A música vêm de dentro dela. A toma, e ela não sabe se dança, se canta ou se fica parada, e na verdade não sabe exatamente qual destas coisas está fazendo, pois não tem pleno controle de todas as suas ações.
A fumaça que entra em sua boca faz o caminho até os seus pulmões a refrescando, e ela quer que aquele momento dure para sempre. Mas também quer viver outros momentos. Minutos de indecisão sobre qual das várias sensações maravilhosas escolher.
Os olhos dela captam tantas informações que ela se confunde, e os fecha. Ao fechá-los, os outros sentidos se aguçam e a música novamente toma o seu corpo; seu tato se torna incomparável e novamente ela se perde no tempo e no espaço.
Por isso o dia seguinte às vezes é triste. Porque ela sempre encarou tudo como um momento, algumas horas felizes e surreais em sua vida pacata.
E no dia seguinte a este dia maravilhoso em que ela não se conforma em se recolher à sua depressão, e sai para ver a vida com uma companhia maravilhosa, ela vê que o dia seguinte não precisa ser depressivo. Não será igual ao anterior, mas não precisa ser triste.
Afinal, a alegria e o amor existem, e ela já consegue enxergá-los.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Philosophy
Hoje eu descobri o que há em comum nos lugares que mais amo em Brasília. Todos esses lugares fazem com que eu me sinta viva, me abrem os olhos para os detalhes da vida, permitem que eu me sinta surpresa com o canto de um pássaro, com o formato das nuvens no céu, e até mesmo com a minha respiração.
Hoje é tão comum vivermos no "piloto automático", que achamos que a nossa rotina é a nossa vida. Mas não é. A rotina, o trabalho, a família, os estudos, são parte da nossa vida. A vida é o conjunto dos fenômenos naturais, os animais, de tudo que está e acontece a nossa volta independente das nossas escolhas.
Quando crescemos, perdemos a capacidade de nos surpreender. Acostumamo-nos com o que achamos que é a vida, e deixamos de admirá-la. Quando foi a última vez que você parou para ver o formato das nuvens, ouvir um passarinho, esquecer do tempo e deixar de reparar no óbvio (pessoas, carros, música)?
Para isso é que servem os lugares prediletos. Eles nos lembram que há uma vida acontecendo além das nossas rotinas diárias. Lembram que é bom e é preciso esquecer de tudo por alguns instantes.
Sem lugares assim, ou tempo para fazer coisas assim, a vida passa enquanto achamos que estamos vivendo, e no final, vemos que fomos apenas robozinhos em busca do que a sociedade nos impôs: dinheiro, marido/esposa, diploma, um bom emprego, e deixamos de pensar, e morremos sem saber, qual é o real sentido da vida, o que há de bonito nela, e por que estamos aqui.
Praça dos Cristais
Vista da Torre de TV
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Them
Ele não me deixou postar no Facebook, mas aqui é o meu espaço, não tem como ele reclamar! =D
Eu fiquei brava porque eu estava toda amorzinho, inspirada para escrever uma super homenagem para eles, e ele veio me cortando, dizendo que tínhamos que tirar uma foto "mais bonita". Mas o legal dessa foto é exatamente a espontaneidade, nossas caras de bêbados felizes que não tem nada para fazer no sábado (o que não era exatamente verdade, né).
Eu só queria mesmo dizer que vocês são parte muito importante e especial na minha vida, Fred e Cainã!
Eu fiquei brava porque eu estava toda amorzinho, inspirada para escrever uma super homenagem para eles, e ele veio me cortando, dizendo que tínhamos que tirar uma foto "mais bonita". Mas o legal dessa foto é exatamente a espontaneidade, nossas caras de bêbados felizes que não tem nada para fazer no sábado (o que não era exatamente verdade, né).
Eu só queria mesmo dizer que vocês são parte muito importante e especial na minha vida, Fred e Cainã!
Da esqueda para a direita: Cainã, Carol (yeah, meu cabelo está levemente rosa) e Fred, na festinha mais estranha que já dei na minha casa, dia 12.03.10 (coincidência ou não, amanhã completam 7 meses!).
