Existem muitas definições por aí. Textos com tentativas de definições, na verdade, que contam como funciona cada programa, o quanto se aprende o idioma em pouco tempo, como é possível conhecer diversos locais e pessoas, enfim, dão um geral sobre os aspectos tangíveis ou mensuráveis sobre essa experiência.
Meu primeiro intercâmbio foi aos 14 anos e eu, que sonhava e pesquisava sobre isso desde bastante tempo antes, achava que sabia o que me esperava do outro lado do mundo por causa de tudo que li a respeito na internet. A experiência foi ótima mas não foi das melhores, e em meu segundo intercâmbio, aos 21, eu entendi a importância da combinação do programa com o perfil da pessoa, e que o aprendizado na verdade é muito maior do que o divulgado por aí.
O que buscamos ao fazer intercâmbio, além do óbvio aprendizado do idioma, é o contato com a cultura do país, a possibilidade de conhecer pessoas novas e cidades completamente diferentes, além dos pontos turísticos e lugares "dos sonhos", presentes em tantos filmes assistidos, fotos e vídeos frenquentemente vistos na internet e na televisão.
Acontece que o contato com o novo, a exposição ao diferente - a vários diferentes - faz a pessoa querer se comparar, e para isso ela olha "de fora" para si mesma. Esse é o primeiro passo para o autoconhecimento, o conhecimento mais desenvolvido e mais causador de mudanças em um intercâmbio.
A exposição a situações nunca antes vivenciadas, a necessidade de socializar com pessoas completamente diferentes e totalmente desconhecidas, a curiosidade sobre as diferenças, a responsabilidade de lidar com um dinheiro diferente (a um câmbio muitas vezes nada amigável), e de suprir suas próprias necessidades - todas elas, de afeto às compras mensais - faz a pessoa refletir sobre si mesma.
A solidão traz a reflexão sobre as atitudes pessoais e coletivas, sobre a vida só e em sociedade. As diferenças ressaltam o que há de melhor e pior em cada país e cultura, aumentando a compreensão e adaptabilidade e mudando valores, muitas vezes fazendo a pessoa valorizar mais seu país e sua família e repensar sobre suas atitudes.
Não posso dizer que são tudo flores, os atrativos do exterior também causam decepções com o Brasil. Dá vontade de ficar lá, apesar da saudade. Mas também dá vontade de voltar e contribuir para que as coisas sejam diferentes. A visão ampliada do eu também traz a consciência do primeiro que deve mudar antes de ser agente de mudança.
Ao inevitavelmente voltar ao Brasil, fazemos questão de valorizar o avanço do idioma no período fora, as amizades multiculturais conquistadas e os conhecimentos gerais aprendidos. As pessoas ao nosso redor valorizam silenciosamente - ou às vezes fazem questão de comentar sobre - nossa força de vontade potencializada, a tolerância, compreensão e bons hábitos desenvolvidos e uma série de outras qualidades que desenvolvemos sem perceber, enquanto achávamos que aprendíamos sobre o outro, enquanto na verdade nos conhecíamos lá fora.
Meu primeiro intercâmbio foi aos 14 anos e eu, que sonhava e pesquisava sobre isso desde bastante tempo antes, achava que sabia o que me esperava do outro lado do mundo por causa de tudo que li a respeito na internet. A experiência foi ótima mas não foi das melhores, e em meu segundo intercâmbio, aos 21, eu entendi a importância da combinação do programa com o perfil da pessoa, e que o aprendizado na verdade é muito maior do que o divulgado por aí.
O que buscamos ao fazer intercâmbio, além do óbvio aprendizado do idioma, é o contato com a cultura do país, a possibilidade de conhecer pessoas novas e cidades completamente diferentes, além dos pontos turísticos e lugares "dos sonhos", presentes em tantos filmes assistidos, fotos e vídeos frenquentemente vistos na internet e na televisão.
Acontece que o contato com o novo, a exposição ao diferente - a vários diferentes - faz a pessoa querer se comparar, e para isso ela olha "de fora" para si mesma. Esse é o primeiro passo para o autoconhecimento, o conhecimento mais desenvolvido e mais causador de mudanças em um intercâmbio.
A exposição a situações nunca antes vivenciadas, a necessidade de socializar com pessoas completamente diferentes e totalmente desconhecidas, a curiosidade sobre as diferenças, a responsabilidade de lidar com um dinheiro diferente (a um câmbio muitas vezes nada amigável), e de suprir suas próprias necessidades - todas elas, de afeto às compras mensais - faz a pessoa refletir sobre si mesma.
A solidão traz a reflexão sobre as atitudes pessoais e coletivas, sobre a vida só e em sociedade. As diferenças ressaltam o que há de melhor e pior em cada país e cultura, aumentando a compreensão e adaptabilidade e mudando valores, muitas vezes fazendo a pessoa valorizar mais seu país e sua família e repensar sobre suas atitudes.
Não posso dizer que são tudo flores, os atrativos do exterior também causam decepções com o Brasil. Dá vontade de ficar lá, apesar da saudade. Mas também dá vontade de voltar e contribuir para que as coisas sejam diferentes. A visão ampliada do eu também traz a consciência do primeiro que deve mudar antes de ser agente de mudança.
Ao inevitavelmente voltar ao Brasil, fazemos questão de valorizar o avanço do idioma no período fora, as amizades multiculturais conquistadas e os conhecimentos gerais aprendidos. As pessoas ao nosso redor valorizam silenciosamente - ou às vezes fazem questão de comentar sobre - nossa força de vontade potencializada, a tolerância, compreensão e bons hábitos desenvolvidos e uma série de outras qualidades que desenvolvemos sem perceber, enquanto achávamos que aprendíamos sobre o outro, enquanto na verdade nos conhecíamos lá fora.


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