segunda-feira, 27 de setembro de 2010

The life pursuit

"I always loved you
You always had a lot of style
I'd hate to see you on the pile
Of 'nearly-made-it's'
You've got the essence, dear
If I could have a second skin
I'd probably dress up in you"

É bom ouvir das pessoas que você está aparentando estar muito bem e mais feliz, mesmo que o principal motivo seja porque você está seguindo em frente com outra pessoa você terminou um relacionamento condenado ao fracasso que estava te matando.

Eu finalmente estou fazendo as coisas certas na minha vida. Tomando as decisões certas após pensar bastante e considerando os sentimentos dos outros, investindo na minha vida social e nas amizades que eu realmente quero preservar a vida toda, correndo atrás do que eu quero para a minha vida.

E isso, além da ajuda dos anjinhos que eu tenho na minha vida, está realmente me deixando mais magra feliz. Agora é manter o pensamento positivo e agarrar o que já conquistei, para tudo continuar dando certo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Amar é...

Me perguntaram o que é amor.

Amor, para mim, é indefinível. Não sou um dicionário, mal sei explicar o que é uma bola. Uma bola é uma bola. Sei dizer o que ela faz, suas utilidades, mas para mim, é difícil definir a coisa.

[Sim, estou comparando bola com amor. E sim, eu sou a mestre das comparações absurdas. Ouvi isso três anos da minha vida já assumi para mim mesma a situação. Apenas acompanhe o raciocínio. ;)]

O fato é que da mesma forma que não sei dizer exatamente o que é uma bola, mas sei dizer o que ela faz, eu não sei explicar o que é o tal do amor. Mas tenho as minhas convicções sobre o que ele representa, o que ele causa (ou deveria causar) nas pessoas. Por isso o título da postagem não é “amor é”, e sim “amar é”...

Amar é pensar na pessoa amada a cada tempinho livre. É querer ficar junto, não só para satisfazer a sua carência, é querer sanar as necessidades da outra pessoa antes das suas.

Amar é não esperar que a sua felicidade seja despertada pela outra pessoa. É fazer de tudo para deixar a outra pessoa feliz, e ficar feliz apenas por isso.

Amar é pensar no outro antes de tomar as decisões, das mais bobas às mais importantes. Realmente considerar a pessoa como parte da sua vida e demonstrar isso nas suas ações.

Quando amamos, fazemos planos para o futuro. Queremos um futuro com a pessoa amada, não pensamos apenas no presente e nos nossos impulsos imediatos. É buscar crescer junto com a outra pessoa e construir algo maior e único, exclusivo dos dois.

Amar é estar disposto vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para ouvir, abraçar, beijar, acalmar, ajudar e acrescentar algo na vida do outro. É buscar acrescentar algo na vida do outro, ser útil de alguma forma, estar ali quando preciso.

Envolve, às vezes, disfarçar um mau momento por saber que a pessoa está pior que você e ajudá-la antes de procurar ajuda, deixar passar uma atitude besta e talvez impensada para evitar uma discussão, engolir o ego e o ciúmes para não sufocar o outro, deixar o orgulho de lado e ser mais humildes do que realmente estamos dispostos a ser, para não incomodar demais a outra pessoa.

Amar é maximizar os momentos felizes com a pessoa amada, inventar brincadeiras idiotas só dos dois, estar sempre disposto a se divertir com o outro, mesmo em situações onde a diversão não é muito aceita ou fácil de ser conseguida.

É estar disposto e querer conquistar a pessoa amada todos os dias, mesmo que ela já tenha sido de fato conquistada.

Mas, para mim, o principal sintoma do amor, é dizer que ama. Isso foi uma amiga que me ensinou, e não faz muito tempo – faz algumas semanas, para ser sincera. “Se você não diz todo dia que ama, se não reafirma seus votos com o coração todos os dias, é porque você não ama de verdade”, ela disse. E eu assino embaixo.