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tem um garoto com quem estudei na 5ª série, e apenas na 5ª série. R.A. Ele tem uma irmã gêmea. Nós fomos bons amigos naquela época, mas depois que eu mudei de colégio perdemos um pouco o contato... que, na verdade, nunca é perdido totalmente graças às redes sociais.
A mãe de um outro amigo canta no coral da UnB. Fui em uma apresentação do coral há uns dois ou três meses, onde vi este meu amigo de longe, após tanto tempo. Não consegui me encontrar com ele esse dia.
Semana passada eu estava no Conjunto Nacional, na praça de alimentação, e ele passou rápido do meu lado. Não deu para abordá-lo.
Terça-feira eu estava no ônibus, indo para a aula de francês, e quando o ônibus parou em certo lugar, lá estava ele, caminhando, com um caderno na mão e fones no ouvido.
Esta noite sonhei que finalmente conseguia abordá-lo, e comentava sobre todas as ocasiões em que eu o vi de longe.
Será que devo entrar em contato com ele, saber se ele está bem?
A mãe de um outro amigo canta no coral da UnB. Fui em uma apresentação do coral há uns dois ou três meses, onde vi este meu amigo de longe, após tanto tempo. Não consegui me encontrar com ele esse dia.
Semana passada eu estava no Conjunto Nacional, na praça de alimentação, e ele passou rápido do meu lado. Não deu para abordá-lo.
Terça-feira eu estava no ônibus, indo para a aula de francês, e quando o ônibus parou em certo lugar, lá estava ele, caminhando, com um caderno na mão e fones no ouvido.
Esta noite sonhei que finalmente conseguia abordá-lo, e comentava sobre todas as ocasiões em que eu o vi de longe.
Será que devo entrar em contato com ele, saber se ele está bem?
Auto-puxão-de-orelha
Uma das coisas mais importantes que sempre me foi ensinada pelo meu pai, e por vários dos livros que li em toda a minha vida, e que hoje posso dizer que é o um dos principais valores da minha vida, é: todos tem algo a ensinar, e você tem sempre o que aprender.
E por mais óbvio que seja este valor, o que mais vejo hoje em dia são pessoas que acham que já sabem de tudo, ou mesmo que reconheçam sua ignorância em certos aspectos da vida, não fazem absolutamente nada para mudar sua situação.
Não quero dar lição de moral em ninguém, aqui. Esta postagem é para mim mesma. Pois percebi que às vezes negligencio o conhecimento e as experiências de vida de algumas pessoas, por algum preconceito enraizado no meu mapa mental. E com muito mais frequência, absorvo em um dado momento o que a pessoa tem para me ensinar, mas simplesmente não aplico na minha vida.
Descobri isso hoje, motivada por uma conversa que tive com um colega de sala com quem nunca havia conversado. Na fase inicial de uma conversa com um estranho, tenta-se descobrir pontos em comum falando sobre nossas rotinas diárias, e foi assim que aconteceu.
Este meu colega de classe trabalha durante o dia, faz faculdade à noite e lá no campus, possui uma venda de salgados, onde ele fica antes das aulas, no intervalo e no final. E o ponto em comum que descobrimos e sobre o qual estávamos conversando, era o aprendizado de línguas. Além de tudo o que citei, ele faz inglês duas vezes por semana no horário de almoço, e estuda espanhol por conta própria com livros e video-aulas que comprou.
Um método de aprendizagem que ele tem usado para o inglês é o seguinte: todos os dias ele entra em um site (não sei ainda qual é - perguntarei), e olha uma lista de verbos. Ele escolhe dois verbos que o agradam, alimenta uma planilha onde coloca a tradução do verbo e faz as devidas conjugações no presente, passado e futuro. No dia seguinte, ele faz uma frase para cada tempo verbal de cada verbo que aprendeu no dia anterior, além dos anteriormente aprendidos - tarefa acumulativa.
Achei o método interessante, e me propus a executá-lo. Mas no dia seguinte, pensando sobre isso, lembrei do meu esquecido caderno oficial de francês, no qual nunca termino de transcrever o conteúdo do caderno de rascunho. Também lembro dos trabalhos da faculdade que deixo para o dia anterior à entrega, e todos os assuntos que tenho deixado para resolver "amanhã".
