sexta-feira, 30 de março de 2012

Botão de desligar

Fazer exercícios, ler, comer bem, não tomar café, não há nada que faça esse cérebro parar um pouquinho. Dois dias em sem um minuto com a cabeça vazia, quando não são pensamentos ou preocupações são músicas aleatórias que começam e não terminam, substituídas por outras. As poucas horas de sono são recheadas por sonhos sem pé nem cabeça que dão a sensação de maior cansaço após dormir.

Queria que houvesse um botão para desligar a minha mente, ou pelo menos a ansiedade que não me deixa descansar...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Definitivamente mentir não é o melhor remédio, mas talvez seja possível haver um relacionamento com base no diálogo com algumas omissões. Minha tendência é achar que as omissões vão aumentar com o tempo até a conversa não ir além do clima de hoje e "meu dia foi bom". Mas aprendi faz tempo que não é necessário concordar para amar, e talvez amar seja o suficiente.


sábado, 17 de março de 2012

Out of character

"O triste de tudo isto é que, à medida que crescemos, nos acostumamos não apenas com a lei da gravidade. Acostumamo-nos, ao mesmo tempo, com o mundo em si. Ao que tudo indica, ao longo da nossa infância nós perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo." - Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia

Os estereótipos são típicos exemplos da perda da capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. Com o nosso hábito de sempre classificarmos as pessoas, dividi-las em grupos, e de criarmos uma imagem de cada cada uma delas - mesmo, muitas vezes, sem conhecê-las - perdemos a oportunidade de descobrir coisas interessantes sobre os outros, e eu diria até, de abrirmos os olhos para a burrice que é estereotipar.

Ficarmos surpresos com o comportamento das pessoas deveria ser algo positivo, visto que nos abre os olhos para o universo que cada pessoa pode ser. Ao invés disso, nos impressionamos e nos sentimos idiotas por termos criado uma imagem errada da pessoa, ou nos decepcionamos por a pessoa não ser exatamente o que tínhamos imaginado.

O problema desse conformismo é quando achamos que também devemos nos encaixar num estereótipo. Até "se encontrar", uma pessoa costuma sofrer certas crises de identidade. Depois disso, muitas vezes o quadradinho que escolheram fica pequeno demais, opressor demais. E então vemos todos os dias pessoas procurando válvulas de escape: "despirocar", fazer compras, comer, encher a cara, arrumar briga...

Eu concordo com quem falou que definir é limitar, e também acho que muitas vezes é reprimir. Ninguém é obrigado a ser engraçado, sério, estudioso, baladeiro, enfim, a ser qualquer coisa o tempo todo. Podemos ser diferentes pessoas em uma só. Para mim isso não é ser duas caras, como muita gente acha. Isso é ser quem você quer ser quando você quiser ser.

De qualquer forma, não sou ingênua ao ponto de achar que isso um dia vá mudar no mundo, e até acredito que um dia eu possa me render a um estereótipo. Mas preciso aprender a julgar menos os outros e me importar menos quando as pessoas se surpreendem com alguma característica minha. Eu ainda tenho muito para aprender e a desenvolver antes de escolher um quadradinho. E estou feliz frequentando vários.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Momento de consciência

Ultimamente tenho com frequência o que chamo de "momento de consciência". É um momento extremamente intenso quando o mundo ao meu redor pára, eu saio de mim, e tenho a total percepção de onde eu estou, com quem estou e o que estou fazendo, como se eu visse um filme da minha vida ali, na minha frente.

É inacreditável quanto tempo pode passar sem que tenhamos esses momentos de consciência. Obviamente sabemos onde estamos e tudo mais, mas estamos apenas vivendo o momento, sem perceber o impacto que ele vai causar na nossa vida.

Deve ser por isso que existe aquele ditado: "só se dá valor ao que se perde". Porque quando perdemos algo temos o momento de consciência onde vemos realmente a importância daquilo nas nossas vidas. A rotina também cega essa percepção.

Comecei a fazer esse exercício de consiência com o passado, e vi que mesmo a rotina estava recheada de fatos e pessoas importantes que fizeram vários dias aparentemente semelhantes especiais e mais felizes. Gostaria de ter visto isso antes para ter valorizado mais.

Tem coisas que a gente quer esquecer e não consegue, tem coisas que a gente quer se lembrar para sempre, e a nossa memória nos trai. O momento de consciência não garante uma memória eterna, mas define o valor de cada momento e o impacto dele nas nossas vidas.