Não que assumir que ama seja fácil. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com isso. Desde um namorico malsucedido na segunda série, quando eu gostava do menininho mais do que ele de mim, decidi só falar “eu te amo” depois de ter ouvido. Isso magoou alguns indivíduos que aparentemente me amaram, ao longo da minha vida. Mas é um escudo invisível que vesti em mim.

Na verdade, acredito que o amor não se expressa só em palavras.

Aceito a expressão do amor mais e melhor do que as três palavrinhas, que em certos momentos chegam a me assustar. Pois também demonstro mais do que falo. O dia de falar “eu te amo” pela primeira vez sempre chega. É como meu pai gosta de falar sobre fazer sexo: “Minha filha: certas coisas, depois que a gente começa a fazer, a gente não pára mais”. Falar “eu te amo” é uma delas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Waka-waka

Centésima postagem, e uma iluminação sobre como diminuir a nostalgia do meu blog.

Vou tentar, a partir de agora, dar prosseguimento a uma série de postagens com a tag "Aconteceu Comigo". Só com histórias engraçadas, ou pelo menos divertidas, que aconteceram comigo (ou não - por isso vou tentar fazer a narrativa em terceira pessoa) e que valham a pena compartilhar.

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Era 4 horas da manhã e ela tinha saído de uma festa de 15 anos. Voltando para casa com o seu namorado, tiveram a idéia de passar no mercado para comprar algumas cervejas, pois bêbados nunca se satisfazem - quanto mais bêbados, mais vontade tem de beber.

Na entrada do Pão de Açúcar do Lago Norte, uma van, de onde saíam várias pessoas muito mais bem arrumadas que nós. A última pessoa sai da van carregando uma réplica em tamanho real de um casal. Isso me deu uma idéia perfeita para o meu próprio casamento: transporte de convidados. Todo mundo pode beber, curtir a festa, e só vão embora quando todo mundo quiser, e todo mundo junto na van. Enfim.

Enquanto ela paga a cerveja, ele vai até o banheiro para lavar as latinhas - ele é quase um maníaco por limpeza, o típico guardanapo não serve para limpar latinhas. Ela termina de pagar e já vai saindo, quando a pessoa atrás dela na fila a segura pelo braço, e ela se vira.

- Shakiiiiiiiiiira!
- Hã?
- Você, Shakira! Que canta "waka waka ê, ê!"
- Não sou não.
- É sim! Me dá um abraço, Shakira!
- Não.
- Por que não? Você está com o namorado?
- Exatamente.
- Que pena. Mas você é tão linda, Shakira!!! Eu sou seu fã!
- Humm. Obrigada.

O namorado se aproxima e ela vai de encontro a ele, na esperança de que ele não perceba. Ao passar pelo caixa onde o feliz-bêbado-convidado-do-casamento estava, uma última frase:

- Ei! Você é que é o namorado da Shakira?!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sonhos e pesadelos

Esta noite sonhei que eu voltava ao Hopi Hari, sozinha. Lá tinha uma montanha russa nova, que em certos momentos saía do trilho e a gente ficava flutuando. Só quando cheguei lá em cima e senti o frio na barriga foi que me lembrei que tenho que passar pelo menos seis meses longe desse tipo de coisa, mas fui mesmo assim. Eu estava com o boné de um amigo meu, que caiu enquanto a montanha russa andava.

Quando eu saí de lá e fui tentar resgatar o boné, estava escuro, e eu percebi que haviam vários militares no lugar, com suas roupas de gala. Olhei em volta e percebi que não estava mais no parque, estava em um daqueles casarões dos anos 60 onde as pessoas davam festas, e era uma festa de militares, e havia várias mulheres bonitas. E é o que me lembro.

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Ontem sonhei que duas pessoas do meu antigo trabalho morreram. Registro aqui só para constar, não quero falar sobre isso.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Esta noite sonhei que eu havia tatuado uma borboleta no ombro esquerdo, e estava com medo de voltar para casa, porque sei que o meu pai teria um ataque.

E também sonhei que eu ficava no portão de casa esperando a minha irmã junto com a van que leva ela ao colégio, e ela demorou mais de uma hora para aparecer.