E esta postagem é um puxão de orelha em mim mesma, para que todo o meu público internauta veja um grande defeito meu, que pretendo corrigir. Preciso deixar de ser preguiçosa e fazer as coisas que tem que ser feitas, no dia em que elas aparecerem, não no final do prazo de resolução.
E preciso deixar de ignorar o conhecimento que adquiro com as outras pessoas. Admirar a forma de vida dos outros é tão fácil, não é? O que mais vejo são pessoas comentando da "inveja boa" que têm daquelas pessoas que praticam esportes ou fazem academia, lêem um ou mais livros por mês, comem salada, estão sempre de bem com a vida, enfim, que possuem hábitos física e psicologicamente saudáveis. Mas adotar esses hábitos, é sempre uma meta do check-list do "amanhã" que nunca chega.
Eu só posso esperar e me empenhar para que a última coisa que eu abandone seja exatamente esta mania de abandonar tudo no meio do caminho.
E por mais óbvio que seja este valor, o que mais vejo hoje em dia são pessoas que acham que já sabem de tudo, ou mesmo que reconheçam sua ignorância em certos aspectos da vida, não fazem absolutamente nada para mudar sua situação.
Não quero dar lição de moral em ninguém, aqui. Esta postagem é para mim mesma. Pois percebi que às vezes negligencio o conhecimento e as experiências de vida de algumas pessoas, por algum preconceito enraizado no meu mapa mental. E com muito mais frequência, absorvo em um dado momento o que a pessoa tem para me ensinar, mas simplesmente não aplico na minha vida.
Descobri isso hoje, motivada por uma conversa que tive com um colega de sala com quem nunca havia conversado. Na fase inicial de uma conversa com um estranho, tenta-se descobrir pontos em comum falando sobre nossas rotinas diárias, e foi assim que aconteceu.
Este meu colega de classe trabalha durante o dia, faz faculdade à noite e lá no campus, possui uma venda de salgados, onde ele fica antes das aulas, no intervalo e no final. E o ponto em comum que descobrimos e sobre o qual estávamos conversando, era o aprendizado de línguas. Além de tudo o que citei, ele faz inglês duas vezes por semana no horário de almoço, e estuda espanhol por conta própria com livros e video-aulas que comprou.
Um método de aprendizagem que ele tem usado para o inglês é o seguinte: todos os dias ele entra em um site (não sei ainda qual é - perguntarei), e olha uma lista de verbos. Ele escolhe dois verbos que o agradam, alimenta uma planilha onde coloca a tradução do verbo e faz as devidas conjugações no presente, passado e futuro. No dia seguinte, ele faz uma frase para cada tempo verbal de cada verbo que aprendeu no dia anterior, além dos anteriormente aprendidos - tarefa acumulativa.
Achei o método interessante, e me propus a executá-lo. Mas no dia seguinte, pensando sobre isso, lembrei do meu esquecido caderno oficial de francês, no qual nunca termino de transcrever o conteúdo do caderno de rascunho. Também lembro dos trabalhos da faculdade que deixo para o dia anterior à entrega, e todos os assuntos que tenho deixado para resolver "amanhã".
E esta postagem é um puxão de orelha em mim mesma, para que todo o meu público internauta veja um grande defeito meu, que pretendo corrigir. Preciso deixar de ser preguiçosa e fazer as coisas que tem que ser feitas, no dia em que elas aparecerem, não no final do prazo de resolução.
E preciso deixar de ignorar o conhecimento que adquiro com as outras pessoas. Admirar a forma de vida dos outros é tão fácil, não é? O que mais vejo são pessoas comentando da "inveja boa" que têm daquelas pessoas que praticam esportes ou fazem academia, lêem um ou mais livros por mês, comem salada, estão sempre de bem com a vida, enfim, que possuem hábitos física e psicologicamente saudáveis. Mas adotar esses hábitos, é sempre uma meta do check-list do "amanhã" que nunca chega.
Eu só posso esperar e me empenhar para que a última coisa que eu abandone seja exatamente esta mania de abandonar tudo no meio do caminho.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ela chega no posto de gasolina, são 1h da manhã de terça-feira.
- Ooooi! Eu queria uma cerveja.
- Não estamos mais vendendo cerveja.