Desde que descobri isso não quero esquecer mais nada, pois afinal de contas, tudo o que me aconteceu é o que me fez ser quem sou agora, e saber a origem e a importância dos nossos problemas ajuda a enfrentá-los (e aceitá-los também), ao invés de usá-los como justificativa para características ou comportamentos pessoais não tão valorosos assim.

Isso tem sido um grande estímulo para o alcance de certos objetivos pessoais atualmente, e um grande maximizador da minha alegria e do valor dado a cada momento vivido nos últimos tempos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Perdeu a graça

Sabe aquele sonho de inverno que toda pessoa que nunca viu a neve tem? A empolgação por desenterrar as botas, os casacos pesados, cachecóis, luvas, gorros, a vontade de esquiar, patinar no gelo, ou só ficar dentro de casa curtindo o cobertor...

Uma hora isso tudo acaba! Sinceramente, não aguento mais ter que usar um kilo de roupas para sair de casa todos os dias! Não aguento mais a preguiça que esse frio me dá, a vontade de passar o dia inteiro enterrada na cama, a tristeza ao ver o sol maravilhoso e quando sair ver que ele só está lá iluminando, esquentar que é bom, nada.

Perdeu a graça usar cachecol todo dia, quero jogar minhas botas fora, quero poder voltar a caminhar na Promenade des Anglais sem roupa de inverno e conseguir tirar o casaco depois de umas corridinhas. Estou desbotada! Quero poder pegar um sol, entrar no mar, colocar uma blusinha e nada mais para sair, usar minhas havaianas na rua!

Primavera, a senhora está muito mole! Manda esse inverno embora logo, que eu não aguento mais a indisposição que ele me traz! (Mas se você só devolver aqueles 17 graus celsius da semana passada, já ficarei muito feliz.)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Possibilidades

"Há sempre algo de ridículo nas emoções das pessoas que deixamos de amar", disse Oscar Wilde. Eu sempre lembro dessa frase quando tenho a consciência de alguma emoção que tive, mas passou. Tem sempre algo de ridículo nas emoções que tivemos e que se foram, por mais intensas, importantes ou justificáveis que elas tenham sido.

Na minha terceira semana (já?!) em Nice, finalmente a saudade do meu país, da minha família e dos meus amigos brasileiros já não me consome mais, foi substituída por um bem-estar inexplicável pela grande experiência que estou vivendo, pela valorização de todos os momentos aqui, e - acredite ou não - a vontade de ficar.

Muita gente me perguntou por que eu vou ficar aqui somente até maio, já que a faculdade está trancada até julho. Eu não sei. Mas tenho que admitir que a possibilidade é tentadora, apesar das dificuldades de morar num país diferente, e do tanto que vou ter que "ralar" se eu quiser aproveitar mais tempo na Europa.

Tem certas oportunidades que a gente não pode deixar passar. Por enquanto, tenho uma possibilidade, que vou lutar (leia-se "vou procurar um emprego") para transformar em oportunidade. E, se eu conseguir (afinal, a situação aqui está complicada), vou aproveitar cada dia dos meus dois meses a mais por aqui, tenham certeza.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Viver de imagem é uma coisa que acontece no mundo todo, mas no Brasil, na minha opinião, a "coisa é mais feia". É hipócrita quem diz que não existe um padrão, mesmo que não comunicado abertamente, para se vestir, se comportar nos vários meios sociais, para conversar, para se expressar (até para o Facebook estão criando regrinhas, pode?).

Apesar de realmente achar isso babaquice, sei que isso não mudará tão cedo, e me preocupo com a minha imagem. Não é pelo fato de ser aceita em qualquer grupo, mas pelo medo do julgamento. Eu já menti, omiti, fingi muito pelo medo de ser julgada, especialmente no meio familiar, que para mim é o mais difícil de conquistar um espaço, pois todos são muito firmes em suas opiniões e valores, dos quais eu nem sempre compartilho.

Um fato que me marcou quando eu era bem nova, foi um dia de eleições em que todos se encontraram depois na casa da minha avó. Em meio às discussões de opiniões e revelações do voto, um primo simplesmente se recusava a contar em quem ele votou. Nunca esqueci desse dia, pois vi claramente - embora não tenha certeza - o medo do julgamento. Afinal, se ele compartilhasse das mesmas opiniões que todos, não havia porque esconder nada.

A questão é que esse grande medo de julgamento que eu sempre tive - e que felizmente, está diminuindo bastante - me trouxeram problemas para me aceitar. Apesar dos meus valores serem bem liberais e eu não ver problema em várias coisas (não vou citar nada, olha aí o medo de ser julgada!), sei que a maior parte do mundo não compartilha dos mesmos valores, o que em alguns momentos me levou a questionar se eu estava certa.