E, aproveitando a postagem, quero dividir a minha ansiedade com quem visita este blog: segunda-feira eu tenho a entrevista dos meus sonhos, em um banco (onde sempre quis trabalhar), para trabalhar 6 horas e ganhar o que eu ganhava trabalhando 8. Me mandem bons pensamentos, eu PRECISO conseguir esse emprego.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Californication


Confesso que o que me chamou a atenção para este seriado foi uma propaganda que vi na televisão, que mostrava o personagem principal com cerca de 20 mulheres diferentes - um sedutor nato. Fiquei curiosa para saber como ele lidava com a situação e como ele fazia para não deixar uma mulher encontrar a outra (já que, na vida real, a coisa não é assim tão fácil, vamos combinar). Na falta do que fazer em certos momentos ultimamente, resolvi baixar e começar a assistir.

O personagem principal deste seriado é Hank Moody, um escritor que saiu da inspiradora cidade de New York para ir fazer um filme sobre seu último livro na Califórnia.

A história gira entorno dos relacionamentos sexuais de Hank com as várias mulheres que cruzam o seu caminho de escritor que perdeu sua musa inspiradora - já que após o término do relacionamento com o amor de sua vida, ele simplesmente não conseguiu mais escrever.

Entre as muitas mulheres que passam pela vida de Moody, as mais frequentes são Becca, sua filha extremamente precoce de 12 anos - precoce ao ponto de cuidar mais do pai do que ele da filha - e Karen, a mãe de sua filha, com quem viveu durante muitos anos sem se casar, e com quem divide a guarda da pimpolha metida a adulta.

Devo dizer que as cenas de sexo são o ponto alto da série, já que o humor fica mais raro à medida que a série se desenvolve e os dramas aparecem - bem como a verdadeira vida de Hank, que ele esconde atrás de peitos, bundas, cigarros, maconha e vodca (e me acreditem, isso não é tão divertido quanto parece).

As tramas paralelas dos outros personagens são do típico estilo californiano: um agente de livros e filmes que é demitido e começa a agenciar filmes pornô, uma depiladora viciada em cocaína, um astro do rock cinquentão que vive como um adolescente em sua mansão, e uma adolescente que tenta parecer adulta.

Indico a série para quem gosta desse tipo de drama - já que não posso realmente considerar a série uma comédia - tipo "odeio a Califórnia mas já que estou aqui, minha vida é uma merda e tenho dinheiro, vou aproveitar!"

Defeitos

Eu tenho zilhões de defeitos. O mais recentes, que afetaram alguém, foram:

1. Ficar "guardando" as coisas e depois despejar de qualquer jeito minha coleção de mágoas em cima da pessoa.

2. Não saber lidar com as coisas que me acontecem, especialmente com as pessoas, não sabendo balancear meu tempo com elas.

3. Minha extrema valorização da solteirice, que recebe esse nome apenas de fachada, pois na verdade o que tenho é um puta medo de me relacionar e ser magoada, coisa que não to a fim agora, definitivamente. Além de achar que um relacionamento não deve ser criado na base da conveniência. Não amo, pra que me comprometer?

4. Gostar e me preocupar demais com alguém a ponto de achar difícil me afastar, mesmo sabendo que é o melhor.

5. Estar em um momento da minha vida em que olhar para mim é essencial, o que acaba parecendo egoísmo, e no fundo é um pouco. Eu preciso resolver minhas coisas, não posso viver a mercê das birras de ninguém.

6. Deixar de lado algumas pessoas. A justificativa é simples: eu investi na amizade enquanto pude. Quando precisei, não recebi nada do investimento de volta. Sim, eu racionalizo até as minhas amizades. Mas me ajudou a separar pessoas que realmente se importam comigo de pessoas que só estavam lá nos bons momentos. Quero amigos de verdade para a vida toda. Porque a vida toda eu consigo companheiros de boteco fácil, fácil.


