Uma garota turca que não fala francês e uma brasileira que não fala inglês se comunicam através do Google Translate, que tem ficado cada vez melhor na tradução de palavrões e expressões sexuais, devo dizer. No dia que sou apresentada à turca como brasileira sou chamada de cadela e de várias outras coisas (bem piores!) que eu nem me lembrava, depois de mais de um mês sem xingar em português. Depois de uma crise de riso, ela se torna uma amiga.
O meu medo de não fazer valer o investimento dos meus pais diminuiu com a melhoria do meu francês e me permitiu praticar e melhorar meu inglês. Fiquei chateada no começo mas aprendi que ser chamada de cute é legal. Descobri que nem todo mexicano é viciado em pimenta, que as polonesas bebem muito, que os holandeses podem ser bem recatados, que os franceses conseguem ser uns chatos (uma boa maioria deles).
Destruí estereótipos e preconceitos e adquiri outros - para resumir e acabar com as citações infindáveis sobre as nacionalidades com as quais convivi. Aprendi a comer várias frutas e provei carne de pato. Descobri que a cerveja do Brasil é uma porcaria. Aprendi a tomar vinho, que depois de um porre memorável e traumatizante eu tinha abdicado - o que não significa que eu continuarei tomando quando voltar, afinal, vinho de três euros na França tem a qualidade de um beeeem mais caro no Brasil.
Até mesmo aprendi a dançar Ai Se Eu Te Pego. A única coisa que eu acredito que essa viagem não vai me ensinar é acabar com a saudade, contra a qual eu luto colocando no papel as coisas boas que tem me acontecido, e tudo que eu tenho aprendido por aqui. Mas já aprendi que a saudade dói, mas não mata. (O que me mata neste momento é a indignação por ter ficado em casa alguns dias "curtindo a depressão"!!!)
O meu medo de não fazer valer o investimento dos meus pais diminuiu com a melhoria do meu francês e me permitiu praticar e melhorar meu inglês. Fiquei chateada no começo mas aprendi que ser chamada de cute é legal. Descobri que nem todo mexicano é viciado em pimenta, que as polonesas bebem muito, que os holandeses podem ser bem recatados, que os franceses conseguem ser uns chatos (uma boa maioria deles).
Destruí estereótipos e preconceitos e adquiri outros - para resumir e acabar com as citações infindáveis sobre as nacionalidades com as quais convivi. Aprendi a comer várias frutas e provei carne de pato. Descobri que a cerveja do Brasil é uma porcaria. Aprendi a tomar vinho, que depois de um porre memorável e traumatizante eu tinha abdicado - o que não significa que eu continuarei tomando quando voltar, afinal, vinho de três euros na França tem a qualidade de um beeeem mais caro no Brasil.
Até mesmo aprendi a dançar Ai Se Eu Te Pego. A única coisa que eu acredito que essa viagem não vai me ensinar é acabar com a saudade, contra a qual eu luto colocando no papel as coisas boas que tem me acontecido, e tudo que eu tenho aprendido por aqui. Mas já aprendi que a saudade dói, mas não mata. (O que me mata neste momento é a indignação por ter ficado em casa alguns dias "curtindo a depressão"!!!)

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