Mas não adianta: se você precisa esconder quem você é, tem algum problema de aceitação envolvido. Aprendi isso quando meus pais descobriram algo sobre mim que eu tinha muito medo de revelar a todos que não compartilhassem da mesma opinião. Após uma conversa onde ficou claro para mim que apesar de eles não aprovarem por motivos óbvios, o amor deles não mudaria em nada (e senti que lááááá no fundo eles podem compreender um pouquinho a situação), o muro que me separava deles caiu, e eu passei a me aceitar.

Apesar disso, não posso e nem preciso ficar levantando bandeira dos meus valores e opiniões. Não nasci para ser revolucionária, mas também não sinto mais a necessidade de mentir quando sou questionada diretamente. 

Eu acho que a imagem é algo importante. Não escondo que vivo da minha, e que eu mesma adoto padrões para os diversos grupos sociais que frequento. Frequentemente, por causa da minha postura, surpreendo as pessoas quando exponho as minhas opiniões, mas isso vai quebrando aos poucos os preconceitos, e realmente faz algumas pessoas refletirem sobre o julgamento pela imagem.

Vejo muita gente tímida e insegura pela dificuldade em se adaptar, e não quero mais isso para mim. Sei que o medo do julgamento não vai passar completamente até que eu não deva nada a ninguém (pois dependo da minha imagem para conseguir e manter um emprego, por exemplo), eu mude de opinião (é sempre possível, sou muito nova para estabelecer verdades absolutas na minha vida), ou eu esteja em um meio onde, realmente, nada disso importe. Até lá, a auto-aceitação vai me ajudando a viver mais feliz e menos preocupada.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Vida nova


Para quem não sabe, estou morando em Nice, na França, onde vou viver por 3 meses. Tenho certeza que tem gente querendo saber como estou aqui, e preciso registrar, já que a minha memoria não é muito confiável.

Faz uma semana que cheguei nessa cidade fria, mas cheia de sol. A dona da casa onde moro é uma francesa muito gentil, que cozinha bem, e que adora flores. Eu divido o quarto com uma Russa, que vai embora no próximo final de semana, e aqui também moram um casal de suíços e um italiano (que esta aqui a trabalho). Infelizmente, a casa tem uma regra que é que os banhos só podem ser tomados a noite. Minha mãe achou isso muuuuuito engraçado porque não é com ela, mas não há nada que não possa ser parcialmente resolvido com uns lenços umedecidos, né? Difícil mesmo é acordar sem um banho, mas fazer o que.

Eu tomo café da manha e janto em casa, e para o almoço, eu levo um sanduiche que faço em casa, pois é muito mais barato e mais saudável. A comida aqui na França é muito gordurosa, tem muita manteiga, e não se encontra pão integral em qualquer loja de sanduiches. Os doces daqui são absurdamente maravilhosos! Não tem como explicar. São os melhores doces que já comi na minha vida. Felizmente eu enjoo fácil porque são muito açucarados ou amanteigados.

Tenho aula de segunda a sexta de 9 as 12:15, o que me deixa muito tempo livre, que na ultima semana eu usei para sair e conhecer a cidade, todos os dias. Fui também a algumas cidades próximas daqui. Tudo é extremamente lindo! Se você eh meu amigo no Facebook, veja as fotos, vale a pena. Meu professor é meio doidinho mas muito bom, e eu aprendo muito nas aulas.

Na escola tem gente de todos os lugares do mundo, mas vários brasileiros. Eu evito as pessoas que não querem falar francês em nenhum momento. Tenho certeza que pareço meio chata, mas isso é extremamente necessário, afinal meu pai não gastou rios de dinheiro para eu praticar meu inglês aqui, ou só conhecer pessoas do Brasil.

Aqui é muito perto de Monaco e só custa 1 euro para ir la! Devo visitar o principado essa semana. Eh bem tentador pegar um trem ou avião (tem umas passagens bem baratas aqui) para viajar a Europa inteira, mas eu só devo viajar quando tiver certeza que o dinheiro vai sobrar.

Eu queria arrumar um emprego, mas bem, a Europa inteira esta em crise e a falta de emprego sai quase todos os dias no jornal (eu leio todo dia o jornal gratuito, que não é só sangue e tragédia como os do Brasil, para praticar e aumentar o vocabulário). Mas essa semana vou ao centro da juventude, tenho certeza que nem todos os franceses desempregados estão dispostos a cuidar de crianças ou lavar umas louças, melhor para mim!