Ok, tornei meu blog um confessionário. Mas se eu confesso meus erros, é porque os conheço bem. E sei que hipocrisia não é um deles. Eu tenho os meus momentos de liberar meu veneno, além de acordar de vez em quando com o ovo virado, mas posso afirmar que falsa eu só sou com exatamente duas pessoas, que nem são tão importantes assim na minha vida, pessoas que vejo uma vez a cada dois meses no mínimo, e que exigiram essa postura de mim por uma boa convivência.

Na minha opinião, isto é muito melhor do que criar barreiras contra as pessoas e não gostar de ninguém e ser considerado chato, ou ser superficial ao ponto de conseguir se relacionar com o mundo inteiro, mas não ser capaz de criar relacionamentos verdadeiros e duradouros, se tornando uma pessoa rodeada de gente, porém só.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Há dois dias, quando estava na parada esperando o ônibus para ir para a faculdade, vi a van que eu costumava pegar para ir para o Colégio Militar. Era o mesmo motorista, R.

À noite sonhei com uma pessoa relacionada a esta van, que eu não vejo há cerca de 3 anos e 9 meses. Fui na casa dela (que é na quadra do lado da que eu moro) a convite de um amigo em comum, e lá eu a vi. Acordei com uma saudade boa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Naqueles dias

Tudo que sei foi que meu pai foi quem teve todas as conversas tensas comigo. Não me lembro do momento, é como se eu tivesse nascido sabendo.

Mas naquela bela manhã de sábado de 2001, quando eu tinha aulas aos sábados para passar no concurso do Colégio Militar, na minha fria sala de aula em um dia em que eu resolvi usar uma calça de lycra branca e uma blusa do Smiliguido, esqueci os papos com o velho e não soube como agir quando a coisa aconteceu.

Eu fui a primeira de todas as minhas amigas a ficar menstruada. A menstruação, como todos sabem, é um grande marco na vida de todas as meninas. É a hora de virar mulher. Mas eu tinha 10 anos e além de usar um absorvente todo mês eu teria que passar a usar sutiã todos os dias, pois a menstruação dá início às mudanças do corpo.

Minhas mudanças precoces no corpo também trouxeram certos avanços psicológicos com os quais convivo até hoje. Mas hoje não tenho mais medo de menstruar. Aquela primeira vez horrorosa, na cadeira da sala de aula não foi um trauma, e hoje consigo falar sobre isso quase que abertamente.

E tudo o que tenho a dizer sobre os meus sentimentos sobre isso, hoje, é: o milagre da menstruação! O incômodo mensal que até certa idade não entendemos a importância, mas que após certos anos, e após certas situações, torna-se o incômodo mais bem-vindo do mês.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Reflexão

Apatia

Muitas coisas têm tomado proporções enormes na minha vida. Não entendo porque tudo tem que ser tão intenso e imediato, mas sei que não estou totalmente preparada para conviver com toda a situação, embora não tenha escolha.

Tentativas de afastamento não têm funcionado e eu não sei se acho isso bom ou ruim. É ruim e é bom ter as pessoas por perto, mas também pode ser bom tê-las longe, ou às vezes isso pode ser terrível.

Sei que não adianta falar que meus sentimentos diferem das minhas atitudes, afinal, quantas pessoas preferem ouvir a razão em detrimento dos sentimentos? Se ajuda de alguma forma, posso jurar que pensar sobre isso faz muito mais mal a mim mesma, pois ouvir o coração me agradaria muito mais.

E então chegamos à tão discutida questão do 10-10-10. E o que em 10 minutos me faz feliz, infelizmente não é o melhor para mim em 10 meses e 10 anos. Eu quero poder pensar nos 10 anos, sabe? E não consigo enxergá-lo da forma que querem.

Então escolho mergulhar numa apatia forçada, onde os meus sentimentos e o dos outros não me toquem e eu não sofra por nenhum deles, e apenas viva a minha rotina, como deveria ter sido desde sempre.


I wish I could really do this.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vou postar algo que estava nos rascunhos do meu e-mail desde o dia 29 de novembro de 2009. Hoje nem tudo faz tanto sentido, mas explicarei.

