Meu quinto dia em Israel foi um dos mais marcantes, e um dos que mais aprendi. Acordamos cedo, como de costume, tomamos café, fizemos o check-out e fomos para o Har Herzl, ou Monte Herzl, um cemitério no lado oeste de Jerusalém.
O nome do cemitério é uma homenagem a Theodor Herzl, o fundador do moderno Sionismo político, visionário do Estado de Israel, que está enterrado lá.
Em Har Herzl também estão enterrados líderes sionistas, alguns presidentes e três primeiros-ministros israelenses, entre eles Yitzhak Rabin, cuja história conhecemos alguns dias depois, em Tel-Aviv.
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| Shawarma. Foto da internet. |
Do cemitério fomos para o mercado ao ar livre Manaché Yehuda almoçar. Lá comi pela primeira vez
shawarma, um prato árabe, que é um churrasco de cordeiro (neste lugar, mas já vi com outras carnes) assado num espeto vertical. Fatias mais finas do que as do churrasco que estamos acostumados são tiradas, e o restante fica assando, no espeto.
Foto da internet.
O churrasco é servido na
pita, que é o pão sírio, usado para alimentação com as mãos no país. A salada que eu não peguei, era tomate e pepino -
para variar, tinha isso até no café da manhã em todos os lugares, e tinha outras coisas que até hoje não sei o que eram também, além do molho delicioso tahine, que eu amo de paixão e hummus. Desculpas a quem lê, mas não dá para explicar o que é cada ingrediente. Mas estava delicioso. E foi servido com batatas fritas.
A tarde estava reservada para o Yad Vashem, que só dá para definir o que é com a Wikipedia: "Autoridade de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto". Sem dúvidas um dos lugares mais ricos fantásticos onde fui na minha vida. Começando pela vista, que aproveitei para registrar, já que dentro do museu isso não seria possível.
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| Eu, contemplando a vista do Yad Vashem |
Sem dúvida o local é o maior memorial do Holocausto do mundo. O museu é moderno, com vários recursos audiovisuais de qualidade. Recebemos um aparelho tipo walkie-talkie que nos ligava a guia do grupo, que contava muitas histórias e dava explicações durante a visita.
No museu há desde objetos pessoais de vítimas do holocausto a testemunhos dos sobreviventes, tudo em ordem cronológica, o que facilita o entendimento e o sentimento. É difícil explicar o que se sente naquele lugar.
Ao final, há a Sala dos Nomes, memorial aos 6 milhões de judeus assassinados no Holocausto. Na internet tem algumas fotos, é lindo. Lá também tem computadores que acessam o maior banco de dados de vítimas do Holocausto, também disponível no
site da organização. Vale a pena ler mais sobre o local, é um trabalho memorial muito bonito.
Do lado de fora do museu há o Jardim dos Justos Entre as Nações. Sabemos que certos não-judeus se arriscaram para salvar os judeus durante a guerra. Esses casos foram analisados e mais de 22 mil pessoas receberam um certificado e uma medalha em reconhecimento e agradecimento pelos seus feitos, tendo seus nomes registrados no jardim.
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| Vagão de um trem usado na guerra, Yad Vashem |
Além disso, há vários objetos artísticos e relacionados ao Holocausto fora do museu, como um vagão de trem que foi usado para levar os judeus a um campo de concentração.
O Yad Vashem é um tesouro que eu espero que dure eternamente. Vale a pena ler mais sobre isso, para quem se interessa no tema Holocausto.
No final do dia estávamos tristes com o que vimos no museu. Felizmente, o hotel para onde fomos era ótimo (o melhor da viagem, devo dizer), com um grande jardim e uma piscina, e recuperamos as energias. À noite, fomos a uma balada na rua Ben Yehuda, que apesar da música diferente (não era nem em hebraico, era pop antigo) foi bem legal. A noite terminou bem, sem exageros, pois 7h da manhã teríamos que acordar para continuar a viagem: era dia de conhecer Tel Aviv.
Tem sido muito bom rever tudo que aprendi no intercâmbio, ao escrever essas postagens. Creio que em breve terminarei meu pós-diário de viagem. :)