- POR QUE? Vocês eram o único posto da cidade a vender de madrugada!
- O posto foi notificado, porque não é permitido vender cerveja a partir das 22h, e nós vendíamos... Ah! Também não temos Twix, nem Lucky Strike preto.
- Hã?! Ah...
Quando o vendedor do posto, do turno da madrugada, durante a semana, começa a saber exatamente o que você vai comprar, é hora de rever os seus hábitos alcoólicos-noturnos.
- Ooooi! Eu queria uma cerveja.
- Não estamos mais vendendo cerveja.
- POR QUE? Vocês eram o único posto da cidade a vender de madrugada!
- O posto foi notificado, porque não é permitido vender cerveja a partir das 22h, e nós vendíamos... Ah! Também não temos Twix, nem Lucky Strike preto.
- Hã?! Ah...
Quando o vendedor do posto, do turno da madrugada, durante a semana, começa a saber exatamente o que você vai comprar, é hora de rever os seus hábitos alcoólicos-noturnos.
sábado, 2 de outubro de 2010
"O problema não é você...
...sou eu.”
O jargão romântico atual, que tantos ouvem e que eu tanto falo.
Esse post tem um único objetivo, que é explicar aos broken-hearted de plantão que infelizmente não sabemos dizer o porquê somos o problema. Simplesmente somos.
Aceite, não desenvolva nenhuma síndrome de perseguição e siga a sua vida. Você ainda ouvirá isso algumas vezes e quem sabe, um dia, talvez até use essa frase.
E quando usar você verá que realmente, o problema não é o outro. Ele é perfeito, vocês juntos são perfeitos, o problema simplesmente é... você.
O jargão romântico atual, que tantos ouvem e que eu tanto falo.
Esse post tem um único objetivo, que é explicar aos broken-hearted de plantão que infelizmente não sabemos dizer o porquê somos o problema. Simplesmente somos.
Aceite, não desenvolva nenhuma síndrome de perseguição e siga a sua vida. Você ainda ouvirá isso algumas vezes e quem sabe, um dia, talvez até use essa frase.
E quando usar você verá que realmente, o problema não é o outro. Ele é perfeito, vocês juntos são perfeitos, o problema simplesmente é... você.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Três meses
Três meses constroem uma amizade.
Iniciam um romance.
Deixam pessoas depressivas pela falta de alguma coisa.
Custam dinheiro. Muito.
Viram a vida de cabeça para baixo.
Colocam a vida no lugar denovo.
Faltam menos de três meses para o natal, a época dos meus sonhos de menina que até hoje me enche os olhos d'água e me faz ficar feliz e radiante sem motivo.
Três meses exatos para o início de um novo ano, que com certeza será beeeem diferente desse que está passando.
Três meses e um dia para eu completar 20 anos. A idade que não marca oficialmente o início da vida adulta, mas que muda a forma como as pessoas te enxergam quando você fala.
Até agora o meu balanço-geral do ano está com saldo positivo. E para quem gosta de fazer resoluções de ano-novo e vive se arrependendo dia 31 de dezembro, aviso que está na hora de desenterrar a listinha feita em janeiro e correr atrás dos seus objetivos, sonhos e planos para 2010.
Ainda temos três meses.
Iniciam um romance.
Deixam pessoas depressivas pela falta de alguma coisa.
Custam dinheiro. Muito.
Viram a vida de cabeça para baixo.
Colocam a vida no lugar denovo.
Faltam menos de três meses para o natal, a época dos meus sonhos de menina que até hoje me enche os olhos d'água e me faz ficar feliz e radiante sem motivo.
Três meses exatos para o início de um novo ano, que com certeza será beeeem diferente desse que está passando.
Três meses e um dia para eu completar 20 anos. A idade que não marca oficialmente o início da vida adulta, mas que muda a forma como as pessoas te enxergam quando você fala.
Até agora o meu balanço-geral do ano está com saldo positivo. E para quem gosta de fazer resoluções de ano-novo e vive se arrependendo dia 31 de dezembro, aviso que está na hora de desenterrar a listinha feita em janeiro e correr atrás dos seus objetivos, sonhos e planos para 2010.
