domingo, 27 de maio de 2012

Breaking Bad

Tem gente que não gosta de filmes com espíritos e demônios. Eu sempre disse que prefiro esses filmes sobrenaturais, que assustam com coisas que não existem, aos filmes de violência onde o ser humano é o personagem principal - mostrando coisas horrorosas que não vemos com frequência por aí, mas que sabemos que pessoas foram e são capazes de fazer.

Sou o tipo de pessoa que fecha os olhos quando sabe que está prestes a ver muito sangue ou partes do corpo humano fora de seus lugares habituais, e fiz isso várias vezes no começo dessa série, que por um pouquinho de orgulho e desafio a mim mesma, resolvi encarar e assistir até o final. Foram várias noites de insônia e algumas de pesadelos, e finalmente termino de ver a melhor série que existe.

Walter White é um professor de química mal pago e um gênio de sua área, pai de um adolescente desbocado com paralisia cerebral e casado com uma bela, alta e loira dona de casa, que está grávida novamente. Quando descobre que tem câncer de pulmão em estágio avançado, ele tem a brilhante idéia de fazer uma parceria com um ex aluno traficante, com quem produz e vende metanfetaminas para prover um futuro financeiro adequado para sua família. Sua decisão o leva para uma vida de crimes e situações extremas.

O mais incrível desse seriado é a sensação de fazer parte dele. Eu fico arrepiada, sinto o que os personagens sentem, grito, xingo e converso na frente do meu laptop ao assistir. É realmente emocionante. Indico a série para quem simpatizar com a idéia de ver uma história sobre o narcotráfico na fronteira entre o México e os Estados Unidos, que aborda abertamente o consumo de vários tipos de drogas, com muita ação, sangue, tiros, algum drama, e um enredo fantástico.

Me considero uma mulher mais forte depois de ver as quatro temporadas, após anos evitando esse tipo de entretenimento. Mas em julho, quando a quinta temporada começar, acredito que ainda vou virar a cara para algumas cenas que continuam sendo demais para a Carolina aqui.

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