quinta-feira, 22 de abril de 2010

Uma situação agoniante na minha vida é eu sentada numa sala de espera do consultório do meu gastroenterologista, aquela calma, aquele silêncio, folheando uma revista tranquilamente, e de repente:
"Elope with me Miss Private and we'll sail around the world
I'll be your Ferdinand and you my wayward girl..."

O celular toca! Eu nunca gostei de celular. Celulares são coleirinhas. Na adolescência, coleiras dos nossos pais; um pouco mais velhos, é do namorado... E nossos amigos, ou quem quer que seja que tenha os 8 números que nos identificam, conseguem entrar em contato conosco onde estivermos, a qualquer hora.

Eu também não gosto de ligar no celular das pessoas. Me dá agonia pensar que eu posso estar atrapalhando alguma coisa, ligando num mal momento, e pior - e que aconteceu - a pessoa atender, e estar realmente em uma situação nada propícia para uma ligação - muito menos minha.

E é por isso que eu defendo que os celulares devem deixar de ser instrumentos obrigatórios nessa nossa sociedade defensora do "technology as a way of life", e afirmo que nunca mais ligarei para nenhum indivíduo do sexo masculino a partir das sete da noite.

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