Ainda temos três meses.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
The life pursuit
"I always loved you
You always had a lot of style
I'd hate to see you on the pile
Of 'nearly-made-it's'
You've got the essence, dear
If I could have a second skin
I'd probably dress up in you"
É bom ouvir das pessoas que você está aparentando estar muito bem e mais feliz, mesmo que o principal motivo seja porque
Eu finalmente estou fazendo as coisas certas na minha vida. Tomando as decisões certas após pensar bastante e considerando os sentimentos dos outros, investindo na minha vida social e nas amizades que eu realmente quero preservar a vida toda, correndo atrás do que eu quero para a minha vida.
E isso, além da ajuda dos anjinhos que eu tenho na minha vida, está realmente me deixando mais
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Amar é...
Me perguntaram o que é amor.
Amor, para mim, é indefinível. Não sou um dicionário, mal sei explicar o que é uma bola. Uma bola é uma bola. Sei dizer o que ela faz, suas utilidades, mas para mim, é difícil definir a coisa.
[Sim, estou comparando bola com amor. E sim, eu sou a mestre das comparações absurdas. Ouvi isso três anos da minha vida já assumi para mim mesma a situação. Apenas acompanhe o raciocínio. ;)]
O fato é que da mesma forma que não sei dizer exatamente o que é uma bola, mas sei dizer o que ela faz, eu não sei explicar o que é o tal do amor. Mas tenho as minhas convicções sobre o que ele representa, o que ele causa (ou deveria causar) nas pessoas. Por isso o título da postagem não é “amor é”, e sim “amar é”...
Amar é pensar na pessoa amada a cada tempinho livre. É querer ficar junto, não só para satisfazer a sua carência, é querer sanar as necessidades da outra pessoa antes das suas.
Amar é não esperar que a sua felicidade seja despertada pela outra pessoa. É fazer de tudo para deixar a outra pessoa feliz, e ficar feliz apenas por isso.
Amar é pensar no outro antes de tomar as decisões, das mais bobas às mais importantes. Realmente considerar a pessoa como parte da sua vida e demonstrar isso nas suas ações.
Quando amamos, fazemos planos para o futuro. Queremos um futuro com a pessoa amada, não pensamos apenas no presente e nos nossos impulsos imediatos. É buscar crescer junto com a outra pessoa e construir algo maior e único, exclusivo dos dois.
Amar é estar disposto vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para ouvir, abraçar, beijar, acalmar, ajudar e acrescentar algo na vida do outro. É buscar acrescentar algo na vida do outro, ser útil de alguma forma, estar ali quando preciso.
Envolve, às vezes, disfarçar um mau momento por saber que a pessoa está pior que você e ajudá-la antes de procurar ajuda, deixar passar uma atitude besta e talvez impensada para evitar uma discussão, engolir o ego e o ciúmes para não sufocar o outro, deixar o orgulho de lado e ser mais humildes do que realmente estamos dispostos a ser, para não incomodar demais a outra pessoa.
Amar é maximizar os momentos felizes com a pessoa amada, inventar brincadeiras idiotas só dos dois, estar sempre disposto a se divertir com o outro, mesmo em situações onde a diversão não é muito aceita ou fácil de ser conseguida.
É estar disposto e querer conquistar a pessoa amada todos os dias, mesmo que ela já tenha sido de fato conquistada.
Mas, para mim, o principal sintoma do amor, é dizer que ama. Isso foi uma amiga que me ensinou, e não faz muito tempo – faz algumas semanas, para ser sincera. “Se você não diz todo dia que ama, se não reafirma seus votos com o coração todos os dias, é porque você não ama de verdade”, ela disse. E eu assino embaixo.
Não que assumir que ama seja fácil. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com isso. Desde um namorico malsucedido na segunda série, quando eu gostava do menininho mais do que ele de mim, decidi só falar “eu te amo” depois de ter ouvido. Isso magoou alguns indivíduos que aparentemente me amaram, ao longo da minha vida. Mas é um escudo invisível que vesti em mim.
Na verdade, acredito que o amor não se expressa só em palavras.
Aceito a expressão do amor mais e melhor do que as três palavrinhas, que em certos momentos chegam a me assustar. Pois também demonstro mais do que falo. O dia de falar “eu te amo” pela primeira vez sempre chega. É como meu pai gosta de falar sobre fazer sexo: “Minha filha: certas coisas, depois que a gente começa a fazer, a gente não pára mais”. Falar “eu te amo” é uma delas.
