terça-feira, 27 de abril de 2010

"Emprego é carteira assinada, trabalho é competência."

Ouvi isto ontem do meu professor de gestão de pessoas, acerca das diferenças práticas entre emprego e trabalho, e como as escolas e faculdades hoje ainda educam para formar empregados.

Estudei em boas escolas, onde pude comprovar bem isto. Por melhores que sejam os professores, as tecnologias utilizadas em sala e o "método reconhecido mundialmente", esse tal método não passa de um treinamento de macacos.

Somos ensinados a decorar os conteúdos para meses depois escolhermos uma dentre quatro alternativas, a que mais bate com o que lembramos. A ler uma frase e julgá-la verdadeira ou falsa ainda de acordo com a memória, e a fazer dissertações-padrão sobre "temas da atualidade".

Não somos ensinados a pensar nem a desenvolver criatividade. E quando chegamos na faculdade e topamos com um professor "que viaja" e aplica questões subjetivas nas provas, achamos um absurdo, tiramos nota baixa e culpamos o professor - que não considerou respostas decoradas dos slides divulgados.

Trabalho, ou competência, vai além de repetir o que foi ensinado ou listado na descrição de cargos. Vai além de "fui contratado para digitar, não vou atender o telefone!"

Mas para que isso se torne cultural, precisamos de um sistema educacional que ensine que empregados raramente enriquecem, e passam a vida inteira fazendo as mesmas coisas todos os dias. Que ensine que pensar, criar, e desenvolver respostas criativas vale mais que recitar impecavelmente Camões. Que parem de treinar nossas crianças para serem robôs.

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