"Quer saber como me sinto a respeito das segundas-feiras?

Sinto como se tudo estivesse começando denovo. Como se fosse novamente meu primeiro dia de trabalho, meu primeiro dia na faculdade, meu primeiro dia de amizade com você...

E eu sinto medo.

Medo de que tudo tenha mudado de sexta pra cá, medo de que as pessoas tenham esquecido as coisas boas que aconteceram na semana anterior, medo de que tenha acontecido algo no fim de semana, que eu ignore, mas que mude totalmente o meu destino...

E eu me sinto totalmente insegura com tudo isso, como se os cinco dias que passei construindo algo sejam destruídos em dois míseros dias que saí da minha rotina."


Hoje o meu medo se refere mais especificamente ao fim de semana. Dois dias para sair com três ou quatro grupos, preocupações infinitas sobre se estou agradando a todos. Medo de que um furo ou uma saída separada de algumas pessoas mude o relacionamento por completo.

Mas segunda está aí para provar que as amizades não acabam por uma balada perdida, e que as preocupações vêm do ócio e da depressão-pós-fim-de-semana-quase-perfeito. ;)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Faculdade

Parece que foi ontem que entrei por aquele portão, passei pela catraca e pensei: "e agora?" Procurando alguém que eu conhecesse, fui para o auditório, onde haveria um palestra para os iniciantes antes das aulas. Me lembro com clareza sobre a palestra do dono do Super Maia, que também estudou onde eu estudo, sobre como a faculdade formou quase tudo o que ele é hoje, profissionalmente.

Na primeira semana as integrações e os grupinhos sempre começam. Eu nunca fui de grupinhos, acabei socializando com um aqui outro acolá. Na segunda semana, como se fôssemos peritos em relações interpessoais, fomos colocados contra a parede para uma candidatura, votação e escolha dos representantes de turma. Foi uma guerra para fazer três se levantarem, e de alguma forma fui eleita para vice. Não que isso signifique algo, vices nunca fazem muita coisa na escola e na faculdade, haha.

Mais rápido do que eu imaginava descobri que aquele era o curso perfeito para mim. Eu tinha tomado minha decisão baseada em opiniões de pessoas próximas que afirmavam que eu tinha um feeling administrativo, além de boas perspectivas de crescimento na empresa onde eu trabalhava na área operacional; poderia mudar para a área administrativa.

No meu segundo semestre fui reconhecida pela empresa mas descobri que auxiliares administrativos estão bem longe de serem administradores de fato, do ponto de vista hierárquico. O trabalho honroso do famoso POC3 (Planejar, Organizar, Coordenar, Controlar e Comandar) é das mais altas patentes empresariais! Mas pude colocar algumas coisas em prática e adquiri uma boa bagagem, a partir de observações de como funcionam certos setores da empresa, e comparando o que me estava sendo ensinado com a realidade (e acredite, é completamente diferente! - pelo menos lá).

De fevereiro de 2009 até hoje aprendi como a administração evoluiu da revolução industrial até os dias de hoje, a montar e compreender balanços patrimoniais e dre's, conceitos básicos de marketing, a utopia da "correta" gestão de pessoas e muitas outras coisas que formaram parte da minha bagagem teórica de Administração de Empresas.

Agora, no semestre que vai marcar a metade do meu curso, sinto o cerco se fechando. A partir de agora, só ficam os melhores. E esses melhores é que vão concorrer comigo (pois quero e serei uma das melhores) às mais cobiçadas vagas de emprego nas mais renomadas empresas. O momento de decidir uma ênfase, uma especialização está chegando e quem não souber qual o seu "quadrado" pode perder ótimas oportunidades.

Não se chega a um lugar satisfatório sem saber onde se quer chegar. E planejamento eu faço de sobra. Tenho visão de futuro. E agora o que eu quero é um emprego onde eu possa praticar o que já aprendi, aprender novas coisas e crescer. Não quero mais ser vista como "a menina de 19 anos que está no primeiro emprego", como eu fui vista antes. Quero e vou me mostrar competente e profissional, pois mesmo tendo pouca experiência, eu já tenho alguma e sei mais ou menos como as coisas funcionam dentro de uma empresa.