Amor, para mim, é indefinível. Não sou um dicionário, mal sei explicar o que é uma bola. Uma bola é uma bola. Sei dizer o que ela faz, suas utilidades, mas para mim, é difícil definir a coisa.
[Sim, estou comparando bola com amor. E sim, eu sou a mestre das comparações absurdas. Ouvi isso três anos da minha vida já assumi para mim mesma a situação. Apenas acompanhe o raciocínio. ;)]
O fato é que da mesma forma que não sei dizer exatamente o que é uma bola, mas sei dizer o que ela faz, eu não sei explicar o que é o tal do amor. Mas tenho as minhas convicções sobre o que ele representa, o que ele causa (ou deveria causar) nas pessoas. Por isso o título da postagem não é “amor é”, e sim “amar é”...
Amar é pensar na pessoa amada a cada tempinho livre. É querer ficar junto, não só para satisfazer a sua carência, é querer sanar as necessidades da outra pessoa antes das suas.
Amar é não esperar que a sua felicidade seja despertada pela outra pessoa. É fazer de tudo para deixar a outra pessoa feliz, e ficar feliz apenas por isso.
Amar é pensar no outro antes de tomar as decisões, das mais bobas às mais importantes. Realmente considerar a pessoa como parte da sua vida e demonstrar isso nas suas ações.
Quando amamos, fazemos planos para o futuro. Queremos um futuro com a pessoa amada, não pensamos apenas no presente e nos nossos impulsos imediatos. É buscar crescer junto com a outra pessoa e construir algo maior e único, exclusivo dos dois.
Amar é estar disposto vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para ouvir, abraçar, beijar, acalmar, ajudar e acrescentar algo na vida do outro. É buscar acrescentar algo na vida do outro, ser útil de alguma forma, estar ali quando preciso.
Envolve, às vezes, disfarçar um mau momento por saber que a pessoa está pior que você e ajudá-la antes de procurar ajuda, deixar passar uma atitude besta e talvez impensada para evitar uma discussão, engolir o ego e o ciúmes para não sufocar o outro, deixar o orgulho de lado e ser mais humildes do que realmente estamos dispostos a ser, para não incomodar demais a outra pessoa.
Amar é maximizar os momentos felizes com a pessoa amada, inventar brincadeiras idiotas só dos dois, estar sempre disposto a se divertir com o outro, mesmo em situações onde a diversão não é muito aceita ou fácil de ser conseguida.
É estar disposto e querer conquistar a pessoa amada todos os dias, mesmo que ela já tenha sido de fato conquistada.
Mas, para mim, o principal sintoma do amor, é dizer que ama. Isso foi uma amiga que me ensinou, e não faz muito tempo – faz algumas semanas, para ser sincera. “Se você não diz todo dia que ama, se não reafirma seus votos com o coração todos os dias, é porque você não ama de verdade”, ela disse. E eu assino embaixo.
Não que assumir que ama seja fácil. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com isso. Desde um namorico malsucedido na segunda série, quando eu gostava do menininho mais do que ele de mim, decidi só falar “eu te amo” depois de ter ouvido. Isso magoou alguns indivíduos que aparentemente me amaram, ao longo da minha vida. Mas é um escudo invisível que vesti em mim.
Na verdade, acredito que o amor não se expressa só em palavras.
Aceito a expressão do amor mais e melhor do que as três palavrinhas, que em certos momentos chegam a me assustar. Pois também demonstro mais do que falo. O dia de falar “eu te amo” pela primeira vez sempre chega. É como meu pai gosta de falar sobre fazer sexo: “Minha filha: certas coisas, depois que a gente começa a fazer, a gente não pára mais”. Falar “eu te amo” é uma delas.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Waka-waka
Centésima postagem, e uma iluminação sobre como diminuir a nostalgia do meu blog.
Vou tentar, a partir de agora, dar prosseguimento a uma série de postagens com a tag "Aconteceu Comigo". Só com histórias engraçadas, ou pelo menos divertidas, que aconteceram comigo (ou não - por isso vou tentar fazer a narrativa em terceira pessoa) e que valham a pena compartilhar.
