Meu primeiro diário foi aos 7 anos de idade. 6 ou 7. Eu acabava de "me formar" na pré-escola, e ganhei de um tio um ursinho formando, pequenininho, com um chapéu de formatura e um diploma azuis. E um diário com um cadeado em formato de coração, rosa.
Eu sempre gostei de escrever, e apesar de reconhecer que a minha habilidade está longe de ser um dom, reconheço que me expresso relativamente bem dessa forma, às vezes acho que até melhor do que falando. Mas eu desenvolvi um pequeno problema por começar a escrever em diários tão cedo.
Não me recordo com detalhes, mas sei que eu tinha uma imaginação fértil quando criança. Eu brincava comigo mesma, criava cenários e situações em locais aparentemente simples e sem atrativos, inventava histórias para os lugares onde andava, e até tive uma amiga imaginária por um tempo.
Quando eu escrevia, levava o mundo imaginário comigo. "Estou de férias, e com saudade dos meus namorados", é uma frase do meu primeiro diário que nunca esquecerei. Obviamente não havia a menor possibilidade de eu ter namoradoS com aquela idade, eu sequer pensava nas diferenças entre meninos e meninas naquela época... mas no fantástico mundo de Carol, tudo era possível.
Vários diários fizeram parte da minha vida. Parei aos 16 anos, no ponto em que era necessário alguns cadernos de 10 matérias por ano para abrigar tanta imaginação. Uma vez, aos 13 anos, resolvi fazer um no computador. Documento de texto no Word com a data, sabe como é. E a minha imaginação me ajudou a me meter em uma enrascada...
Eu imaginei coisas que não devia, e meu pai, que me monitorava de perto (atitude nada agradável, mas não tiro a razão dele...), leu e não gostou nada daquilo. E o pior: pensou que o que eu tinha escrito era verdade. Ouvi muito de algumas pessoas, mas não aprendi a lição. Tive que dar algumas explicações durante a minha adolescência pelas coisas que escrevia.
Hoje eu não tenho mais um diário, mas ainda tenho um mundo imaginário - do qual não falo, pois pareceria pura insanidade - e descobri, essa semana, que a mania de criança ainda deixou vestígios, se aproveitando de uma pequena fraqueza: os meus sentimentos.
Quando começo a escrever sobre eles, vou para outro mundo. Viro uma pessoa neurótica, dramática, depressiva ou absurdamente alegre, dependendo da situação, em poucos segundos. Começo a escrever uma coisa aparentemente racional e prática e, quando vou ver... já escrevi um mundo de sentimentos, que dias depois que leio, não parecem realmente ser meus.
Da mesma forma que na adolescência, "viajar" na hora de escrever me trouxe alguns problemas recentes. Fico feliz de ter descoberto isso e não faço a menor idéia de como resolver esta situação. Talvez esteja na hora de deixar meu mundo imaginário... ou de parar de falar de sentimentos!
Eu sempre gostei de escrever, e apesar de reconhecer que a minha habilidade está longe de ser um dom, reconheço que me expresso relativamente bem dessa forma, às vezes acho que até melhor do que falando. Mas eu desenvolvi um pequeno problema por começar a escrever em diários tão cedo.
Não me recordo com detalhes, mas sei que eu tinha uma imaginação fértil quando criança. Eu brincava comigo mesma, criava cenários e situações em locais aparentemente simples e sem atrativos, inventava histórias para os lugares onde andava, e até tive uma amiga imaginária por um tempo.
Quando eu escrevia, levava o mundo imaginário comigo. "Estou de férias, e com saudade dos meus namorados", é uma frase do meu primeiro diário que nunca esquecerei. Obviamente não havia a menor possibilidade de eu ter namoradoS com aquela idade, eu sequer pensava nas diferenças entre meninos e meninas naquela época... mas no fantástico mundo de Carol, tudo era possível.
Vários diários fizeram parte da minha vida. Parei aos 16 anos, no ponto em que era necessário alguns cadernos de 10 matérias por ano para abrigar tanta imaginação. Uma vez, aos 13 anos, resolvi fazer um no computador. Documento de texto no Word com a data, sabe como é. E a minha imaginação me ajudou a me meter em uma enrascada...
Eu imaginei coisas que não devia, e meu pai, que me monitorava de perto (atitude nada agradável, mas não tiro a razão dele...), leu e não gostou nada daquilo. E o pior: pensou que o que eu tinha escrito era verdade. Ouvi muito de algumas pessoas, mas não aprendi a lição. Tive que dar algumas explicações durante a minha adolescência pelas coisas que escrevia.
Hoje eu não tenho mais um diário, mas ainda tenho um mundo imaginário - do qual não falo, pois pareceria pura insanidade - e descobri, essa semana, que a mania de criança ainda deixou vestígios, se aproveitando de uma pequena fraqueza: os meus sentimentos.
Quando começo a escrever sobre eles, vou para outro mundo. Viro uma pessoa neurótica, dramática, depressiva ou absurdamente alegre, dependendo da situação, em poucos segundos. Começo a escrever uma coisa aparentemente racional e prática e, quando vou ver... já escrevi um mundo de sentimentos, que dias depois que leio, não parecem realmente ser meus.
Da mesma forma que na adolescência, "viajar" na hora de escrever me trouxe alguns problemas recentes. Fico feliz de ter descoberto isso e não faço a menor idéia de como resolver esta situação. Talvez esteja na hora de deixar meu mundo imaginário... ou de parar de falar de sentimentos!

2 comentários:
Nossa, quantas coisas em comum! Se eu fizesse um blog você me processaria por plágio, mas juro que não seria rs
Passada!
Beijos
Isa, tinha percebido isso, mas nas suas publicações de humor no facebook. Temos muitas coisas em comum mesmo, deve ser a idade e o signo. =)
Bjim.
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