sexta-feira, 20 de abril de 2012

In a cool different way


Eu acordei com o mesmo sentimento bom, de leveza, de felicidade que me acompanhou durante todo o sonho. Na cidade, todos pareciam me conhecer. Velhinhas me paravam para cumprimentar e perguntar sobre a minha vida. Eu sorria pelas ruas da cidade sem parar.

Ele falava português com um sotaque bonitinho que só. Sua ex namorada era brasileira (e agora não me lembro se ele morou no Brasil com ela ou se aprendeu em casa em outro país, mas não importa), e ele tinha vários amigos legais naquela cidade.

Era um domingo de manhã e não havia ninguém na escola. Ele pegou a minha mão e saímos correndo pelo pátio em direção ao prédio, antes que alguém nos visse invadindo a propriedade. Ríamos sem parar enquanto passávamos de sala em sala vendo desenhos e colagens de crianças desconhecidas, salas de química e biologia, depósitos de materiais.

Fiquei com fome e ele saiu para comprar uns sanduíches. Enquanto eu esperava em uma sala, algumas pessoas foram chegando e se acomodando. Havia todos os tipos de pessoas: crianças, adolescentes, adultos e velhos, cerca de vinte pessoas. Lembro do rosto de desconfiança dele quando abriu a porta devagar e colocou a cabeça para dentro para ver o que acontecia.

Ele me encontrou em uma roda, de mãos dadas, e alguém falava. Eu o recebi com um enorme sorriso e o chamei para se juntar a nós. Aparentemente era um grupo de apoio à alguma coisa, que eu não sei bem o que é. Eu já me sentia bem até esse momento, depois da reunião eu me senti melhor ainda.

Lanchamos e fomos dar uma volta na rua, onde velhinhos nos perguntavam sorridentes as direções dos lugares e puxavam papo sobre como estava a nossa vida.

1 comentários:

Anônimo disse...

Wow! Very powerful. To me at least.
-Enix