Era 4 horas da manhã e ela tinha saído de uma festa de 15 anos. Voltando para casa com o seu namorado, tiveram a idéia de passar no mercado para comprar algumas cervejas, pois bêbados nunca se satisfazem - quanto mais bêbados, mais vontade tem de beber.
Na entrada do Pão de Açúcar do Lago Norte, uma van, de onde saíam várias pessoas muito mais bem arrumadas que nós. A última pessoa sai da van carregando uma réplica em tamanho real de um casal. Isso me deu uma idéia perfeita para o meu próprio casamento: transporte de convidados. Todo mundo pode beber, curtir a festa, e só vão embora quando todo mundo quiser, e todo mundo junto na van. Enfim.
Enquanto ela paga a cerveja, ele vai até o banheiro para lavar as latinhas - ele é quase um maníaco por limpeza, o típico guardanapo não serve para limpar latinhas. Ela termina de pagar e já vai saindo, quando a pessoa atrás dela na fila a segura pelo braço, e ela se vira.
- Shakiiiiiiiiiira!
- Hã?
- Você, Shakira! Que canta "waka waka ê, ê!"
- Não sou não.
- É sim! Me dá um abraço, Shakira!
- Não.
- Por que não? Você está com o namorado?
- Exatamente.
- Que pena. Mas você é tão linda, Shakira!!! Eu sou seu fã!
- Humm. Obrigada.
O namorado se aproxima e ela vai de encontro a ele, na esperança de que ele não perceba. Ao passar pelo caixa onde o feliz-bêbado-convidado-do-casamento estava, uma última frase:
- Ei! Você é que é o namorado da Shakira?!
Vou tentar, a partir de agora, dar prosseguimento a uma série de postagens com a tag "Aconteceu Comigo". Só com histórias engraçadas, ou pelo menos divertidas, que aconteceram comigo (ou não - por isso vou tentar fazer a narrativa em terceira pessoa) e que valham a pena compartilhar.
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Era 4 horas da manhã e ela tinha saído de uma festa de 15 anos. Voltando para casa com o seu namorado, tiveram a idéia de passar no mercado para comprar algumas cervejas, pois bêbados nunca se satisfazem - quanto mais bêbados, mais vontade tem de beber.
Na entrada do Pão de Açúcar do Lago Norte, uma van, de onde saíam várias pessoas muito mais bem arrumadas que nós. A última pessoa sai da van carregando uma réplica em tamanho real de um casal. Isso me deu uma idéia perfeita para o meu próprio casamento: transporte de convidados. Todo mundo pode beber, curtir a festa, e só vão embora quando todo mundo quiser, e todo mundo junto na van. Enfim.
Enquanto ela paga a cerveja, ele vai até o banheiro para lavar as latinhas - ele é quase um maníaco por limpeza, o típico guardanapo não serve para limpar latinhas. Ela termina de pagar e já vai saindo, quando a pessoa atrás dela na fila a segura pelo braço, e ela se vira.
- Shakiiiiiiiiiira!
- Hã?
- Você, Shakira! Que canta "waka waka ê, ê!"
- Não sou não.
- É sim! Me dá um abraço, Shakira!
- Não.
- Por que não? Você está com o namorado?
- Exatamente.
- Que pena. Mas você é tão linda, Shakira!!! Eu sou seu fã!
- Humm. Obrigada.
O namorado se aproxima e ela vai de encontro a ele, na esperança de que ele não perceba. Ao passar pelo caixa onde o feliz-bêbado-convidado-do-casamento estava, uma última frase:
- Ei! Você é que é o namorado da Shakira?!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Sonhos e pesadelos
Esta noite sonhei que eu voltava ao Hopi Hari, sozinha. Lá tinha uma montanha russa nova, que em certos momentos saía do trilho e a gente ficava flutuando. Só quando cheguei lá em cima e senti o frio na barriga foi que me lembrei que tenho que passar pelo menos seis meses longe desse tipo de coisa, mas fui mesmo assim. Eu estava com o boné de um amigo meu, que caiu enquanto a montanha russa andava.
