Eu vejo muitas pessoas reclamando diariamente por não serem ouvidas, por passarem frequentemente por situações desagradáveis ou que poderiam melhorar e "ninguém faz nada". Mas eu também vejo muitas propostas de mudança mal elaboradas, focadas num só ponto de vista.
Vejo negligência e individualismo em muitas "preocupações" sociais, as eleições no Brasil são um bom exemplo, dá até preguiça de comentar. Mas nada me incomoda mais do que a fuga das responsabilidades, que eu não sei se é condição de boa parte dos brasileiros ou dos seres humanos, pois a quantificação me ocorreu somente agora. Sei que faço parte dessa turma, até certo nível.
As pessoas querem ter "voz", poder de decisão, mas não querem assumir as responsabilidade pelas consequências das mesmas. Acham absurdo terem chefes no pé, mas sem acompanhamento não realizam metade do que é esperado de suas funções. Esperam milhares de ações do governo, mas não frequentam as reuniões que (poucos deles) fazem com a população, ou pelo menos tenta fazer, só que ninguém aparece.
Por outro lado, pessoas de influência, poder e dinheiro (se é que não é errado colocar assim, já que geralmente um está diretamente ligado ao outro), que poderiam fazer alguma diferença, para o bem, muitas vezes cruzam os braços por estarem muito confortáveis onde estão, obrigada. Ou estão muito ocupadas com questões particulares, e o todo é apenas consequência em suas vidas - egocentrismo total.
Fuga das responsabilidades e comodismo se assemelham muito no meu pensamento sobre esse assunto. Porque por outro lado, para muitos é fácil aceitar o sistema e sua ordem, deixar que tomem as decisões por eles nos assuntos em que deveriam se preocupar mas não se envolvem o suficiente. Afinal de contas, se der errado, a culpa não é deles, eles só seguiram o que foi proposto.
Se por um lado eu já me revoltei muito interiormente - com algumas consequências externas - por não ter voz, hoje eu vejo que se eu tivesse tido mais liberdade em certas situações da minha vida, eu teria tomado algumas decisões erradas, muito mais do que as que tomei ouvindo conselhos anteriormente.
O Colégio Militar me ensinou (mas eu só aprendi bem mais tarde) que a ordem é necessária. A gestão participativa é muito bonita no papel, mas eu não acredito em liderança 100% democrática. A necessidade e a existência de uma liderança já pressupõe a incapacidade dos indivíduos de organizarem e dividirem responsabilidades mutuamente e em acordo.
Refletindo sobre tudo isso eu entendi a justificativa para uma atitude que tenho, que o zodíaco atribui ao meu signo, mas que talvez seja apenas resultado de tudo o que vivi e que formou quem eu sou e como vejo o mundo hoje. Eu tenho tendência a ser centralizadora em situações de grande interesse para mim. Cheguei à pessimista conclusão de que não é possível obter a cooperação equilibrada em um grupo onde há motivações em níveis diferentes. Provavelmente alguém já descobriu e escreveu sobre isso muito antes, mas agora que vivencio e tomo consciência do fato.
Assim, quando a minha motivação é muito maior, e a liderança democrática não funciona, é mais fácil eu pegar o trabalho para fazer sozinha. O problema é que quando o resultado não é satisfatório, a culpa é minha - afinal, os outros concordaram e fizeram o que foi mandado, ou eu assumi a responsabilidade total em algum momento. Isso dificulta o trabalho em grupo e tem sido tema de reflexão em minha mente com frequência nos últimos tempos.
Tudo isso tem me dado uma preguiça de discutir, de comentar, de escrever nesse blog! Sei que o sistema corrompe e me vejo como mais uma a ser levada por ele na corrente do conformismo. O que é ruim para a minha prática da escrita, pois o que me inspira na maior parte das vezes é alguma revolta interior, pessoal ou provocada pela empatia, qualidade que tento preservar e que falta nessa sociedade tão preocupada com seus próprios problemas.
Para não mergulhar na inércia a alternativa é o autoconhecimento e a mudança pessoal. Assim eu espero bem menos do outro, e acredito que a mudança e as consequências positivas sejam maiores ou mais relevantes do que no caos organizado que são os vários grupos sociais dos quais faço parte, diretivos ou participativos (mas nunca em pleno consenso da eficácia da autoridade ou da liderança), pois depende apenas de mim - ninguém é hipócrita consigo mesmo.