Varias pessoas me falaram que tiveram ou estão tendo pesadelos, e eu acho que por não ter me recuperado totalmente do jet lag, eu estava dormindo como uma pedra e nem sonhava nada. Infelizmente eu comecei a ter pesadelos, e o dessa noite foi o pior pesadelo que tive na minha vida, serio mesmo. Espero que essa fase passe logo!

Estou aqui há uma semana, mas parece que já faz um mês! Sinto muita falta da minha família e dos meus amigos e já chorei demais, mas tenho certeza que isso vai passar quando eu me acostumar com a vida aqui. Apesar disso, estou muito, muito, muito feliz! Tenho certeza que vou aprender a falar francês (quase que) fluentemente, pois em uma semana já melhorei bastante.

Morar no exterior é uma experiência maravilhosa, que estou tendo a oportunidade de viver. Tenho certeza que vai ser muito bom para o meu crescimento pessoal e profissional. Sou extremamente agradecida a todos que me ajudaram na realização desse sonho, especialmente meus pais, que pagaram tudo, e aos meus amigos que me fizeram descobrir a agência de viagens Vou Pra Fora (um pouquinho de propaganda, afinal gostei muito deles!), e a todos da agência que sempre me ajudaram em tudo.

Missão cumprida, meu blog agora voltara ao normal, com meus pensamentos malucos de todos os dias. Infelizmente não tenho a ambição tampouco a paciência de escrever frequentemente sobre a minha viagem, mas quem é meu amigo no facebook poderá acompanhar as fotos e trocar umas idéias.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Como explicar?

Conhecer a Europa sempre foi um sonho. Alias, conhecer o mundo inteiro eh um sonho que eu tenho desde que me entendo por gente. Neste exato momento, estou sentada na minha nova cama, no meu novo quarto, que divido com uma russa, em Nice, França. Realizando um sonho.

Entao, como explicar os milhares de sentimentos que passam no meu coraçao? Como dizer que apesar de estar absolutamente feliz por estar fazendo o que eu tanto queria, eu tambem sinto tristeza e solidao? Como colocar na balança os beneficios de poucas amizades verdadeiras e varias companhias maravilhosas no Brasil, ao lado de possiveis grandes amizades do mundo inteiro, e muito mais companhias agradaveis todos os dias? Eh impossivel.

Eu nao posso dizer que tenho certeza, mas espero e confio que esses sentimentos "negativos" vao passar. Eu sei que daqui a pouco vou estar familiarizada com a cidade, vou conhecer varias pessoas legais, vou estar com a agenda cheia e saudade sera para os poucos tempos livres e um sentimento reservado praticamente so para a familia.

Por isso ao mesmo tempo que sinto um milhao de emoçoes diferentes, boas e ruins, eu tambem me sinto idiota, porque parece egoismo e falta de adaptabilidade sofrer dessa forma. Mas como convencer o coraçao que ele esta sofrendo a toa? Nessas horas eh que vejo que nao tenho absolutamente nenhum controle sobre os meus sentimentos, apesar da razao estar firme e forte aqui me chamando de fraca.

Mas enquanto a razao nao vence, vou viver meu sonho europeu, pois so assim essa saudade fdp vai passar.


(Durante os tres meses que ficarei por aqui, as postagens serao sem acento, porque eu nao faço ideia de onde eles estao neste netbook que estou usando.)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quando digo que sou...

Estudante de administração, estagiária, estudiosa, patricinha, whatever, cada um me vê de um jeito. Muitos, de uma forma preconceituosa. Acredito que por esse motivo a brincadeira fez tanto sucesso no Facebook: as pessoas até gostam de se rotular para expressar o que são e o que pensam, mas estão cansadas de julgamentos errados sobre qualquer um desses rótulos.

E aí vem um babaca e coloca um rótulo bem grande na ilustração. Enche de opiniões maliciosas e preconceituosas, e no quadro "como eles acham que são", faz uma representação completamente equivocada sobre o tal grupo, expressando uma idéia antiquada e deturpada sobre quem são essas pessoas de verdade, se escondendo atrás da hipocrisia gerada pela defesa da "liberdade de expressão".

Depois dessa, eu acho que opiniões burras e carregadas de preconceito deveriam ser censuradas, sim. As pessoas precisam aprender a se informar, a respeitar o próximo, deixarem de ser preconceituosas e principalmente a parar de julgar os outros.

E eu preciso parar de assinar atualizações de pessoas que acham que a moral do filme Tropa de Elite é um policial batendo em um maconheiro.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sapatilha rosa

Dia desses eu sonhei que me casava. A foto não é a mais apropriada, no meu sonho, eu usava sapatilhas. Sapatilhas pink. Lembro que pensei: "tanto faz o que estou calçando, o vestido vai tampar".