Quando eu saí de lá e fui tentar resgatar o boné, estava escuro, e eu percebi que haviam vários militares no lugar, com suas roupas de gala. Olhei em volta e percebi que não estava mais no parque, estava em um daqueles casarões dos anos 60 onde as pessoas davam festas, e era uma festa de militares, e havia várias mulheres bonitas. E é o que me lembro.
Ontem sonhei que duas pessoas do meu antigo trabalho morreram. Registro aqui só para constar, não quero falar sobre isso.
Quando eu saí de lá e fui tentar resgatar o boné, estava escuro, e eu percebi que haviam vários militares no lugar, com suas roupas de gala. Olhei em volta e percebi que não estava mais no parque, estava em um daqueles casarões dos anos 60 onde as pessoas davam festas, e era uma festa de militares, e havia várias mulheres bonitas. E é o que me lembro.
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Ontem sonhei que duas pessoas do meu antigo trabalho morreram. Registro aqui só para constar, não quero falar sobre isso.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Esta noite sonhei que eu havia tatuado uma borboleta no ombro esquerdo, e estava com medo de voltar para casa, porque sei que o meu pai teria um ataque.
E também sonhei que eu ficava no portão de casa esperando a minha irmã junto com a van que leva ela ao colégio, e ela demorou mais de uma hora para aparecer.
E, aproveitando a postagem, quero dividir a minha ansiedade com quem visita este blog: segunda-feira eu tenho a entrevista dos meus sonhos, em um banco (onde sempre quis trabalhar), para trabalhar 6 horas e ganhar o que eu ganhava trabalhando 8. Me mandem bons pensamentos, eu PRECISO conseguir esse emprego.
E também sonhei que eu ficava no portão de casa esperando a minha irmã junto com a van que leva ela ao colégio, e ela demorou mais de uma hora para aparecer.
E, aproveitando a postagem, quero dividir a minha ansiedade com quem visita este blog: segunda-feira eu tenho a entrevista dos meus sonhos, em um banco (onde sempre quis trabalhar), para trabalhar 6 horas e ganhar o que eu ganhava trabalhando 8. Me mandem bons pensamentos, eu PRECISO conseguir esse emprego.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Californication
Confesso que o que me chamou a atenção para este seriado foi uma propaganda que vi na televisão, que mostrava o personagem principal com cerca de 20 mulheres diferentes - um sedutor nato. Fiquei curiosa para saber como ele lidava com a situação e como ele fazia para não deixar uma mulher encontrar a outra (já que, na vida real, a coisa não é assim tão fácil, vamos combinar). Na falta do que fazer em certos momentos ultimamente, resolvi baixar e começar a assistir.
O personagem principal deste seriado é Hank Moody, um escritor que saiu da inspiradora cidade de New York para ir fazer um filme sobre seu último livro na Califórnia.
A história gira entorno dos relacionamentos sexuais de Hank com as várias mulheres que cruzam o seu caminho de escritor que perdeu sua musa inspiradora - já que após o término do relacionamento com o amor de sua vida, ele simplesmente não conseguiu mais escrever.
Entre as muitas mulheres que passam pela vida de Moody, as mais frequentes são Becca, sua filha extremamente precoce de 12 anos - precoce ao ponto de cuidar mais do pai do que ele da filha - e Karen, a mãe de sua filha, com quem viveu durante muitos anos sem se casar, e com quem divide a guarda da pimpolha metida a adulta.
Devo dizer que as cenas de sexo são o ponto alto da série, já que o humor fica mais raro à medida que a série se desenvolve e os dramas aparecem - bem como a verdadeira vida de Hank, que ele esconde atrás de peitos, bundas, cigarros, maconha e vodca (e me acreditem, isso não é tão divertido quanto parece).
As tramas paralelas dos outros personagens são do típico estilo californiano: um agente de livros e filmes que é demitido e começa a agenciar filmes pornô, uma depiladora viciada em cocaína, um astro do rock cinquentão que vive como um adolescente em sua mansão, e uma adolescente que tenta parecer adulta.
Indico a série para quem gosta desse tipo de drama - já que não posso realmente considerar a série uma comédia - tipo "odeio a Califórnia mas já que estou aqui, minha vida é uma merda e tenho dinheiro, vou aproveitar!"