Vejo negligência e individualismo em muitas "preocupações" sociais, as eleições no Brasil são um bom exemplo, dá até preguiça de comentar. Mas nada me incomoda mais do que a fuga das responsabilidades, que eu não sei se é condição de boa parte dos brasileiros ou dos seres humanos, pois a quantificação me ocorreu somente agora. Sei que faço parte dessa turma, até certo nível.
As pessoas querem ter "voz", poder de decisão, mas não querem assumir as responsabilidade pelas consequências das mesmas. Acham absurdo terem chefes no pé, mas sem acompanhamento não realizam metade do que é esperado de suas funções. Esperam milhares de ações do governo, mas não frequentam as reuniões que (poucos deles) fazem com a população, ou pelo menos tenta fazer, só que ninguém aparece.
Por outro lado, pessoas de influência, poder e dinheiro (se é que não é errado colocar assim, já que geralmente um está diretamente ligado ao outro), que poderiam fazer alguma diferença, para o bem, muitas vezes cruzam os braços por estarem muito confortáveis onde estão, obrigada. Ou estão muito ocupadas com questões particulares, e o todo é apenas consequência em suas vidas - egocentrismo total.
Fuga das responsabilidades e comodismo se assemelham muito no meu pensamento sobre esse assunto. Porque por outro lado, para muitos é fácil aceitar o sistema e sua ordem, deixar que tomem as decisões por eles nos assuntos em que deveriam se preocupar mas não se envolvem o suficiente. Afinal de contas, se der errado, a culpa não é deles, eles só seguiram o que foi proposto.
Se por um lado eu já me revoltei muito interiormente - com algumas consequências externas - por não ter voz, hoje eu vejo que se eu tivesse tido mais liberdade em certas situações da minha vida, eu teria tomado algumas decisões erradas, muito mais do que as que tomei ouvindo conselhos anteriormente.
O Colégio Militar me ensinou (mas eu só aprendi bem mais tarde) que a ordem é necessária. A gestão participativa é muito bonita no papel, mas eu não acredito em liderança 100% democrática. A necessidade e a existência de uma liderança já pressupõe a incapacidade dos indivíduos de organizarem e dividirem responsabilidades mutuamente e em acordo.
Refletindo sobre tudo isso eu entendi a justificativa para uma atitude que tenho, que o zodíaco atribui ao meu signo, mas que talvez seja apenas resultado de tudo o que vivi e que formou quem eu sou e como vejo o mundo hoje. Eu tenho tendência a ser centralizadora em situações de grande interesse para mim. Cheguei à pessimista conclusão de que não é possível obter a cooperação equilibrada em um grupo onde há motivações em níveis diferentes. Provavelmente alguém já descobriu e escreveu sobre isso muito antes, mas agora que vivencio e tomo consciência do fato.
Assim, quando a minha motivação é muito maior, e a liderança democrática não funciona, é mais fácil eu pegar o trabalho para fazer sozinha. O problema é que quando o resultado não é satisfatório, a culpa é minha - afinal, os outros concordaram e fizeram o que foi mandado, ou eu assumi a responsabilidade total em algum momento. Isso dificulta o trabalho em grupo e tem sido tema de reflexão em minha mente com frequência nos últimos tempos.
Tudo isso tem me dado uma preguiça de discutir, de comentar, de escrever nesse blog! Sei que o sistema corrompe e me vejo como mais uma a ser levada por ele na corrente do conformismo. O que é ruim para a minha prática da escrita, pois o que me inspira na maior parte das vezes é alguma revolta interior, pessoal ou provocada pela empatia, qualidade que tento preservar e que falta nessa sociedade tão preocupada com seus próprios problemas.
Para não mergulhar na inércia a alternativa é o autoconhecimento e a mudança pessoal. Assim eu espero bem menos do outro, e acredito que a mudança e as consequências positivas sejam maiores ou mais relevantes do que no caos organizado que são os vários grupos sociais dos quais faço parte, diretivos ou participativos (mas nunca em pleno consenso da eficácia da autoridade ou da liderança), pois depende apenas de mim - ninguém é hipócrita consigo mesmo.

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