E que venham os próximos dois anos que me formarão uma verdadeira e ótima administradora!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Parque de diversões

Falei muito pouco de São Paulo aqui, mas pretendo falar direitinho sobre meu roteiro mais para frente. Hoje quero falar sobre a primeira vez que fui a um verdadeiro parque de diversões.

Em Brasília temos um parque de diversões dentro do Parque da Cidade, cujas atrações que dão mais adrenalina são duas montanhas russas, uma delas fazendo um loop. É legal, mas não é a coisa mais emocionante do mundo.

De vez em quando vêm alguns parques para cá. Quando eu era pequena e corajosa meu pai não me deixava ir, e agora eu tenho juízo e não confio em parques de diversão que podem ser montados em qualquer descampado.

Em São Paulo, por indicação e muita insistência de algumas pessoas, e também por vontade própria, claro, fui ao Hopi Hari. É MARAVILHOSO! É uma cidade a parte. Pessoas com fantasias andam pelo parque a todo momento. Tem uma parte chamada "Wild West" cuja arquitetura e todo o restante lembra o velho oeste dos Estados Unidos (pelo menos o que vemos nos filmes, hehe).

Um dos cenários do Wild West

Tem uma parte que lembra o antigo Egito, onde há múmias e templos. E fora a arquitetura e a cenografia do lugar, tem a melhor parte: os brinquedos!  

Essa postagem é para falar de um brinquedo específico: La Tour Eiffel. Com a base imitando a torre francesa, é um brinquedo com 69,5 metros de altura. As pessoas sentam em assentos que sobem cinco metros por segundo. Chegando lá em cima, temos dois segundos para apreciar a vista (que é linda!).

Uma das vistas do parque (não, não tirei essa foto da torre. foi da roda gigante :P)

Depois dos dois segundos, um "tec" e um balanço de leve no assento. E caímos a 94 km/h dos 69,5 metros. Eu já sonhei muito na minha vida que estava caindo, e a sensação de desespero é parecida. Mas as outras sensações não tem como explicar. É um misto de medo, desespero, realização, vontade de que acabe logo.

La Tour Eiffel, Hopi Hari

Fui três vezes para afirmar para mim e para todos que enfrentei meus medos, mas ao sair do brinquedo a terceira vez, com dor de cabeça, falei para mim mesma que valeu a experiência. Nunca mais vou num brinquedo desses na minha vida!

E me surpreendi com meu sonho de ontem (de domingo para segunda). Sonhei que estava no Beto Carrero e ia na torre de lá. Eu não posso fazer comparações, pois a torre do Hopi Hari já me traumatizou. Mas depois de ter sonhado que eu ia na do Beto Carrero e chegava lá embaixo em estado de choque (juro! eu não conseguia andar, e só me lembrava de estar lá em cima e da dor na barriga que foi descer), eu fui pesquisar.

A torre do Beto Carrero é chamada de Big Tower, e de acordo com o site (fiquei impressionada), é a maior torre do mundo. São 100 metros (no meu sonho, eram 120 - haha, menos pior!), e a velocidade da queda chega a 120 km/h.

Big Tower, Beto Carrero

Não sei se foi a cirurgia de retirada da minha vesícula que me traumatizou a parte abdominal do corpo, mas só de pensar não sinto frio na barriga não, sinto dor mesmo.

Meu sonho me assustou. Me apaixonei por parques de diversão e pretendo ir assim que juntar uma graninha ao Beto Carrero (que dizem, aliás, ser a Disney brasileira - se o Hopi Hari é uma cidade, lá é um país). Mas mesmo recuperada da cirurgia, não sei se terei coragem de descer de uma torre novamente - e 30 metros maior do que a que eu fui! Me chamem do que quiser. Trauma é trauma! Quando for ao Beto Carrero, digo aqui se tive coragem ou não.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pesadelo

Fazia tempo que não tinha um pesadelo com tanta riqueza de detalhes. O dito-cujo me apareceu na manhã de ressaca de sábado, quando após acordar para beber água, voltei a dormir o sono não dormido a noite.

