segunda-feira, 17 de maio de 2010

Meu Reino por um Túmulo

John J. Malone é um pequeno advogado - que talvez se enquadrasse melhor na profissão de detetive particular -, suponho eu dos anos 50 ou 60. Com um charuto no bolso ou na mão, esse pequeno e inteligente personagem de Craig Rice mora num hotel e usa táxis para se locomover em Chicago, a "Cidade dos Ventos" e de vários crimes, que ele muitas vezes é incubido de resolver.

Um alcoólatra enrustido, Malone dedica muito do seu tempo bebendo whisky com cerveja no bar de Joe, o Anjo, onde faz o social com os amigos e analisa a sua situação, muitas vezes delicada, ao tentar desvendar os crimes mais complexos.

Neste livro, essa figura é chamada por Hazel Swackhammer, dona da maior empresa de cosméticos da época, Delora Deanne, até a sua casa. Delora também é o nome da linda modelo que representa a marca.

Ansioso por conhecer a mulher com quem muitas vezes sonhara, Malone espera na sala de visitas da casa de Hazel, e se surpreende ao tomar conhecimento de seis mulheres: Hazel, a "cabeça", quem concebeu todo o projeto, Gertrude Bragg - o rosto, Eula Stolz - busto e pernas, Louella Frick - os pés, Rita Jardee - a voz, e Eva Lou Strass - as mãos, que ele não conhece, pois ela não compareceu à reunião.

Ainda surpreso e de certa forma decepcionado por Delora ser cinco mulheres (algumas delas com apenas uma parte do corpo realmente bela), Malone acompanha Hazel ao seu escritório, onde abre uma das correspondências da manhã de sua anfitriã: uma pequena caixa de cetim branco, contendo um maravilhoso e caro par de luvas, preenchidas com um belo par de mãos embalsamadas, as mãos de Eva Lou.

Agora Malone deve descobrir o paradeiro do corpo da modelo, quem está por trás disso tudo e prestar muita atenção ao que acontece à sua volta - afinal, parece ser do interesse do assassino enviar cada parte de Delora Deanne à Hazel Swackhammer em uma caixinha, e ele não pode deixar que isso aconteça.

Este livro vale muito por cada surpresa que se tem ao ler, cada cena cômica de seus personagens - afinal, Craig Rice consegue nos divertir mesmo numa cena de assassinato! -, e com cada volta em Chicago que Malone dará para resolver este mistério. Fica a dica!

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