Ao escrever essa postagem, lembrei que sábado fui a uma loja de sapatilhas, e encontrei exatamente a sapatilha do meu sonho, mas não liguei os fatos no momento.

Os sonhos que eu lembro estão ficando cada vez mais raros...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Alterado

Infelizmente tem pessoas que eu nunca vou saber quem são de verdade. Porque o que vejo é uma personalidade alterada por uma "mente feita", o dia inteiro. O pior é quando a pessoa depende das influências, e não é ninguém sem elas...

Usar camisinha, baixar o volume após as 22h, não pegar no volante após dirigir...  O que quero dizer é: sou liberal com muitas coisas, mas acredito que até a diversão tem que ter limite, principalmente quando ela altera ou pode alterar a vida do outro, ou pior: a sua própria vida.

Não adianta pregar eternamente a tolerância e a legitimação, a mente das pessoas não vai abrir enquanto essas coisas não acontecerem.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Vai amassar minha blusa social!"

Eu ainda não tenho carteira de motorista. Por uma série de motivos, comecei o processo somente no final do ano passado, na última turma do ano. Tive que aguardar cerca de um mês entre o fim das aulas até a prova teórica, que fiz hoje.

A primeira parte do meu processo de formação foi turbulento, com direito a mal-estar durante a aula de primeiros socorros e uma crise de choro rápida, escondida no banheiro da auto-escola, o que revelou a minha fraqueza com assuntos psico-fisiológicos. Mas aprendi bastante com um professor, que também é bombeiro, muito inteligente e comunicativo, e dei boas risadas em aula.

Estou enrolando para chegar ao ponto (como sempre, achando que preciso me justificar). Eu não sei se é porque eu não consigo ver certas coisas por iniciativa própria (um acidente, uma cena de violência ou assassinato na televisão, etc) e tenho medo até da possibilidade de passar por essas situações, mas eu acho inadmissível uma pessoa se expor ao risco de dirigir sem o cinto de segurança.

As pessoas sabem que o cinto pode salvar vidas. Estudam sobre isso na auto-escola, ouvem casos e casos com essa situação, as vezes até passam por ela. Qual a justificativa para a brincadeira: "o cinto não combina com a minha roupa"? Sinceramente, não entendo.

Apesar de não entender a postura, morrer de medo e não concordar, às vezes fico calada e não peço para os colegas do carro colocarem o cinto, embora sempre reclame quando não tenho o meu. No carro de amigos, falo até eles colocarem ou ficarem chateados comigo.

Quando eu tiver o meu carro, só darei partida depois que todos estiverem seguros. Ainda faltam as aulas e a prova prática e Brasília ganhará mais uma mulher ao volante, uma garota certinha no trânsito que está aprendendo que nem todo mundo é consciente. Espero as minhas experiências e consequentes decepções com o trânsito - pois sei que ele está longe de ser como eu gostaria que fosse - não mudem minha opinião.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ansiedade nos sonhos

Daqui a exatamente um mês eu viajo, e a ansiedade começa a querer aparecer.

Hoje quando entrei no facebook, uma das primeiras postagens que curti foi de uma prima, que diz: "Sonhos, quando são bons, são ótimos! Quando não, ai que dia!!!" Mais tarde, um colega do trabalho disse que havia sonhado comigo. No sonho, eu estava precisando de ajuda e ele tentava me ajudar. Ele disse que não sabe o que era, mas lembra da angústia de ambos.

Então eu me lembrei. Esta manhã (sim, os sonhos que eu costumo lembrar acontecem pela manhã) eu sonhei que voltava da viagem que fiz para Israel, e um ônibus deixava uma companheira de viagem na casa dela, no sul do país (acho que ela mora em Porto Alegre, mas não tenho certeza). Por algum motivo, eu desci e fiquei na casa dela, pois pegaria um vôo mais tarde para Brasília.

As horas se passaram e em certo momento fui conferir o horário do meu vôo, e vi que ele não saía da cidade da minha colega, e sim do Rio de Janeiro. Entrei em desespero, repetindo que não sabia como eu tinha imaginado que o vôo sairia daquela cidade, e não sabia o que fazer, já que seria impossível chegar ao Rio antes do vôo partir. Acordei com um aperto no coração, mas aliviada.

Eu sou uma pessoa ansiosa, mas um mês de antecedência? Tenha dó, minha querida mente. Que tenha sido só hoje, porque depois desses sonhos, como diz minha prima, "ai, que dia!".

domingo, 8 de janeiro de 2012

"Agora sente aí e pense sobre o que você fez!"



Mas... e se ela não se lembra sabe exatamente o que foi que ela fez?