Eu tinha viajado para Goiânia e ido a uma das últimas sessões de cinema em um shopping. Quando saí do cinema, senti vontade de ir ao banheiro mas o único aberto ficava no andar da garagem. Desci a escada rolante, fui ao banheiro, mas quando voltei, percebi que não havia escada rolante para subir de volta. Usei um daqueles telefones de informação e a pessoa me indicou um lugar no fundo da garagem, onde eu deveria apertar um botão no chão e esperar um elevador que apareceria.

Quando me abaixei para apertar o botão, dois homens vestidos com roupas estilo lanchonete de filme americano começaram a me chamar e falaram que ali não tinha elevador nenhum, para eu desistir de apertar o botão. Eu falei para eles que aquela tinha sido a informação que recebi e ignorei, e eles ficaram meio aturdidos, e tentaram me tirar de lá.

Neste momento meu amigo que estava me esperando em cima apareceu e disse que estava preocupado, pois eu estava demorando, e como o carro dele estava na garagem mesmo, ele resolveu vir me procurar. Fomos para o carro e os dois homens nos seguiram. Quando já estávamos saindo, vários carros ligaram os faróis e nos cercaram, e os homens falaram para seguirmos os carros.

Fomos levados a uma pizzaria, em uma quadra onde havia vários fast-foods. Eu estava com fome e nem me preocupei tanto com os carros que nos conduziram até lá, já que o local estava cheio. A pizzaria tinha um estacionamento grande. Uma grade dava acesso a uma área descoberta onde haviam várias mesas com guarda-sol, e desta área tinha-se acesso a parte interna, onde eram feitos os pedidos.

Entramos na pizzaria e a grade que dava para a área descoberta foi trancada. O lugar tinha um sistema de som, do qual veio uma voz que falou que todos que estavam ali iam morrer. Três homens com aquelas roupinhas de lanchonete começaram a jogar álcool no chão e nas pessoas, enquanto a voz do som falava que haveria um belo incêndio no lugar, naquele momento.

Entrei em desespero. Após nos assustar, a voz do som falou "já que esses são seus últimos momentos de vida, aproveitem a festa!" e colocou um dance. Neste momento saíram vários garçons distribuindo pizza e bebidas, e a maioria das pessoas parecia que nem estava se importando, e começaram a "se divertir". Eu fiquei em estado de choque com a atitude das pessoas, e sentei em um canto para observar. Enquanto isso, a cozinha da pizzaria começou a pegar fogo, e a intenção era que o fogo fosse aumentando aos poucos e chegasse até os outros lugares.

Uma mulher de mais ou menos 20 anos entrou em desespero e foi pular a grade que separava a pizzaria do estacionamento. Pulou, mas em volta do local tinham colocado vários cabos pretos, fazendo um círculo. Ela foi de encontro a esses cabos e, quando encostou, ficou tremendo durante alguns segundos e logo depois caiu no chão, morta eletrocutada. Eu comecei a chorar, pois nunca vi ninguém morto (muito menos morrendo) na minha frente, e percebi que o fogo já estava chegando ao balcão de pedido dentro da pizzaria.

Lá dentro tinha mais ou menos 30 pessoas. Meu amigo sumiu de perto de mim e um cara sentou do meu lado e ficou tentando me animar, falando "nós vamos morrer mesmo, vamos dançar, fica comigo!" e eu só conseguia ficar mais desesperada. Encontrei meu amigo e comecei a sacudi-lo e a gritar: "JL, eu não quero mais ver esse filme! A gente tá vendo um filme, não tá? Ou eu to sonhando? Eu não quero mais ver isso, JL, eu quero acordar!!!" E logo depois acordei, lembrando de todos os detalhes desse que foi um dos meus piores pesadelos do ano.