadela e de várias outras coisas (bem piores!) que eu nem me lembrava, depois de mais de um mês sem xingar em português. Depois de uma crise de riso, ela se torna uma amiga.
O meu medo de não fazer valer o investimento dos meus pais diminuiu com a melhoria do meu francês e me permitiu praticar e melhorar meu inglês. Fiquei chateada no começo mas aprendi que ser chamada de cute é legal. Descobri que nem todo mexicano é viciado em pimenta, que as polonesas bebem muito, que os holandeses podem ser bem recatados, que os franceses conseguem ser uns chatos (uma boa maioria deles).
Destruí estereótipos e preconceitos e adquiri outros - para resumir e acabar com as citações infindáveis sobre as nacionalidades com as quais convivi. Aprendi a comer várias frutas e provei carne de pato. Descobri que a cerveja do Brasil é uma porcaria. Aprendi a tomar vinho, que depois de um porre memorável e traumatizante eu tinha abdicado - o que não significa que eu continuarei tomando quando voltar, afinal, vinho de três euros na França tem a qualidade de um beeeem mais caro no Brasil.
Até mesmo aprendi a dançar Ai Se Eu Te Pego. A única coisa que eu acredito que essa viagem não vai me ensinar é acabar com a saudade, contra a qual eu luto colocando no papel as coisas boas que tem me acontecido, e tudo que eu tenho aprendido por aqui. Mas já aprendi que a saudade dói, mas não mata. (O que me mata neste momento é a indignação por ter ficado em casa alguns dias "curtindo a depressão"!!!)
O meu medo de não fazer valer o investimento dos meus pais diminuiu com a melhoria do meu francês e me permitiu praticar e melhorar meu inglês. Fiquei chateada no começo mas aprendi que ser chamada de cute é legal. Descobri que nem todo mexicano é viciado em pimenta, que as polonesas bebem muito, que os holandeses podem ser bem recatados, que os franceses conseguem ser uns chatos (uma boa maioria deles).
Destruí estereótipos e preconceitos e adquiri outros - para resumir e acabar com as citações infindáveis sobre as nacionalidades com as quais convivi. Aprendi a comer várias frutas e provei carne de pato. Descobri que a cerveja do Brasil é uma porcaria. Aprendi a tomar vinho, que depois de um porre memorável e traumatizante eu tinha abdicado - o que não significa que eu continuarei tomando quando voltar, afinal, vinho de três euros na França tem a qualidade de um beeeem mais caro no Brasil.
Até mesmo aprendi a dançar Ai Se Eu Te Pego. A única coisa que eu acredito que essa viagem não vai me ensinar é acabar com a saudade, contra a qual eu luto colocando no papel as coisas boas que tem me acontecido, e tudo que eu tenho aprendido por aqui. Mas já aprendi que a saudade dói, mas não mata. (O que me mata neste momento é a indignação por ter ficado em casa alguns dias "curtindo a depressão"!!!)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Eu esperneiro, xingo, choro, brigo contigo, acho que você está me maltratando. A pureza da sua sinceridade dói porque além de tudo, a maioria das vezes, você tem razão.
domingo, 8 de abril de 2012
Upon us all, a little rain must fall
Eu gosto de comer Danete com uma colher bem pequena para o prazer durar mais. Infelizmente isso não impede que ele acabe em algum momento.
A instabilidade é vida, o problema é necessário. A felicidade de ontem adocica a gastrite de hoje. Como as horas carregam os bons momentos, as lágrimas e o sono mandam a dor embora. O botão de pause prolongaria o momento ao custo de tudo estar completamente diferente ao decidirmos apertar o play e seguir em frente. O arrependimento não rebobina a vida. A ressaca, os roxos, a fome, ou a paz de espírito e a cabeça vazia são os motivos para começar o dia rindo loucamente.
Para que colocar cada coisa em uma caixinha se tudo bagunçado faz mais sentido do que essa tentativa de escrever sobre o que eu não sei? :)
A instabilidade é vida, o problema é necessário. A felicidade de ontem adocica a gastrite de hoje. Como as horas carregam os bons momentos, as lágrimas e o sono mandam a dor embora. O botão de pause prolongaria o momento ao custo de tudo estar completamente diferente ao decidirmos apertar o play e seguir em frente. O arrependimento não rebobina a vida. A ressaca, os roxos, a fome, ou a paz de espírito e a cabeça vazia são os motivos para começar o dia rindo loucamente.
Para que colocar cada coisa em uma caixinha se tudo bagunçado faz mais sentido do que essa tentativa de escrever sobre o que eu não sei? :)

